28.6.07

Salada de macarrão, pimentão e grão de bico

Esta receita é do Cream Puffs in Venice, adoro saladas de massa com legumes, elas são muito práticas, além de muito gostosas. Eu só não coloquei os corações de alcachofras, mas não acho que tenha feito falta, imagino que pedaços de palmito sejam bons substitutos.

* Eu não segui as proporções exatas, cozinhei, piquei e misturei.


Salada de macarrão, pimentão e grão de bico

 
250 g de fusilli ou outra massa de sua preferência (usei castellane)
um punhado de folhas de manjericão picadas
algumas folhas de hortelã picadas
1/2 cebola roxa picada
2 pimentões vermelhos assados, descascados e sem sementes picados (há várias formas de assá-los, geralmente eu os coloco sobre uma assadeira, deixo no forno, vou virando na medida em que eles vão corando, deixo esfriar e retiro a pele e as sementes, há quem coloque diretamente sobre a chama do fogão, mas eu acho que faz muita sujeira) 1 x de grãos de bicos cozidos (enlatado)
1 x de corações de alcachofra picados grosseiramente (em conserva ou cozidos)
raspas e suco de 1 limão (eu geralmente adiciono menos suco, prefiro algo com bem pouca, ou nenhuma, acidez) 1 dente de alho picado
1/4 x de azeite
sal e pimenta do reino a gosto

Cozinhe a massa de acordo com as instruções da embalagem. Depois de cozida, deixe a massa esfriar por 10 min antes de preparar a salada.
Adicione o manjericão, hortelã, cebola, pimentão, grão de bico, alcachofra, raspas de limão. Misture bem.
Em um recipiente menor, misture o suco de limão e o alho. Adicione o azeite pouco a pouco, mexendo sempre para emulsionar bem. Tempere com sal e pimenta.
Coloque o tempero sobre a mistura de vegetais e massa, misture e sirva.
Segundo a Ivonne, a salada se conserva por vários dias na geladeira.

Gargantua e Pantagruel

Estou lendo um volume das obras completas de Rabelais que O. comprou por um bom preço em um sebo virtual fora do país. Sempre tive curiosidade em saber quem eram Gargantua e Pantagruel e agora já sei! São dois gigantes memoráveis e suas histórias são pontilhadas por grandes comilanças, bebedeiras homéricas e episódios escatológicos. Por exemplo, Gargantua, filho de Grandgousier e pai de Pantagruel, nasce logo após sua mãe ter um problema intestinal por ter comido muitas tripas, sem falar que Gargantua afoga uma tropa de inimigos após aliviar sua bexiga...

As histórias são divertidas e deveriam ser ainda mais interessantes na época em que foram escritas, pois contêm uma sátira impiedosa das instituições públicas e eclesiásticas da época (séc. XVI). Estou lendo em francês, mas como Rabelais inventa muitas palavras e brinca com umas tantas outras, acho que não tiro todo o proveito que poderia da leitura. Traduzir os cinco livros que constituem toda a história de Gargantua e Pantagruel não deve ser uma tarefa fácil, imagino que seja o equivalente a traduzir Grande Sertão: Veredas, do Guimarães Rosa para outra língua (o que já foi feito).

(Descobri que há uma tradução para o português aqui, mas não sei quem é seu tradutor. )

Achei divertidíssima a relação de livros que Rabelais diz existir na biblioteca de uma abadia, ele tira um tremendo sarro da produção literária e interesses intelectuais dos "doutos" de sua época, os meus títulos preferidos são:
"Como tirar profiterolles das indulgências"
"A quimera zumbindo no vazio é capaz de devorar as segundas intenções?"
"Contra aqueles que dizem que a mula do Papa só come nas suas horas"
"Os devaneios dos casos de consciência"
"O interesse do traseiro na cirurgia"
.
.
.
etc.


