29.9.07

Livros

A simpática Migas convidou-me a participar de uma pequena brincadeira que consiste em pegar um livro, o primeiro, sem poder escolher, abrir na página 161, procurar a quinta frase completa, transcrevê-la no blog e convidar 5 pessoas a fazer o mesmo.

Eu confesso que trapaceei um pouco, o livro mais próximo era
O Processo do Franz Kafka (olha a coincidência!) em alemão que deixei ao lado do micro para ler quando tivesse mais domínio da língua, acontece que quando procurei a tal frase na página 161, descobri que precisaria procurar algumas palavras no dicionário para fazer uma tradução e preferi pegar um outro livro na prateleira, perdão...

O livro é
The setting sun do Osamu Dazai:

  "E no entanto, sinto que se eu morrer mantendo o segredo absoluto e deixar o mundo com ele encerrado em meu peito, quando meu corpo for cremado, o interior de meu peito permanecerá com um odor de umidade e não será queimado."

Deixe-me ver Maria Helena, Azalea, Marizé, Silvia Arruda e Laila, que me dizem? Querem participar?



Pão integral do Dr. Sidney Federman

Quem me passou a receita foi minha professora de italiano que (como eu) é fã dos produtos integrais, grãos e orgânicos em geral. Ao contrário de minhas outras receitas de "pão integral", esta aqui não leva nenhum grama de farinha refinada. Achei que ficou um pouco mais duro no dia seguinte, mas pães com farinhas integrais têm essa tendência e por isso muita gente torce o nariz para eles, talvez assando em uma forma de bolo inglês o efeito seja melhor. Mas isso não é um problema, pois aqueles que congelei e descongelei no microondas ficaram bons.
Dei uma pesquisada e descobri que o tal Dr. Federman é um médico que prega uma alimentação saudável para evitar doenças, há algumas outras receitas em seu site. Eu fiz tudo na máquina e a massa deu o ponto com menos de cinco xícaras de farinha.

Pão integral

2 x de água morna
1/2 x de óleo de canola, girassol, etc.
2 tabletes de fermento de 15g (ou o equivalente em fermento biológico seco)
1 ovo
1 c sopa rasa de sal
1 c sobremesa de mel
1 x de aveia
1 x de farinha de centeio
5 x de farinha de trigo integral
1/2 x de semente de linhaça ou gergelim

Dissolver o fermento na água morna, acrescentar o restante dos ingredientes e amassar até soltar das mãos. Colocar em uma forma de bolo inglês untada, cobrir com um pano de prato e deixar crescer por 2 horas. Colocar para assar em forno preaquecido por cerca de 30 minutos (forno médio).

 

26.9.07

Bolo grego de laranja e semolina

Fiz meu primeiro bolo de semolina usando esta receita. Tinha lido que bolos feitos com essa farinha eram bem secos e por isso geralmente são embebidos em algum tipo de calda. Não sei se a semolina que usei era a mais apropriada (aquela de pacote da Fleischmann própria para massas), pois o bolo não cresceu tanto quando o da foto original. Ele é mais firme, mais durinho, não fofo, mesmo assim, é um bolo gostoso.

Bolo grego de laranja e semolina

125g de manteiga à temperatura ambiente
½ x de açúcar

1 ½ c sopa de raspas de casca de laranja

2 ovos

2 c sopa de licor de laranja ou conhaque (usei Grand Marnier)

160g (1 x) de semolina

1 c chá de fermento em pó

1 x de amêndoas moídas

lascas de amêndoas ou amêndoas inteiras descascadas para decorar

calda
½ x de açúcar

1 x de suco de laranja recém espremida
Preaqueça o forno à 200°C. Unte e enfarinhe uma forma redonda de 20cm de diâmetro.
Bata a manteiga, açúcar, raspas de laranja até que a mistura fique fofa. Adicione os ovos um a um, mexendo bem. Adicione o licor.
Combine a semolina, fermento e farinha de amêndoas e adicine ao creme de manteiga. Despeje na forma e espalha as lascas ou amêndoas sobre a massa.
Coloque no forno para assar e reduza a temperatura para 180°C.
Asse por cerca de 30 minutos ou até que o palito inserido no meio saía limpo. Retire o bolo do forno e derrame a calda sobre o bolo ainda quente. Deixe esfriar na forma, desenforme e sirva com iogurte natural ou creme de leite.

