29.11.06

Curry de grão de bico e batata-doce

Ando meio cansada ultimamente, quando chega essa época do ano parece que há toneladas de coisas para fazer de uma vez só, deve ser psicológico, sabe aquela idéia de que o ano está acabando e você precisa colocar tudo em dia? Deve ser isso.
Esta receita é do Kitchen Diaries do Nigel Slater, ganhei o livro do meu marido, na verdade escolhi o livro entre as ofertas disponíveis em um catálogo da Folio Society da qual ele é membro. É algo como o Círculo do Livro brasileiro, você é associado e deve comprar um X número de livros por ano, mas tem o direito de adquirir 4 obras "de graça" quando renova sua "associação", não sai muito barato porque a Folio é inglesa e a libra está lá no alto, mas os livros são bonitos, com capa dura e, geralmente, são livros de referência: enciclopédias, livros de história, arte, literatura clássica, etc.
Gostei do curry, cheio de legumes e com grão de bico, algo que adoro. Advertência: ele é bem picante.

Curry de grão de bico e batata-doce

200g de grãos de bico secos, deixados de molho em água por várias horas (eu usei uma latinha, estava sem tempo)
2 cebolas médias
4 dentes de alho
3 pimentas dedo de moça
3 cenouras
2 c chá de sementes de coentro ou coentro em pó
6 vagenzinhas de cardamomo verde (usei o escuro)
2 c sopa de óleo
15 folhas de curry (não usei)
1 c chá de sementes de mostarda escura (usei a clara)
2 c chá de açafrão da terra/cúrcuma
500g de tomates
1 pedaço de abóbora picado (400g)
1 batata-doce grande (400g)
caldo de legumes 750ml

Finalização:
150g de cogumelos cortados em quatro ou ao meio (não usei)
250g de iogurte grego (usei o iogurte normal, mas acho que o curry é melhor sem ele)
1 punhado de coentro picado

Escorra os grãos de bico e cozinhe-os em água fervente (sem sal) até que fiquem razoavelmente macios (eles nunca ficam muito macios). Isso levará cerca de 45 min, dependendo da idade dos grãos.

Pique as cebolas, o alho, pimentas e cenouras, mantendo tudo separado. Remova os grãos das vagens do cardamomo e moa em um moedor apropriado (até parece que fiz isso! Usei as vagens inteiras). Moa as sementes de coentro (eu comprei já moídas). Aquele o óleo em uma panela de fundo espesso e refogue o alho e a cebola em fogo moderado até que fiquem macios. Coloque as folhas de curry (não tenho idéia do sabor das folhas de curry, pensando nisso agora, deveria ter adicionado 1 c chá de curry em pó para fazer jus ao nome da receita), as sementes de mostarda, o coentro moído, o cardamomo, cúrcuma e pimentas. Deixe cozinhar por cerca de 2-3 min, adicione as cenouras picadas e continue cozinhando em fogo baixo por 4-5 min.

Pique os tomates, a abóbora e a batata doce grosseiramente e coloque na panela. Adicione o caldo de legumes. Aumente a temperatura e deixe ferver. Remova a espuma que se forma na superfície do líquido com uma escumadeira e jogue-a fora. Abaixe o fogo e deixe cozinhar. Mexa de vez em quando e preste atenção ao cozimento dos vegetais, se eles devem ficar macios, mas não se desmanchar, adicione sal (só corrija o tempero se o seu caldo de legumes já for salgado). Você pode parar o cozimento neste ponto e guardar o curry para o dia seguinte, o sabor será muito melhor. (Eu estava com fome e este seria meu jantar, mas notei que isso é verdade quando provei as sobras no dia seguinte).

Antes de servir o curry, escorra os grãos de bico e coloque-os na panela com os cogumelos (que não usei). Aqueça o curry em fogo brando, mexendo de vez em quando. Adicione o iogurte, tomando o cuidado de não deixar ferver (pois senão ele irá coalhar). Coloque as folha de coentro no último instante. (Eu sugiro que você sirva o iogurte à parte, eu achei o curry melhor sem ele).
Sirva com arroz.


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This recipe is from Nigel Slater's The Kitchen Diaries I liked the curry, it has plenty of vegetables and chickpeas, which I love, and is quite sharp too.


Chickpea and sweet potato curry

 
200 g dried chickpeas, soakef for several hours in water
2 medium onions
4 cloves garlic
3 fresh red chillies
3 carrots
2 tsp coriander seeds
6 pods green cardamom
2 tbsp groundnut oil
15 curry leaves
1 tsp black mustard seeds
2 tsp ground turmeric
500g tomatoes
a medium squash or small pumpkin (about 400g peeled weight)
a large sweet potato (about 400g)
750ml vegetable stock 

 
To finish
150g small mushrooms, halved or quartered
250g Greek yoghurt
a good handful of coriander leaves

Drain the chickpeas and cook them in boiling water (without salt) until they are reasonably tender. This will take about 45 min, depending on the age of your peas.

Peel and chop onions, garlic, chillies and carrots, keeping them separate. Grind the coriander seeds to a coarse powder. Remove the black seeds from the cardamom pods and grind them to a powder. Pour the oil into a heavy-bottomed casserole dish set over a moderate to low heat and leave the onions and garlic to cook slowly until they are soft, translucent and honeyed. Stir in the curry leaves, which you can leave whole, the mustard seeds, ground coriander, cardamom, turmeric and chopped chillies. Leave them to sizzle lightly for 2-3 min, then add the chopped carrots and continue cooking over low heat for 4-5 min.