26.6.07

Bolo de fubá da Cida

Acho que este é o primeiro bolo de fubá que faço! A receita é deste livro e foi a Akemi (que também comprou o mesmo livro) que chamou minha atenção para ela. O lado bom de várias pessoas terem o mesmo livro é esse, elas não deixam que receitas ótimas passem em branco! (Para ser sincera, algumas receitas do livro me decepcionaram, como ele é uma compilação de receitas anotadas por hóspedes da Fazenda Pinhal, não sei até onde elas foram testadas e editadas, mas acho que esse é o lado interessante dele, a individualidade de cada uma das receitas).
Bem, voltando ao bolo, ele é muito gostoso e cresce que é uma beleza! Eu segui a receita ao pé da letra.


Bolo de fubá da Cida

 
2 xícaras de fubá
1 xícara de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 1/2 xícara de leite
2 xícaras de açúcar
6 colheres (sopa) de óleo
1 colher (chá) de essência de baunilha
3 ovos grandes
1 pitada de sal
1 pitada de noz moscada ralada
2 cravos da índia
canela em pó
sementes de erva doce a gosto

Misture o leite, o óleo, o açúcar, a canela, os cravos, a erva-doce e a noz moscada e leve tudo ao fogo para ferver. Despeje sobre o fubá, misture muito bem e deixe uns 20 a 30 minutos. Junte as gemas, a baunilha, o sal e as claras batidas em neve. Misture bem, mas não bata. Dissolva o fermento em meia xícara de café de leite e junte à massa (você irá presenciar um fenômeno muito interessante! O fermento vai formar uma espuma que vai crescer, crescer e crescer!) Volte a misturar muito bem.
Despeje em fôrma untada e enfarinhada e leve para assar em forno preaquecido a 180C.
Asse por 30 a 40 minutos até ficar corado. Faça o teste do palito.
Deixe amornar um pouco antes de desenformar.

23.6.07

Risoto cremoso de cevada

Minha primeira experiência com a cevada, fiz a receita de risoto do livro que ganhei da Fer. Gostei, o grão é bem saboroso.

Risoto cremoso de cevada

 
3 c sopa de azeite
1 cebola picada
1 ou 2 chalotas picadas (não usei)
3 dentes de alho picados
1 c chá de sal
2 x de cevadinha (seguindo as instruções da embalagem, eu deixei de molho em água por duas horas, mas a receita não pede)
1 x de vinho branco seco
6 x de água
1 laranja
raspas da casca de 1 limão
1/2 x de parmesão ralado
1/2 x de creme azedo ( * ) ou creme de leite fresco
2 punhados de rúcula picada grosseiramente
1 punhado de nozes tostadas

Aqueça a manteiga em uma panela, refogue a cebola, as chalotas e o alho, mexendo sempre, por cerca de 4 min ou até que a cebola fique macia.


Adicione a cevada, misture, adicione o vinho branco e espere os grãos absorverem-no um pouco. Deixe cozinhar em fogo baixo. Adicione as 6 x de água, 1 x de cada vez, esperando que os grãos absorvam boa parte do líquido entre as adições. Isso deve levar cerca de 40 min. Mexa com freqüência evitando que os grãos do fundo da panela queimem. A cevada estará cozida quando os grãos não oferecerem muita resistência quando mastigados, mas ainda serão mais "durinhos" do que o arroz arbóreo. (A autora da receita prefere o risoto com mais líquido, então você não precisa se preocupar se ainda houver líquido na panela.)


Rale um pouco da casca da laranja e reserve, termine de descascá-la e retire sua polpa separando os gomos (sem a pele que fica entre eles) com uma faca. Corte os pedaços ao meio e aproveite o sumo que escorrer. Quando a cevada estiver macia, adicione o as raspas de laranja, raspas de limão, gomos de laranja e suco, parmesão e creme azedo. Prove e ajuste os temperos, adicione a rúcula e as nozes. (É melhor adicionar as nozes momentos antes de servir, pois eles perdem sua "crocância").


(*) Sour cream (dica da Patricia): Misture 1 colher de sopa de suco de limão em 250 ml de creme de leite integral numa tigela de vidro. Deixe a mistura descansar na temperatura ambiente por 10-30 minutos até engrossar. Cubra a tigela e deixe na geladeira até ficar pronto para ser usado.