Preparo da calda:
Coloque o açúcar e o suco de laranja em uma panela pequena e deixe ferver por cerca de 5 min. Deixe esfriar um pouco antes de derramá-la sobre o bolo.

Fui e já voltei

Este post é só para manter a coerência do blog, como disse que iria para São Carlos, achei que deveria informar que já fui e voltei da cidade. Foi uma viagem malfadada, lamento dizer. Deveríamos ficar por lá durante toda a semana, mas fomos na segunda e voltamos ontem mesmo. A apresentação de O. era na segunda à tarde e ele assistiria às outras apresentações de colegas nos outros dias, enquanto isso, eu ficaria livre, leve e solta para fazer o que tivesse vontade, mas isso só aconteceu no primeiro dia. Enquanto O. labutava, eu passeava. Dei uma volta por alguns quarteirões e voltei para o hotel porque algumas gotas de chuva começaram a cair (infelizmente, chover que era bom, não choveu).

A noite foi nossa desgraça, O. quis fugir da minha dieta e comeu coisas mais gordurosas do que estava acostumado, sentiu-se mal e não conseguiu dormir, eu não consegui dormir porque assim que retirei o edredom da cama e coloquei a cabeça sobre o travesseiro, senti o maior bodum do mundo em um ponto do colchão (exatamente onde minha cabeça ficava), fiquei quieta, porque senão O., que já não estava bem, teria um ataque e corria o risco de ter que fazer as malas naquele instante. Sabia que não daria para trocar de quartos e eu não tinha ânimo para chamar alguém para trocar o forro que cobria os colchões e os lençóis, já estava de pijama e cansada, cobri tudo com um cobertor, mas claro que não consegui dormir lembrando daquele odor nauseabundo e fiquei deitada no sofá. O. estava tão absorvido em seu próprio sofrimento que não se importou com minhas excentricidades. Em suma, estávamos acabados de manhã e só queríamos voltar para nossa casa e nossa cama.


Não deu para conhecer a cidade como queria, comemos nos lugares que achamos abertos, era segunda-feira e muitos estabelecimentos estavam fechados. Na volta que dei, descobri que a cidade possui muitas lojinhas de artesanato e a impressão geral é a de que São Carlos é bem simpática. Há casarões antigos espalhados no centro e uma bonita catedral com um domo amarelo enorme que pode ser visto de longe. Uma exploração mais detalhada ficará para uma próxima oportunidade.

23.9.07

Curry de frango com manjericão e leite de coco

Acho que ninguém tem dúvidas de que eu adoro curry, não é mesmo? É um de meus pratos preferidos, basta pensar em um bom curry com um pouco de arroz para que eu fique salivando...
A receita é da Elise do Simply Recipes, uma delícia!!!



 

Curry de frango com manjericão e leite de coco
 
1/2 c chá de sal
1/2 c chá de coentro moído
1/2 c chá de cominho em pó
1/2 c chá de cravo da índia em pó
1/2 c chá de canela em pó
1/2 c chá de cardamomo moído
1/2 c chá de pimenta do reino moída
1/4 c chá de chili em pó
1/4 c chá de cúrcuma
1/2 kg de coxas e sobrecoxas de frango dessossadas
1 cebola grande picada (cerca de 1 x)
5 dentes de alho picados
2 pimentas jalapeño, sem sementes, picadas (não usei)
2 c sopa de azeite
400ml de leite de coco
2 c chá de amido de milho
1 c chá de molho inglês
3 c sopa de folhas de manjericão picadas
1 c sopa de gengibre fresco picado

Misture o sal, coentro moído, cominho, cravo moído, canela, cardamomo, pimenta do reino, chili e cúrcuma em um recipiente e reserve.

Limpe o frango, corte em pedaços pequenos, coloque em uma tigela e polvilhe a mistura de especiariais sobre eles. Misture para envolvê-los nos temperos e deixe descansar por 30 min à temperatura ambiente ou por 1-2 h na geladeira.


Aqueça 1 c sopa de azeite em uma frigideira grande. Adicione a cebola picada e o jalapeños e refogue por 3 min. Adicione o alho e refogue por mais 1 min. Retire as cebolas, pimenta e alho da frigideira e coloque em algum recipiente. Reserve. Use a mesma frigideira para a próxima etapa.