Roughly chop the tomatoes, pumpkin and sweet potato and add them to the casserole. Stir, then pour in the stock. Turn up the heat and bring to the boil. Scoop off the orange froth that appears at the top of the pot and discard it, then turn the heat down so that the contents simmer gently. Stir the curry from time to time as it cooks, pushing the vegetables down under the liquid and keeping an eye on the softer vegetables. You want them to be tender, but not broken up. Season with salt. It is at this point you can stop the cooking and chill the curry overnight. You will find it will deepen and mellow in flavour if you do.

To serve the curry, drain the chick peas and stir them into the curry with the mushrooms. Let the curry warm over a low to moderate heat, stirring from time to time. Stir in the yoghurt, making sure that the mixture does not boil (it will turn grainy if it does). Stir in the coriander leaves at the last minute. Serve with rice.

Hermit in Paris - Italo Calvino

Italo Calvino nasceu em Havana, Cuba, filho de um pesquisador de agronomia e de uma pesquisadora de botânica, e cresceu em San Remo, na Italia, terra natal de seus pais. Os textos autobiográficos de Calvino repetem mais ou menos isso: eles contam como foi crescer em San Remo, falam sobre seu engajamento no partido comunista, sua luta contra o fascismo e sua entrada no mundo das letras. Apenas seu primeiro texto, sob a forma de cartas, é um pouco diferente, ele conta sua estadia em Nova York, patrocionada por uma bolsa da Fundação Ford.

Li o livro em inglês, mas ele já foi traduzido para o português pela Cia das Letras. Ele é feito de uma série de pequenos textos escritos por Calvino, quase pequenas notas. Minha opinião sobre o autor é um pouco ambígua, acho seu livro, "As cidades invisíveis", maravilhoso, de uma beleza onírica, mas nunca consegui continuar lendo suas outras obras após uma ou duas páginas. Deve ser minha falha. Mas se não gosto tanto assim do autor, por que li seus textos autobiográficos? Devo andar em uma fase em que acho as vidas das pessoas mais ricas do que as ficções, talvez até mais interessantes, porque são reais. Preciso de um pouco de realidade agora. Deve ser isso...

Esta é a resposta dada por Calvino ao New York Time Books Review quando lhe perguntaram qual personagem de um romance ou obra de não ficção ele desejaria ser:

"Eu gostaria de ser Mercúcio. Entre suas virtudes, admiro, acima de tudo, a sua leveza em um mundo cheio de brutalidade, sua imaginação sonhadora - como o poeta da Rainha Mab - e, ao mesmo tempo, sua sabedoria, como a voz da razão em meio ao ódio fanático dos Capuletos e Montagues. Ele se mantém fiel aos velhos códigos de cavalheirismo ao preço de sua vida talvez apenas em nome do estilo, mas ainda é um homem moderno, cético e irônico: um Dom Quixote que sabe muito bem o que são os sonhos e o que é a realidade, e vive ambos com os olhos abertos."

27.11.06

Bolo de banana com farinha de banana verde

Comprei a tal farinha de banana verde e fiz a receita de bolo de banana que estava na caixinha. Qual o gosto de bolo de banana com farinha de banana? Francamente, um pouco estranho, é como se faltasse algo, provavelmente, a farinha de trigo... Não sei explicar como, mas o bolo fica com uma consistência diferente e o sabor também não é igual ao dos bolos de banana com farinha de trigo. Eu ainda prefiro os últimos, achei estes aqui sem graça, O não me disse nada e foi comendo tudo normalmente, outra receita apropriada para celíacos (pessoas que têm intolerância ao glúten).




Clique sobre as fotos para ampliá-las (a farinha é meio carinha e a quantidade é mínima!)


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I bought a box of green banana flour the other day and decided to prepare this banana bread recipe. It was good, but i missed the wheat flour texture, it tasted ok, but it wasn't like the ones i'm used to.

Banana bread with green Banana flour
3 ripe bananas
1 c green banana flour (see picture above)
1/2 c sugar
2 eggs
1/2 tbsp baking powder
1 tbsp butter
1/2 c milk (or orange juice)

Blend bananas and eggs, add the remaining ingredients and blend well.
Pour into a greased baking tin, and bake for about 30 min.
Sprinkle with sugar and cinnamon powder.

26.11.06

Hit parade dos sabores brasileiros

A Lara começou, as meninas (a Akemi e a Valentina) aderiram e eu também quis dar minha contribuição. Aqui está a lista do que considero tipicamente brasileiro (e de que gosto apesar de não comer com frequência):


1. Pastel de feira
2. Garapa
3. Água de coco
4. Carne seca com quibebe
5. Pão de queijo
6. Feijoada
7. Coxinha
8. Doce de leite
9. Quebra-queixo
10. Acarajé

(As coisas não estão exatamente na ordem de preferência, ok?)


25.11.06

Cookies de aveia e coco

Estes cookies são do Bakingsheet, eles ficam muito crocantes e bem gostosos. Eles se espalham muito enquanto assam, modelei os cookies como bolinhas e depois eu as achatei, tinha deixado um bom espaço entre eles, mas quase ficaram grudados uns nos outros. No dia seguinte eles pareciam menos crocantes e mais duros, mas ainda estavam muito bons!