21.6.07

Macarrão com laksa de tomates e abóbora

"Laksa" (leia mais aqui, texto em inglês) é o nome dado às sopas feitas com macarrão oriental, algumas levam leite de coco como base, como esta, e outras, molho de peixe. A receita é adaptada do Kitchen Diaries do Nigel Slater. O molho é uma delícia, dá uma bela sopinha apimentada e nutritiva, o adocicado da abóbora só complementa o prato.

Fiz metade da receita.


Macarrão com laksa de tomates e abóbora

 
250g de abóbora pesada com a casca (usei kabocha, a abóbora japonesa)
pimenta dedo de moça a gosto sem as sementes
4 dentes de alho
um pedaço de gengibre descascado, cerca de 2 cm
2 caules de capim limão, use apenas a parte mais interna e tenra e descarte as folhas verdes (não tinha)

6 folhas de limoeiro
5 ou 6 raízes de coentro

um punhado de coentro fresco picado

óleo vegetal

500ml de caldo de frango ou legumes

400ml de leite de coco
25 tomates cerejas (usei 1 tomate normal picado)
2 c sopa de molho de peixe (nam pla, usei shoyu)

suco de meio limão

100g de macarrão oriental (tipo miojo, miojo serve, sem o tempero é claro) cozido conforme as instruções da embalagem

um punhado de folhas de hortelã picadas


Descasque e corte a abóbora em pedaços grandes, cozinhe no vapor e reserve.
No processador, bata a pimenta dedo de moça, os dentes de alho descascasdos, o pedaço de gengibre, o capim limão, as folhas de limoeiro, as raízes e metade das folhas de coentro. Bata até obter uma polpa, adicione um pouco de óleo caso seja necessário para bater.
Coloque uma panela no fogo e adicione metade dessa mistura (você só usa metade mesmo, o resto pode ser guardado para o dia seguinte) e refogue mexendo para não queimar por 2 min, coloque o caldo e o leite de coco e deixe ferver.
Corte os tomates cereja ao meio e adicione à sopa junto com o nam pla e o suco de limão. Cozinhe por cerca de 7 min. Adicione sal caso julgue necessário. Adicione os pedaços de abóbora e cozinhe por mais 2 min. Divida o macarrão entre 4 tigelas e derrame porções da sopa sobre ele. Sirva polvilhado com hortelã e coentro.

19.6.07

Bolo de maracujá, papoula e amêndoas

Foi a Maria Helena do blog Caleidoscópio que me passou esta receita, na época eu a tinha confundido com a Maria Helena do Conversas de Comadre e nossa troca de e-mails foi um pouco estranha, felizmente, eu logo fui convencida de meu erro. rs
Bolo gostoso, estava para assá-lo há séculos, mas foi ver tantos bolos feitos com maracujá que me animou! (Veja aqui e aqui). Eu só fiquei em dúvida sobre as amêndoas, acabei não perguntado se elas iam picadas ou moídas, acabei moendo e usando a farinha. (Depois você me esclarece isso, Maria Helena?)

Bolo de maracujá, papoula e amêndoas

Ingredientes: Massa
6 colheres de sopa de sementes de papoula
1/4 xíc. de leite
180g de manteiga em temperatura ambiente
1 xic. de açúcar
3 ovos inteiros
2 xic. de farinha de trigo
1/2 xic de amêndoa
1/2 xic de suco ed maracujá (1/4 de suco concentrado, 1/4 de água)
1 colher de sopa de fermento em pó

Calda
1/2 xic. de açúcar
2/3 xic. de suco de maracujá (usei a fruta, para dar o efeito bonito das sementinhas)
1/3 xic. de água

Preparo:
Preaquecer o forno em temperatura média. Deixar as sementes de papoula de molho no leite por 20 minutos. Na batedeira, bater manteiga e açúcar até obter um creme fofo, adicionaros ovos um a um. Acrescentar farinha, amêndoas, suco de maracujá e leite com papoula. Acrescentar fermento, misturando à mão. Assar por cerca de 35 minutos, em forma de buraco central com 22,5 cm de diâmetro. Desenformar após cinco minutinhos e cobrir com a calda, feita com a mistura dos ingredientes, sem precisar ir ao fogo.