Adicione 1 c sopa de azeite na frigideira em temperatura média. Adicione metade dos pedaços de frango e doure os pedaços espalhando-os bem para que não fiquem amontoados. Depois que eles estiverem cozidos, sem partes róseas, retire-os da frigideira e junte-os à mistura de cebolas reservada. Faça o mesmo com a outra metade da carne de frango.


Adicione o leite de coco, menos algumas colheradas, à frigideira. Em um recipiente pequeno, misture as colheradas de leite de coco reservada com o amido de milho para que este se dissolva. Coloque essa mistura na frigideira com o leite de coco e cozinhe em fogo médio mexendo até que fique espesso e comece a ferver. Adicione o molho inglês. Adicione a mistura de frango com cebolas, o manjericão e o gengibre picados e cozinhe por mais 2 min.


Sirva com arroz cozido.


20.9.07

Peixe com chermoula

Receita da Valentina. Precisava variar um pouco as minhas receitas com peixe. Ela irá agradar todos os amantes das especiarias, a cozinha é invadida por seus aromas! Ficou muito bom!

Peixe com chermoula

Chermoula (marinada)
1 xícara de chá bem cheia de salsinha picada grosseiramente

1 xícara de chá bem cheia de coentro picado grosseiramente

3 dentes de alho picados
½ cebola picada
2 pimentas dedo de moça sem sementes
2 colheres de chá de páprica doce

2 colheres de chá de cominho em pó
2 colheres de chá de coentro em pó
2 colheres de sopa de suco de limão
½ xícara de chá de azeite de óleo

 
Você pode colocar todos os ingredientes num pilão mais um pouco de sal marinho e esmagar bem, até formar uma pasta. Ou colocar tudo num processador (foi o que fiz). Lambuze os pedaços de peixe nesta marinada e leve à geladeira por pelo menos 30 minutos. 

Prepare os ingredientes para o molho do peixe – se usar uma quantidade inferior de peixe ajuste a quantidade dos temperos:

750g de peixe cortado em pedaços (carne branca e firme)
Azeite de oliva para o molho
1 cebola grande cortada em rodelas
2 colheres de chá de coentro em pó
1 colher de sopa de cominho em pó
2 colheres de chá de gengibre em pó
Uns fiapos de açafrão (usei cúrcuma em pó)
Um pedaço pequeno de canela em pó
1 folha de louro
1 ½ xícaras de caldo de peixe


Esquente o azeite de oliva e doure a cebola. Acrescente o coentro, cominho e gengibre e mexa por um minuto, até que o perfume das especiarias comece a exalar. Acrescente o açafrão, a canela, a folha de louro, e tampe deixando cozinhar por 10 minutos em fogo baixo. Ponha o peixe na panela e cubra, deixando cozinhar por mais uns 10 minutos novamente, até que o peixe fique pronto. Ajuste o sal. Salpique com folhinhas de coentro antes de servir.


18.9.07

Bolo de polvilho

Estava com um pacote de polvilho doce para vencer e resolvi procurar uma receita para usá-lo. Lembrava que o Marcelo Katsuki tinha publicado uma receita interessante e que a Eliana a tinha repetido, mas dei uma olhada e vi que ela levava apenas uma xícara de polvilho e eu precisava de uma que levasse mais. Encontrei esta aqui e resolvi experimentar.

O bolo ficou ótimo! Ele murcha um pouco depois de assado e tem uma forma esquisita, mas é delicioso! Cascudo, no bom sentido, crocante e macio por dentro! Ele é irresistível logo depois de assar, não conseguia parar de beliscá-lo!

Bolo de polvilho

 
3 ovos
1 pitada de sal
1 pitada de açúcar refinado
3/4 xícara de óleo
1/4 xícara de água
1/2 xícara de queijo parmesão ralado
2 xícaras de polvilho doce
 
Bata todos os ingredientes no liqüidificador até misturar.
Coloque essa mistura em forma de buraco no meio, de 24 cm de diâmetro, bem untada.
Leve para assar em forno quente, preaquecido por 30 minutos, ou até dourar levemente.
Ele murcha após sair do forno.
Desenforme ainda quente.
Sirva com patê de presunto ou requeijão.
Sozinho também é uma delícia, mas pode ser um acompanhamento para carne assada, ensopados, ou no café da manhã, com geléia e doces em calda.


16.9.07

Filé de frango empanado com tomates secos

Essa receita é de uma revista chamada "Cuisine at Home" . Ela fica muito gostosa e você pode utilizar sobras de pão para prepará-la.