Cookies de aveia e coco

2 x de farinha (usei 1 x de farinha normal + 1 x de farinha integral)
1 c chá de bicarbonato de soda
1/2 c chá de fermento
1/2 c chá de sal
1/2 c chá de canela
1/2 x (100g) de manteiga amolecida
1/2 c chá de extrato de baunilha
1 c sopa de leite
1 x bem cheia de açúcar mascavo ou demerara (foi o que usei)
1/2 x de açúcar refinado
2 ovos grandes
1 x de aveia
1 x de coco ralado

Preaqueça o forno a 180C.
Peneire a farinha, o bicarbonato, o fermento, sal e a canela em uma tigela média. Bata a manteiga e os dois tipos de açúcar em uma outra tigela até que fiquem bem homogêneos. Adicione a baunilha, o leite e os ovos até que fique leve, cerca de dois minutos. Adicione a mistura de farinha, a aveia e o coco ralado. (A minha massa ficou bem firme, deu para modelar com as mãos, talvez os ovos fosse pequenos ou a farinha integral tenha mudado sua consistência). Coloque colheradas da massa em uma assadeira forrada com papel manteiga ou alúmino. Asse por 11 min ou até que dourem. Deixe esfriar por alguns minutos antes de remover da assadeira.


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These cookies are from the Bakingsheet, they are very good. They spread a lot on the bakingsheet while baking. On the following day, they seemed harder and not so crisp but were still nice.

23.11.06

Creme de banana com leite de coco (Kue Talam Kepala)

Esta é uma receita de sobremesa indonésia que O me passou. Pelo o que pude observar, os países do sudeste asiático usam muito leite de coco em suas receitas. Foi a primeira vez que provei a combinação de leite de coco com bananas, é boa! O que achei mais curioso foi o uso do harussame (aquele macarrão transparente feito com uma espécie de feijão, foto abaixo). A receita leva pouco açúcar e um pouco de sal, tornando os sabores bem interessantes, algo meio doce-salgadinho. (Fiz metade da receita usando dois ovos, o que pode ter tornado o creme mais firme).


Creme de banana e leite de coco

3 ovos
400ml leite de coco light
5 c sopa de água
3 c sopa de açúcar
30g de harussame, colocados de molho em água morna por 5 min
4 bananas nanicas maduras, descascadas e picadas
1 c chá de sal

Bata os ovos, adicione o leite de coco, a áuga e o açúcar. Mexa para misturar bem. Coloque essa mistura em uma assadeira ou repiciente com capacidade para 500ml.
Escorra o harussame e corte em pedaços pequenos.
Adicione o harussame, as bananas e o sal à mistura de ovos e mexa.
Cubra a assadeira com papel alumínio e coloque em um panela para cozinhar no vapor por 1 hora. Se você não tiver uma panela própria para fazer isso. Faça como eu, cubra com a folha de alumínio e coloque tudo em uma assadeira grande com um dedo de água quente e asse à 180C por 45-60 min. Como se fizesse um pudim. O creme está pronto quando uma faca inserida no meio saía limpa.
Sirva quente ou fria com sorvete de creme ou frozen yogurt.



Clique na foto para ampliar


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This is an indonesian dessert recipe. Banana and coconut milk is quite a pleasant combination . The most curious thing though is the use of cellophane noodles (picture above) and the slightly salty flavour of the custard.


Steamed coconut custard

3 eggs
400ml reduced fat cocounut milk
5 tbsp water
3 tbsp sugar
30g cellophane noodles, soaked in warm water for 5 min
4 ripe bananas, peeled and chopped
1 tsp salt

In a medium bowl, beat eggs. Add coconut milk, water, and sugar. Stir to combine.

Pour egg mixure into a 2-quart casserole dish.
Drain cellophane noodles and chop into small pieces.
Add noodles, bananas and salt to the egg mixture and mix well.
Cover the casserole dish with aluminum foil and place in a steamer for about 1 hour. If you do not have a steamer, fill a large rectangular cake pan with 1/2 inch of water. Place the casserole pan in the center of the cake pan and cover the entire thing with foil. Place in a preheated oven to 180C and bake for 45 min to 1 hour. The custard is done when a knife inserted in the center comes out clean.
Serve hot or cold with vanilla ice cream or frozen yogurt if you wish.


21.11.06

Pães de ricota e sementes de papoula

Receita da Zorra, do Kochtopf (em alemão). A receita original pede ricota, mas eu tinha um restinho de cottage que iria estragar se não usasse, por isso resolvi fazer a substituição. A massa ficou muito macia, mesmo substituindo parte da quantidade de farinha por farinha de trigo integral, também estreei meu pacote de farinha de trigo Fleischmann próprio para pães, fazia tempo que procurava algo parecido. Na hora de pincelar os pães, resolvi usar só leite, porque não queria abrir uma lata de leite condensado para usar uma colherzinha, mas talvez seja melhor fazer isso porque o açúcar do leite condensado ajuda a dar uma cor mais bonita aos pães e tenho a impressão de que as sementes de papoula grudam mais. A massa é muito boa para trabalhar, eu usei a máquina de pão para amassar, porque vocês já sabem que eu tenho a maior preguiça do mundo para amassar pão. Outra coisa, eles são mais salgadinhos e não adocicados.

OBS. Quando fiz os pãezinhos, achei que a quantidade de fermento era um pouco exagerada para a quantidade de farinha, a Zorra escreveu apenas "10 g de fermento biológico", geralmente ela escreve se é fresco ou seco, mas eu achei que fosse o seco, mais comum atualmente, e usei, mas continuei cismada e voltei para o blog, vendo as quantidades usadas nas outras receitas dela, acho que se trata de fermento biológico fresco. Portanto, se usar fermento biológico granulado, é melhor fazer a conversão, eu já fiz a modificação e dá metade da quantidade que tinha colocado anteriormente. Acho que vou ter que refazer a receita...