17.6.07

Delícias de frutos secos

Receita do Cravo da Índia, adoro frutas secas, elas duram pouco em casa porque são meus petiscos favoritos. Esta receita é muito prática, rápida e realmente deliciosa, só não recomendo que você coma muitos docinhos de uma só vez, pois há pessoas sensíveis nas quais alguns poucos damascos ou ameixas tem um efeito laxativo.
Fiz metade da receita, completei a quantidade de ameixas com passas, pois tinha comido quase todas...

Delícias de frutos secos

250 gramas de ameixas secas sem caroço
250 gramas de tâmaras secas sem caroço

250 gramas de damascos secos

raspa da casca de um limão

mel a gosto (mais ou menos duas colheres de sopa)

nozes (ou amêndoas, ou avelãs...) trituradas


Misturam-se as frutas picadas muito finamente e amassam-se com o mel e a casca de limão. (Eu bati tudo no processador, se fizer isso, só tome muito cuidado para que não haja nenhum caroço). Formam-se bolas que se rolam pelas nozes.

16.6.07

Obrigada, Fernanda!

Finalmente, após nem sei quanto tempo, passei pela casa da mãe da Fernanda e peguei a lembrança que ela gentilmente me enviou. A justificativa para minha demora é que sou como alguns animais que só saem de seu buraco quando estão com fome ou sede e seguem um percurso já conhecido e muito bem demarcado, freqüento muito alguns pedaços da cidade, mas passo longe de outros, questão de hábito... Por sorte, um de meus médicos mudou de consultório e foi para perto da casa da mãe da Fernanda.
Enquanto esperava minha vez de ser atendida no consultório, tive tempo de selecionar algumas receitas que pretendo testar em breve. O livro é muito bonito e os pratos são bem apresentados, as receitas são simples, para o dia a dia, com ingredientes frescos e saudáveis: muitos grãos, verduras, legumes e farinhas integrais. Tendência que procuro seguir na minha cozinha.

* Fernanda, obrigada por se lembrar de mim, fiquei muito contente e agradeço de todo coração!


13.6.07

Falso cinnamon roll integral

*Achei melhor mudar o nome da receita, pois a massa dos cinnamons rolls verdadeiros tem uma textura diferente, esta receita é mesmo a de um pão adocicado, pelo visto, muito bom também.

Vi esta receita no blog da Ana e do Joe, na verdade, a receita é para fazer um pão grande que, quando fatiado, revela uma espiral feita com o creme de canela com o qual ele é recheado (veja as fotos nos blogs mencionados acima). Entretanto, eu estava morrendo de vontade de comer Rolls, a Akemi, a Cinara e a Camila despertaram esse desejo e cismei em saciá-lo. Confesso que não foi fácil. A Ana sabe que eu tentei fazer a receita na semana passada, mas coloquei os ingredientes da massa na máquina de pão e no final do ciclo de crescimento, ela não tinha crescido nada! O fermento tinha estragado! Fui teimosa e recheei a massa assim mesmo, outro desastre! Descobri hoje, relendo a receita, que não havia colocado a farinha no recheio e por isso ele ficou praticamente líquido e vazou por todos os lados! Um horror! Hoje, com fermento novo, fiz tudo direito e finalmente consegui fazer meus cinnamon rolls! A única mudança em relação à receita original foi cortar o rolo de pão depois de recheado em pedaços que coloquei em uma forma. Coloquei as passas, como a Ana fez, mas deve ficar interessante também com pedaços de castanhas ou outras nozes.


Falso cinnamon roll integral

 
1 1/4 x de água fervente
1 x de aveia
2 c sopa de manteiga
1 1/2 c chá de sal
1/4 x mel
1 x farinha de trigo integral

1 2/3 x de farinha de trigo
1/4 x de leite em pó
2 c chá de fermento biológico seco

 

Recheio:
1 clara de ovo
2/3 x de açúcar mascavo
2 c sopa de farinha de trigo
1 c sopa de canela em pó
1 c chá de essência de baunilha
1/4 x de passas (mais ou menos, conforme deseje)

(Eu usei a máquina de pão para preparar a massa)


Coloque a água fervente, aveia, manteiga, sal e mel em um recipiente, misture e deixe amornar. Adicione os ingredientes restantes e trabalhe a massa até que ela fique homogênea. Coloque a massa em uma tigela untada com óleo, cubra e deixe dobrar de volume (cerca de 1 hora).