Pães de ricota e sementes de papoula

5 g fermento biológico instantâneo (aquele granulado) ou 10g de fermento fresco
1 c sopa de mel
2 c sopa de leite
250 g de farinha (150g de farinha normal+100g de farinha integral)
100 g de ricota passada pela peneira, à temperatura ambiente
cerca de 60 g de leite
1 c chá rasa de sal
1 c sopa de manteiga amolecida

Para pincelar
1 c sopa de leite condensado
um pouco de água
sementes de papoula

Misturar o mel, o fermento Hefe e as duas colheres de leite. Adicionar os demais ingredientes e sovar até que a massa fique elástica e fácil de manusear (adicione mais água aos poucos, caso seja necessário), deixar crescer por cerca de 1 1/2h, ou até que o volume dobre. Modele os pães e deixe crescer por mais 30 min. Pincele os pães com a mistura de leite condensado e áuga e polvilhe com as sementes de papoula. Asse em forno preaquecido à 200C por cerca de 20 min.


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Zorra's bread recipe (in German). The original recipe asks for ricotta cheese, but i used cottage cheese, its expiration date was near and I had to use it. I substituted part of the flour for whole wheat flour, the dough was still very soft, and brushed the buns with a mixture made with milk instead of the condensed milk, but i think that the last option is much better, it gives the bread a better color. Because i'm lazy to knead bread doughs, my bread machine did it for me.

Ricotta and poppy seeds buns

5 g instant granulated yeast (or 10g fresh yeast)
1 tbsp honey
2 tbsp milk
250 g flour (I used 150g flour+100g whole wheat flour)
100 g ricotta cheese, shredded, at room temperature
about 60 g milk
1 level tsp salt
1 tbsp butter, room temperature

For brushing
1 tbsp condensed milk
a little water
poppy seeds

Combine honey, yeast and 2 tsp milk. Add the remaining ingredients and knead until you have an elastic dough (you may need to add more water), let it rise for about 1 1/2h, or until its volume has doubled. Mold the buns (the way you want) and let them rise for about 30min. Brush bun tops with the condensed milk and water mixture and sprinkle with the poppy seeds. Bake in the preheated oven (200C) for about 20 min.

18.11.06

Bolo de abacate

Este bolo foi fotografado, comido e processado há muito tempo, mas ando meio fora de ritmo para publicar as receitas, como vocês sabem, andei fazendo visitas a outras bloggers, tenho pilhas de coisas para ler, serviço doméstico, apresentações e provas de alemão para o fim de semestre e, para completar, tenho que ler a apostila de "Direção defensiva" e "Primeiros socorros" para a prova de renovação da minha carteira de motorista, isso porque só dirijo em emergências, afinal, eu tenho o "Jarbas", como meu marido se autodenomina...

Bem o bolo é mais uma daquelas experiências meio loucas com ingredientes "estranhos", o bolo fica bem úmido, mas eu o detestei, achei que ficou com gosto de folha seca... O, por sua vez, comeu tudo sozinho e disse que era um dos melhores bolos que eu já fiz, vai entender! Quem quiser dar sua opinião pode prová-lo com suas próprias papilas gustativas! A receita é do Accidental Hedonist, a foto do bolo do site é mais verde, eu usei açúcar mascavo e um pouco de farinha de trigo integral, por isso acho que a cor mudou.

 


Bolo de abacate


1 1/3 x de açúcar (usei mascavo)
1/2 x manteiga, temperatura ambiente
2 ovos batidos
1 x de abacate em purê (amasse bem)
1/3 x de coalhada
1/2 c chá de canela
1/2 c chá de noz moscada moída na hora
1/2 c chá de allspice (é uma mistura de especiarias, coloque um pouco de cravo em pó no lugar)
1/2 c chá de sal
1 1/2 c chá de bicarbonato de sódio
1 1/2 x de farinha (substitui metade por farinha integral)
1/2 x de tâmaras picadas (não tinha)
1/4 x de passas brancas (usei escuras)
1/2 x de nozes picadas

 

Preaqueça o forno a 180C.


Bata o açúcar e a manteiga amolecida até obter um creme, adicione os ovos e mexa bem. Coloque o abacate em purê, a coalhada e misture com uma colher.


Em outro recipiente, misture as especiarias, o sal, o bicarbonato e a farinha. Adicione os ingredientes secos aos ingredientes líquidos aos poucos, batendo bem. Coloque as tâmaras, as passas e as nozes, mexa com uma colher. Coloque em uma forma previamente untada. Asse por 50-60 min. Deixe esfriar por 5-10 min.

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This is a very funny cake. Another experience with weird ingredients. I have to confess that i didn't like it. I found that the cake had a weird taste, on the other hand, my husband loved it and said that it was one of the best cakes i've baked. Then, who knows? Maybe i'm wrong, some people might actually enjoy it. Anyway, you can try it and give your own opinion, the recipe is from The Accidental Hedonist, i used whole wheat flour and muscovado sugar, so my cake didn't turn out as green as the one on the picture you can see there.

15.11.06

Amarettis

Receita de amarettis (em francês) da Estelle do Le hamburger et le croissant. Fiquei pensando no que levar para a Sonia Novaes, não podia ser bolo pois ia passar a manhã na faculdade e não teria onde deixá-lo, por isso escolhi essa receita. Meus amarettis viraram suspiros feitos com farinha de amêndoa, ficaram bem crocantes e derretiam na boca. Eles não ficaram muito perfumados porque não tinha a essência de amêndoa, uma pena, mas estavam bons. Os da Estelle ficaram mais arredondados, meu merengue ficou firme demais e depois de colocar a farinha de amêndoa, a massa ficou ainda mais pesada, fui colocando sobre o papel alumínio às colheradas e esperava que mudassem de forma enquanto assavam, eles cresceram e ficaram mais uniformes, mas não iguais aos originais. Gostoso junto com um cafezinho...