Retire o ar da massa, transfira para uma superfície de trabalho e abra com um rolo até no formato de um retângulo de 20x60cm
(não precisa ser tão preciso!) .


Misture os ingredientes do recheio, exceto as passas.


Espalhe o recheio sobre a massa aberta, salpique as passas sobre ele e enrole com cuidado como se fosse um rocambole, fechando os lados. Feche tudo muito bem e coloque a massa dentro de uma forma de bolo inglês untada com óleo. (Se quiser fazer como eu, corte o rocambole feito com a massa em pedaços iguais e distribua-os em uma assadeira untada deixando algum espaço entre eles. Deixe crescer e asse. No final, após assado, você pode cobrir os rolls com um fondant feito com açúcar de confeiteiro. Veja como nos links para os blogs da Cinara, da Akemi ou da Camila indicados acima.)


Cubra a forma com filme plástico e deixe a massa crescer mais uma vez até que ela tenha ultrapassado cerca de 2cm a borda da forma.


Asse à 180C por cerca de 50 min, ou até dourar. Deixe o pão esfriar antes de fatiar.


 

11.6.07

Carne de porco à moda da Nova Caledônia

Uma receita típica da terra da Véro do blog Cuisine Métisse, ela é da Nova Caledônia, um arquipélago paradisíaco na Oceania. Adoro receitas de carne de porco, especialmente com um filé mignon hiper macio, e molhos adocicados, acho que a combinação é maravilhosa! Esta receita é perfeita! Adorei!

Como acompanhamento, fiz uma versão do arroz com abacaxi da Elise (refoguei um pouco de cebolinha e gengibre com óleo de gergelim e adicionei arroz já cozido, fora do fogo, adicionei pedacinhos de abacaxi picado, mais óleo de gergelim e temperei com sal e cebolinha. Tente usar um abacaxi doce).


Carne de porco à moda da Nova Caledônia

Corte um filé mignon de porco em fatias finas.
Pique uma cebola, descasque e amasse 3 dentes de alho, pique a parte branca de duas cebolinhas. Coloque uma panela no fogo, aqueça 2 c sopa de óleo, refogue a cebola, a cebolinha e o alho até que comecem a dourar.
À parte, prepare um caramelo com 80g de açúcar e 3 c sopa de água.
Adicione a carne à panela com a cebola e cozinhe por 2 minutos (os pedaços ainda devem estar rosados por dentro).
Tempere com 3 c sopa de shoyu, 1 c sopa de nuoc mam (molho de peixe, não usei). Cuidado, pois ambos são salgados!
Adicione o caramelo bem dourado e misture tudo.
Polvilhe 1 c sopa de maisena, misture e deixe o molho reduzir (não deve mais haver líquido, os pedaços de carne devem estar envolvidos pelo molho).
Sirva salpicado com cebolinha picada e arroz.

8.6.07

Scones de morango

Os morangos estão começando a aparecer nos mercados, comprei um pouco e fiz esta receita de scones da Indira do blog Mahanandi que, por sua vez, fez uma adaptação desta outra receita. Eu omiti a manga desidratada que ela acrescentou. O scone é um tipo de pão feito no forno que leva fermento em pó no lugar do fermento biológico. Gostei bastante do resultado, dá um ótimo lanchinho para um brunch ou café da manhã. A massa é bastante versátil e pensei em muitas combinações diabólicas para usá-la: banana com calda de chocolate, maçãs com fondant ou mel...


Scones de morangos


2 x de farinha
4 c sopa de açúcar (coloque mais se preferir mais doce)
1/2 c chá de sal
2 c chá de fermento em pó

1/4 c chá de bicarbonato de sódio

3 c sopa de manteiga gelada em pedacinhos
1 x de morangos limpos e picados
Entre 1/2x a 1 x de iogurte natural


Para a calda:
1/4 x de suco de limão
2 c sopa de açúcar

Peneire a farinha, fermento e bicarbonato de sódio em um recipiente. Adicione o açúcar e o sal. Coloque a manteiga e a incorpore aos ingredientes secos com as pontas dos dedos até que a mistura pareça uma farofa. Adicione os morangos e coloque o iogurte pouco a pouco até obter uma massa elástica e grudenta. Trabalhe a massa por 2 min com cuidado, evitando amassar os morangos. (A massa é bem grudenta e não há muito o que fazer além de revirá-la com as mãos).

Coloque a massa sobre uma forma grande forrada com papel alúminio ou papel manteiga polvilhado com farinha. Estenda a massa até que ela fique com um formato de pizza e mais ou menos com a espessura de um dedo. (Eu fiz isso com as mãos untadas com óleo, mas a Indira diz que você também pode usar um rolo untado com óleo).

Preaqueça o forno à 210 C. Quando o forno estiver pronto, coloque a forma e asse a massa até dourar, cerca de 15-20 min. Retire do forno e derrame a calda por cima da massa. Deixe esfriar um pouco e corte em 6 ou 8 pedaços como uma pizza. Sirva morno.


Prepare a calda enquanto o scone está assando: Leve o suco de limão e o açúcar para ferver em uma panela pequena, espere a calda engrossar um pouco e empregue.

5.6.07

Chili con carne coberto com cornbread

Como a Cinara, eu também costumo fazer muito chili con carne, o famoso prato mão na roda mexicano, uma mistura de molho de tomate, feijão e carne moída. Eu faço uma panelada, divido em potes, congelo e deixo reservado para aqueles dias em que volto para casa sem tempo de cozinhar. Sirvo com doritos, nachos, ou qualquer outro pão. Desta vez, resolvi cobrir meu chili com um cornbread (traduzindo, seria algo como um "pão de milho") para ter um prato realmente completo. Usei a receita da massa de cornbread da Nigella porque já tinha o chili con carne pronto, mas da próxima vez vou experimentar as sugestões da receita da Nigella.

O chili con carne é uma receita sem frescura, basta juntar feijões cozidos (desta vez usei vermelhos, mas geralmente uso pretos), tomates pelados ou molho de tomate (ou mesmo uma lata de sopa de tomates tipo Campbell's) e carne moída refogada com cebolas e os temperos de sua preferência, cozinhar tudo junto por algum tempo e temperar com o que tiver vontade: cominho, páprica, chili, pimenta vermelha ou calabresa, etc.


Passo a receita da Nigella inteira, a Cinara também postou uma há poucos dias.


Achei a adição de cornbread muito boa, mas, da próxima vez, vou colocar mais chili con carne e menos massa, ela cresce bastante, e olha que fiz apenas 1/4 da receita de cornbread!


Bem, a receita toda dá para um batalhão.




Chili con carne coberto com cornbread

Chili:
4 c sopa de azeite
4 cebolas picadinhas
2 dentes de alho picados
2 c chá de flocos de pimenta calabresa seca
2 c chá de coentro em pó
2 c chá de cominho em pó
5 vagens de cardamomo amassadas
2 pimentas dedo de moça sem sementes picadas (coloque menos se não quiser algo muito apimentado)
Cerca de 1,5kg de carne moída de boa qualidade
7 x de tomates pelados
1/2 x de ketchup
1/2 x de massa de tomate
1 x de água
2 c sopa de cacau em pó (não é achocolatado)
3 1/2 x de feijões vermelhos cozidos (ou outro de sua preferência como preto ou jalo)


Cornbread:
1 1/2 c chá de sal
4 x de fubá
1/4 x de farinha
6 c chá de fermento em pó
2 c chá de canela em pó
3 x de coalhada (vendida nos supermercados perto do iogurte natural, ou a mesma quantidade deste último, eu usei o iogurte natural mesmo)
4 ovos
2 c chá de mel
1/4 x de óleo
2 x de queijo cheddar ralado (ou outro queijo, usei parmesão)



Aqueça o óleo em uma panela bem grande e refogue as cebolas e o alho até que fiquem macios, adicione a pimenta calabresa, coentro, cominho e vagens de cardamomo. Mexa bem.