Amarettis

2 claras
150g de açúcar
175 g de amêndoas em pó (eu bati as minhas no liquidificador após retirar as cascas, mas acho que nem é preciso descascá-las, pois os biscoitos da Estelle pareciam mais escuros, tentei usar o processador de alimentos para moer as amêndoas, mas achei que o liquificador dava uma farinha mais fina, só é preciso ficar dando algumas chacoalhadas nele)
1 c café de extrato de amêndoas
um pouco de açúcar de confeiteiro para polvilhar

Preaqueça o forno à 200C. Bata as claras até que elas comecem a ficar brancas (bati até virar um suspiro firme, talvez seja melhor fazer isso, pois a Akemi me disse que não conseguiu obter um merengue mais firme depois de adicionar o açúcar), adicione o açúcar aos poucos (em três vezes, coloque o açúcar e bata, como se fizesse suspiro), a Estelle escreve que o suspiro não deve ficar muito firme, mas acho melhor esquecer essa recomendação! (O meu merengue ficou muito firme mesmo após adicionar a farinha de amêndoas). Com a ajuda de uma espátula de silicone, incorpore a farinha de amêndoas e o extrato de amêndoas.
Forre uma assadeira com papel alumínio e coloque pequenas porções da massa com a ajuda de uma colher deixando um espaço de cerca de 1 cm entre elas. (Um saco de confeitar ajudaria muito...) Polvilhe com açúcar de confeiteiro e asse por 10 min ou até que os amarettis fiquem dourados.

Obs. A Estelle escreve que os biscoitos se conservam crocantes em um recipiente hermeticamente fechado e se tornam um pouco mais macios em uma caixa de papelão, entretanto, como eu "errei" na hora de bater o merengue, acho que os meus amarettis ficaram mais firmes e perdem a "crocância" mais devagar.



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Recipe found on Estelle's blog (in French). My amarettis weren't as perfumed or beautiful as Estelle's, because I didn't have the almond extract and i beat the egg whites too stiff, but they were great! Yummy with a cup of coffee...


Amarettis

 
2 egg whites
150 g granulated sugar
175 g almond meal
1/4 tsp almod extract
confectioner's sugar

Preheat oven to 200C. Line a baking sheet with aluminium foil.
Beat the egg whites until foamy. Carefully add the sugar 50g at a time and beat until you have a not too stiff meringue. Fold in the almond meal and the almond extract.
Drop batter by teaspoonfuls 1 inch apart on the baking sheets. Sprinkle evenly with the confectioner's sugar. Bake for 10 minutes or until edges of cookies are golden brown. Cool completely on pans; carefully remove cookies from foil.

14.11.06

Almoço com a Miki!

Miki e o Haku

Fiquei dois dias em SP (de domingo até terça), O participou de um evento na Usp e ficamos hospedados em um hotel na Rebouças, o Lorena Hotel Internacional. O serviço é bom e os funcionários são atenciosos, mas ele é bem caidinho, com pinta de hotel que conheceu tempos melhores (há algumas décadas), mas como ele mantém um convênio com a universidade, não tivemos muita opção.


Comecei mal a minha estadia na cidade, chegamos na tarde de domingo morrendo de fome e fomos jantar cedo, escolhemos a Cantina do Piero, eu me arrumei, coloquei uma saia e botas de cano alto, estava me sentindo muito chique. Quando estávamos na calçada caminhando em direção a um táxi na frente do hotel, eu me estatelei no chão. Não tive tempo de pensar em nada, o mais surpreendente foi a rapidez com que me levantei! O nem teve tempo de me dar a mão, deve ter sido o vexame e o susto! Voltamos para o quarto, eu joguei fora a meia calça rasgada e coloquei um band-aid no joelho ralado (sempre ando com band-aids, por que será?). Vesti uma calça e calcei uma sapatilha e fomos novamente procurar um táxi. Felizmente, cheguei no restaurante inteira. A Cantina do Piero é decorada com bandeiras de times de futebol e de outros países e as paredes estão forradas com fotos da Itália e de pessoas conhecidas que passaram por lá, como várias cantinas típicas. A comida é bem farta e tem um preço bom. Pedimos uma salada mista enorme que serviria umas 4 pessoas (na salada: erva-doce, vários tipos de alface, chicória, rúcula, agrião, palmito e tomate temperados com um molho com bastante azeite). A salada e o couvert (pão italiano, azeitonas, sardela, berinjela e manteiga) já tinham saciado a nossa fome, mas eu ainda fui de canja (fazia frio na cidade!), que não achei tão suculenta, e O de pescada frita. Tudo regado com um Chardonnay da Finca Flichman, um vinho argentino que pode ser encontrado à venda também em supermercados. Boa e honesta comida.


No dia seguinte, fui até a Liberdade comprar algumas coisinhas logo cedo, estava à procura de algo que, em inglês, é chamado de "shrimp paste", na Marukai, um vendedor me deu um pote de molho Hoisin dizendo que aquela era a tal "pasta de camarão", fiquei desconfiada, mas achei que poderia usá-lo em outros pratos se não fosse aquilo e o comprei.


Voltando para o hotel, liguei para a Miki, do Cabeça Gorda (entre outros muitos blogs), e ela veio me buscar para conhecer seu apartamento e seus lindos, lindos, lindos, yorks! Ela tem um casal de yorkshire terriers e a fêmea, a Kiki, recentemente teve três filhotes, eles estão com menos de dois meses agora e são umas coisas fofíssimas! O macho, o Haku, é muito "saidinho" e ficou pulando no meu colo e trazendo uma bolinha para eu brincar com ele. Não sei como não o sequestrei antes de ir embora!