Adicione a pimenta e a carne moída, refogue tudo desfazendo a carne com um garfo até que ela comece a dourar. Adicione os tomates pelados picados, ketchup, massa de tomate e a água. Quando o chili começar a ferver, polvilhe o cacau em pó e mexa. Adicione os feijões e cozinhe, com a tampa parcialmente fechada, por cerca de 1 1/2 hora. Neste ponto, você pode deixar o chili esfriar e congelá-lo ou deixá-lo na geladeira de um dia para o outro.


Preaqueça o forno à 210 C. 

Despeje o chili em uma forma grande e funda. 

Combine o sal, fubá, farinha, fermento e a canela em uma tigela. Em outro recipiente, bata a coalhada, ovos, mel e óleo, junte esta mistura aos ingredientes secos e mexa até obter uma massa homogênea. 

Coloque a cobertura de milho sobre o chili con carne e espalhe com cuidado até cobrir tudo da forma mais uniforme possível. 

Polvilhe o queijo ralado sobre a massa e asse por cerca de 30 min ou até que o cornbread tenha crescido e dourado e o chili esteja borbulhando por baixo. O tempo irá depender da temperatura do chili, se ele tiver ficado na geladeira ou tiver sido congelado, é melhor aquecê-lo antes de cobrir com o cornbread e assar.

Deixe o chili descansar por cerca de 5 minutos depois de retirar do forno, corte o cornbread em quadrados ou fatias para servir com uma porção do chili.

Nota: acho que dá para fazer o cornbread separado.

Anna Karenina - Tolstoi

Terminei de ler Anna Karenina ontem. Uma obra magnífica! Nunca tinha lido nada de Tolstoi antes e fiquei de queixo caído com a maneira como ele consegue criar personagens e descrever seus estados de alma. A história não é apenas sobre o adultério de Anna, é um retrato da Rússia na época em que Tolstoi escreveu seu romance. Ao contrário de Dostoievsky, cujas obras geralmente tratam das classes trabalhadoras ou menos favorecidas da sociedade, Tolstoi escreve sobre sua própria classe, a aristocracia, sem deixar de criticá-la.

Anna é uma mulher apaixonada, ciumenta, que se casou por conveniência e que se apaixona perdidamente por Vonskri. Em nome de seu amor, ela deixa tudo para viver com seu amante. Por causa de seu caráter apaixonado e de seu medo de não ser mais amada por Vonskri, ela toma atitudes desesperadas que culminam em seu suicídio.

Apesar do título, o livro não trata apenas de de Anna e de seu relacionamento, mas também do amor entre Levine (alter ego do autor) e Kitty e de seu círculo familiar, bem como das contradições internas de cada um de seus personagens.

Ah, os clássicos são clássicos por alguma razão!


3.6.07

Bolo de abacaxi e banana

Este bolo é o cruzamento de duas bananas bem maduras, um abacaxi azedo e algumas avelãs velhas, mas as qualidades negativas dos ingredientes não afetaram o resultado final do bolo, ele ficou muito gostoso, um bolo de frutas bem úmido. Eu coloquei mais abacaxi e banana do que devia apesar de ter feito metade da receita porque desejava acabar com eles. Para maiores esclarecimentos, a receita original está aqui, junto com a receita para uma cobertura que não usei.

Bolo de abacaxi e banana


3 x de farinha (substituí metade por farinha de trigo integral)
2 x de açúcar (usei demerara)
1 c chá de bicarbonato de sódio
1 c chá de sal
1 c chá de canela em pó
1x de abacaxi bem picado (acho que na receita é o abacaxi em calda, mas usei a fruta fresca)
3 ovos
1 1/2 x de óleo
2 x de banana amassada

1 1/2 x de nozes picadas (usei avelãs)
2 c chá de essência de baunilha

Misture os ingredientes secos em um recipiente e os líquidos em outro, depois, junte os dois e asse em uma forma untada e enfarinhada até dourar, ou até que ao inserir um palito, este saía limpo. Deixe esfriar por 20 min e depois desenforme.

Este pedaço é da Akemi! rs Como eu coloquei quase a mesma quantidade de frutas usando a metade da farinha, o bolo ficou parecendo um pudim!