Parece que conheço a Miki há anos, foi tão normal ligar para ela do hotel e perguntar se ela viria me buscar sem nunca tê-la visto ou ouvido sua voz antes, mistérios das amizades feitas pela net! Conversamos bastante sobre várias coisas, ficamos vendo os cães se divertirem pela sala e almoçamos juntas. No cardápio um filé de frango com molho de mostarda de cassis, receita da Akemi que, de certa forma, também estava lá conosco, bem como a Sonia Novaes, pois levei uma lembrancinha adquirida na casa dela para a Miki. O frango estava delicioso, na verdade, estava tudo muuuito bom, uma comida caseira para ninguém botar defeito! Provei seu gâteau de batata e alho poró e a receita está aprovadíssima! Aliás, tudo está mais do que aprovado! De sobremesa, pêras cozidas com vinho, sorvete e iogurte caseiro. Tudo regado com um espumante Salton aberto para comemorar nosso encontro, não podia pedir mais nada, né? (Fiquei com dó do O que comeu muito mal na Usp e estava se sentindo meio enjoado à tarde, quando voltamos a nos encontrar no hotel).


Enquanto a Miki cozinhava eu folheava seus livros de cozinha, foi por meio de um deles, um livro de culinária chinesa, que descobri que o molho Hoisin não é o "shrimp paste", até que fiquei aliviada com o meu engano, pois a descrição da pasta de camarão não era das mais encorajadoras: "pasta feita com molho de soja e camarão fermentado, deve ser usada com moderação". Para não dizer que eu não dei nenhuma mãozinha à Miki enquanto ela cozinhava, eu posso dizer que ajudei a lavar alguma louça, só espero não ter deixado nenhuma sujeirinha nos pratos e talheres...


Foi mais um encontro gratificante e caloroso! Adorei ter conhecido a Miki, sua casa, seus trabalhos, suas bonecas, seu ateliê... Ela é uma pessoa de muito alto astral, criativa e energética! Espero que voltemos a nos encontrar muitas e muitas vezes! (Além disso, não sei se consigo ficar muito tempo longe do Haku!).

O pote de biscoitos (receita aqui) que a Miki me deu (Miki, dá para ver que os biscoitos sofreram uma pequena redução de um dia para o outro, não dá? Oops, O acabou de me avisar que pegou outro!)



Clique nas fotos para ampliar

Broche feito pela Miki, eu não resisti e comprei! Essas mulheres prendadas acabam com as minhas finanças!

12.11.06

Bolo de pêssego e gengibre

Como prometi, aqui está a receita de meu "bolo de aniversário" retirada de um blog canadense escrito em francês. Vocês já devem conhecer minha inclinação pelo exótico, portanto, não irão se surpreender se eu disser que o bolo é feito com farinha de arroz. Comprei um pacote imenso para fazer a receita de Bibingka (aliás, deliciosa!) e ainda tinha muito para usar, a receita pedia farinha de arroz escura (acho que basta tostar a farinha de arroz branca para obtê-la, mas não tenho certeza), mas usei a branca mesmo. Ficou bom! A massa cresceu muito, quando coloquei no forno era uma camada bem fina, fiquei até lamentando não ter uma forma menor (usei uma de 23cm). Se não me engano, o bolo pode ser consumido por celíacos.

Bolo de pêssego e gengibre

2 ovos
4 c sopa de azeite
4 c sopa de açúcar mascavo (ou demerara ou normal)
1/2 x de farinha de arroz escura (usei a branca mesmo)
1/2 x de maisena
2 c chá de gengibre em pó
1 c sopa de gengibre cristalizado picado (usei limão cristalizado, não encontrei o gengibre, mas recomendo que você use alguma fruta, pois ela dá uma "quê" a mais ao bolo)
2 c chá de fermento
1 1/2 x de pêssegos em fatias finas (usei muito mais!)

Preaqueça o forno à 180C.
Bata os ovos com o açúcar até que fique mais fofo. Incorpore o azeite e misture.
Em outro recipiente, misture a farinha, a maisena, o gengibre em pó, o gengibre cristalizado (ou outra fruta cristalizada) e o fermento. Junte a mistura de ovos e a metade dos pêssegos. Misture.
Coloque em uma assadeira untada e enfarinhada, cubra com o resto dos pêssegos e asse por 25 à 30 min, dependendo do tamanho da forma (a minha tinha 23cm).


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This was my "birthday cake", i saw the recipe on this blog (in French). You already know that i have a flair for the "exotic", so you won't be surprised if if i tell that this cake is made with rice flour. I had a lot of rice flour left after preparing the Bibingka recipe and wanted to use it. The recipe asks for brown rice flour but i used the white rice flour. It was good! The cake really rose high and was very tasty.

Ginger and peach cake

2 eggs
4 tbsp olive oil
4 tbsp dark brown sugar
1/2 c brown rice flour (used the white rice flour)
1/2 c cornstarch
2 tsp ground ginger
1 tbsp chopped candied ginger (i used candied lemon peel)
2 tsp baking powder
1 1/2 c peaches, cored and thinly sliced (I used so much more!)

Preheat ovent to 180C.
Beat eggs and sugar until foamy. Stir in the olive oil.
In another bowl, combine rice flour, cornstarch, ground ginger, candied ginger and baking powder. Add the egg mixture and stir well. Stir in half the peaches slices.
Pour the mixture into a greased baking dish, top with the remaining peaches slices and bake for 25- 30 min. (I used a 23cm baking dish)


10.11.06

Hoje eu conheci a Sonia Novaes!

Antes de postar a receita do bolo abaixo, eu preciso contar que hoje fiz uma visita à Sonia Novaes, do Cantos e Encantos, ela mora tão perto da Unicamp e estou por lá todas as semanas... Tinha que visitar a contadora de histórias oficial do Fórum do Cybercook ! Além de ver todas as "mineirices" que ela traz de suas andanças.

Cheguei às 14:00h e saí de lá as 16:00h e, ainda assim, porque meu marido veio me buscar! A culpa foi minha, tinha dito que voltaria para a universidade às 15:30h, mas a conversa estava tão boa... E a Sonia fez um cafezinho e um chá de frutas perfumado com frutas cítricas e canela (tomei várias xicarazinhas!)... Serviu biscoitos doces e de polvilho que atraíam as mãos por alguma força desconhecida... Um pão tão bom feito por ela mesma (trouxe um para casa e ele já está sendo consumido!), geléia de uvaia, uma mousse de tomate seco deliciosa (Sonia, quero a receita!) e uma torta de maracujá bem gostosa (comida às pressas antes de sair correndo). Fui comendo e conversando, ou melhor, ouvindo, pois sou melhor ouvinte do que falante, e o tempo foi passando... A Sonia é uma mulher maravilhosa, muito simpática, hospitaleira e calorosa. Poderia ter passado a tarde em sua casa aconchegante. Nem deu para ver direito as coisas lindas em tear que ela vende em sua lojinha/casa. Mas não deixei de fazer minhas comprinhas (como é possível ver pelas fotos acima), preciso voltar para apreciar tudo mais demoradamente. Saí com tantos agrados que fiquei até sem graça! Tinha levado apenas uma caixinha de biscoitinhos (receita a ser postada depois).


Detalhe da sacola em que a Sonia coloca seus produtos (clique nas fotos para ampliar)


Ganhei um vidro de frutas em conserva e uma geléia de pitanga


Vejam o detalhe da fruta esculpida, não é lindo? Acho que nem vou conseguir comer!

8.11.06

Repolho roxo com maçã

Acho repolho roxo uma verdura esquisita, talvez pela cor e por tê-lo conhecido quando já estava mais velha, raramente compro e geralmente ele vira salada após passar dias olhando para mim todas as vezes que abro a geladeira, desta vez abri meu tijolão do "The Joy of Cooking" e testei essa receita de repolho roxo com maçãs, até que é boa, o sabor é levemente agridoce e o repolho fica bem macio, deve ficar ótimo com aquelas salsichas alemãs, melhor do que o sauerkraut/chucrute que acho muito azedo. Fiz 1/3 da receita.

Repolho roxo com maçã

1 pequena cabeça de repolho roxo (900g), cortada em quatro, sem a parte central e bem picada fino
2 fatias de bacon picadas, ou 2 c sopa de manteiga ou óleo (usei a última opção)
3 c sopa de cebola picadinha
1 maçã verde grande, descascada, sem sementes e cortada em fatias finas (como palitinhos)
3 c sopa de vinagre de vinho tinto (ou outro)
2 c sopa de mel
1/4 c chá de sal se usar bacon ou 1 c chá, se usar manteiga ou óleo
1/8 c chá de sementes de anis (não coloquei)

Coloque o repolho picado de molho em água fria.
Aqueça o bacon/manteiga/óleo em uma panela, adicone a cebola e refogue.
Escorra o repolho e coloque na panela com a maçã, o vinagre, o mel, sal e anis. Cubra e cozinhe em fogo médio por 1 hora ou 1 1/2, até que o repolho fique macio, adicione água quente na medida em que for necessário durante o cozimento. (O tempo de cozimento varia conforme a quantidade de repolho).

4.11.06

"Quibe" de grão de bico e ricota

Achei esta receita em um pacote de grão de bico, não é raro encontrar inspiração nas embalagens das coisas que compro. As aspas na palavra "quibe" são explicadas pelo seguinte fato: eu não tinha nenhuma farinha de quibe no armário e usei flocos de aveia no lugar. Sabe quando você jura que tinha comprado ou visto um pacote de um produto na geladeira ou despensa e quando vai pegá-lo não é capaz de encontrá-lo após revirar toda a cozinha? Pois é, isso acontece muito por aqui. Mas ficou bom, gostamos muito do prato, ele é leve e gostoso, ótimo para os apreciadores de grão de bico.

Agora alguém precisa me dizer como ele fica com farinha de quibe de verdade.

"Quibe" de grão de bico e ricota

Lave meia xícara de trigo para quibe e deixe de molho coberto com água por 30 minutos. Escorra e esprema bem com as mãos para retirar toda a água.


Cozinhe 250g de grão de bico demolhado em panela de pressão por cerca de 30 minutos após o início da pressão. Escorra. Bata no processador com 1/2 x da água do cozimento, o trigo (no meu caso, aveia), 1 cebola média picada e 2 c sopa de salsinha picada. Tempere com sal e pimenta do reino a gosto. Reserve.

Recheio: Aqueça 2 c sopa de azeite e refogue 1 cebola picada até dourar. Retire do fogo e junte 2 1/2 x de ricota passa pela peneira (400g) Tempere com sal a gosto.

Montagem: Unte com óleo um refratário quadrado médio (21cm). Espalhe metada da massa de grão de bico, alise até ficar uniforme. Distribua o recheio de ricota e cubra com o restante da massa de grão de bico. Risque a superfície do quibe, regue com 2 c sopa de azeite e asse por cerca de 20 min (180C).


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I found this recipe on a chickpea package and decided to prepare it. The recipe asks for bulgur wheat, but i couldn't find any in the pantry (i could swear that i had some!) and ended up using oats instead. It was good, we liked the dish, it was light and tasty, very good choice for chickpea lovers.

Chickpea and ricotta kibe

Wash and soak 1/2 c bulgur wheat in water for 30 minutes. Drain well and reserve.
Cook 250g washed chickpeas in a pressure pan for about 30 minutes after it starts to whistle. Drain. In a foodprocessor, blend the cooked chickpeas with 1/2 cup of the cooking water, the bulgur (i used oats), 1 chopped medium onion and 2 tbsp chopped parsley. Season with salt and pepper and reserve.

Filling: Heat 2 tbsp olive oil in a skillet and sautée 1 chopped onion until it browns. Remove from the heat and stir in 2 1/2 c crumbled ricotta cheese (400g). Season with salt to taste.

Grease a baking dish with a little oil. Spread half the chickpea mixture evenly. Cover with the ricotta mixture and finish with the remaining chickpea mixture. Drizzle 2 tbsp olive oil over the top. Bake for about 20 min (180C).


3.11.06

Cookies macios de banana (sem ovos, sem farinha, sem leite, sem gordura...)

Cookie sem ovos, farinha, açúcar, manteiga... Isso ainda é um cookie? Eu estava morrendo de vontade de fazer um cookie que levasse bananas depois de ver a receita da Akemi, mas queria algo sem manteiga. Achei esta aqui com aveia e resolvi experimentar. A autora da receita diz que a aveia deve ser triturada e virar pó, talvez seja mais simples comprar a farinha de aveia e fazer a receita, eu triturei os flocos no processador, mas eles não chegaram a virar farinha, usei assim mesmo. Os cookies ficaram macios, não são crocantes e, como a Akemi diria, têm uma certa "mastigância".

Cookies macios de banana

2 x de flocos de aveia (melhor usar farinha de aveia porque é muito difícil transformar os flocos em farinha mesmo no processador de alimentos, a textura dos meus cookies ficou diferente por causa disso)
3/4 c chá de bicarbonato de sódio
1 c chá de canela
4 bananas médias bem maduras
1/4 x de sementes de girassol
1/4 x de tâmaras picadas

Preaqueça o forno à 190C. Forre uma assadeira com papel manteiga ou alumínio e unte com uma fina camada de óleo.
Triture a aveia em um processador de alimentos até que ela vire uma farinha, coloque essa farinha em uma tigela e adicione o bicarbonato e a canela. Bata as bananas até transformá-las em purê, adicione à mistura de farinha junto com as sementes de girassol e as tâmaras. Misture bem. (Eu bati todos os ingredientes no processador, isso deve dar diferença na textura da massa, as tâmaras e o girassol foram incorporados à ela).
Disponha os cookies na assadeira derrubando porções da massa com a ajuda de uma colher. Asse por 12 minutos. Deixe esfriar e armazene em um recipiente fechado na geladeira.


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Flourless, sugarless, fatfree... Is it still a cookie? Well, it is! I'm not sure if everybody would like it, but give it a try. It is a very healthy snack! I was unable to grind the oats properly, I got a very coarse flour which I used anyway. Recipe here!

1.11.06

Curry de atum

Continuo na fase das especiarias e pratos indianos (adaptados ao gosto local), principalmente o curry. Sabem que sempre tive uma queda pela Índia? Sempre imaginei o que seria caminhar em um mercado indiano, sentir os aromas e sabores do país, sei que nem tudo é perfeito por lá, mas acho a cultura indiana tão fascinante! Na adolescência, tive um penfriend que morava no sul do país e sempre me enviava cartões postais lindos, além de lembranças que guardo até hoje com muito carinho, infelizmente, perdemos contato, mas era legal esperar uma carta (lembram-se de como era bom receber uma carta escrita à mão?) com as respostas de perguntas feitas há quase um mês. Ele costumava contar como eram as festividades regionais e os acontecimentos de seu dia a dia, escrevíamos sobre nossas expectativas, sobre como seria bom ser independente logo... Bem, éramos adolescentes. Nunca fui à India, mas quem sabe algum dia?

A receita não tem medidas exatas, foi feita com as coisas que achei na geladeria (bem fim de feira!). Refoguei meia cebola e um dente de alho em um pouco de óleo e fui adicionando os legumes que achei: restos de um pacote de seleta de legumes congelado, um tomate picado, 1 cenoura, 1/2 pimentão picado e 2 latas de atum (aquele enlatado com água, sem óleo). Temperei com um pedacinho de gengibre picado, 1 c chá de curry em pó e sal, você pode adicionar o que quiser. O resultado foi um curry bem honesto para ser servido com arroz (integral, no meu caso) e um pouco de iogurte natural, se bem que achei melhor sem este último.


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I like spicy dishes, specially curry. This one doesn't have precise quantities, i prepared it with what i could find in the fridge (and there wasn't much left in there).

Sautée half a chopped onion and 1 minced clove garlic in a little oil and add the vegetables you want, I used some diced frozen vegetables (combination of green beans, peas, carrots and corn), 1 chopped tomato, 1 diced carrot, 1/2 a red bell pepper and 2 tins of tuna (packed in water). Seasoned everything with a small piece of ginger finely chopped, 1 tsp curry powder and salt. I served this curry with brown rice and a spoonful of yogurt. Quite an honest meal!