Filé de frango empanado com tomates secos

 
2 metades de peito de frango sem pele desossadas (cerca de 450g)
1 c chá de pimenta do reino
1/2 c chá de sal
2 x de pão amanhecido cortado em cubos (baguete, pão italiano, etc.)
1/2 x de tomates secos escorridos e picados
4 dentes de alho descascados
1/2 x de farinha
2 ovos
2 c sopa de água
2 c sopa de azeite

Preaqueça o forno à 180C.
Remova a gordura dos peitos de frango e corte em fatias no sentido do comprimento. Tempere com sal e pimenta.
No processador de alimentos, bata os pedaços de pão, o tomate seco e os dentes de alho até obter um farofa. Coloque em um prato.
Em outro prato, bata os ovos e água com um garfo.
Empane as fatias de frango com a farinha, em seguida passe pela mistura de ovos e, por fim, empane com a farofa de tomate seco.
Aqueça o azeite em uma frigideira antiaderente e doure o frango empanado dos dois lados. Em seguida, coloque em uma assadeira e leve ao forno para terminar de cozinhar por dentro, cerca de 8-10 min. Deixe descansar 5 min antes de servir.

12.9.07

Meme: Sete momentos

A Akemi convidou-me a responder este meme sobre sete momentos marcantes de minha vida. Ei-los:

1. A primeira vez em que enfrentei o escuro. Tinha uns quatro anos e meus pais moravam em uma casa no sítio da família de minha mãe, a casa do meu avô ficava um pouco afastada e eu morria de medo de percorrer o caminho que ia de uma à outra no escuro. Uma noite, tomei coragem e fui e voltei de um lado para o outro várias vezes, até chamei meu avô para conferir meu feito. (Isso não impediu que eu precisasse dormir com alguma luz acesa por vários anos mais).

2. Ver o mar pela primeira vez. Tinha uns oito, nove anos, a família inteira saiu de casa de madrugada na brasília azul do meu pai. Fomos de farofeiros mesmo, com direito à bife à milanesa no pão francês e refrigerante de latinha. Até hoje me lembro do cheiro de carne dentro do carro. Chegamos em Caraguá de manhãzinha, quando estava clareando, paramos na primeira praia que encontramos e eu fiquei morrendo de medo daquele rugido que as ondas faziam quando se aproximavam da areia. Seguimos até São Sebastião e paramos em outra praia, a água era mais calma e eu e meus irmãos não resistimos e acabamos dentro da água com a roupa do corpo. Minha mãe nos lavou com água mineral e voltamos ainda com as roupas úmidas.

3. As noitadas jogando RPG, indo ao teatro, fazendo pequenas viagens, compartilhando sonhos, gastando horas de papo para o ar com alguns amigos do colégio.

4. Minha visita ao Pantanal. Foi o prêmio de um concurso promovido pelo Estadão e pela Fundação Boticário. Acompanhei o trabalho de uma bióloga que cuidava de araras azuis em pleno Pantanal. Íamos de um lado para o outro dentro de um toyota bandeirante e foi uma das coisas mais lindas que já fiz na vida! Passávamos pelas planícies semi-alagadas cheias de aves, víamos os jacarés na beira da água, remávamos, andávamos dentro d'água. Lindo, lindo! Sem falar nas araras azuis. Também foi a primeira vez que viajei de avião, fui até Congonhas de ônibus da minha cidade com uma mochila nas costas. Perdi minha primeira semana de aula na faculdade, mas valeu cada instante.

5. Minha viagem ao Japão. Passei um mês no país com uma bolsa de estudos. Conheci um pouco de Hiroshima, Osaka, Kyoto e Tóquio. Meu pai, que trabalhava em Okayama, levou-me para conhecer sua família em Chiba, foi uma experiência estranha, ver aquela avó enrugadinha e curvada, bem como meus tios e primos, pois nunca tínhamos tido qualquer contato. Ele também me levou para conhecer Nara pouco antes de minha viagem de volta, passamos parte do dia na cidade e nos despedimos em uma estação em Osaka. Foi triste, porque eu tinha acabado de me casar e quando ele voltasse, eu não estaria mais em casa.

6. Conhecer O.

7. Nosso casamento em um cartório só com as testemunhas em um dia de inverno com chuva.

Passo a bola para a Katia Mine, o Vitor Hugo, a Maria Helena e a Lara Leal (respondam se quiserem, of course!).

11.9.07

Abobrinhas recheadas

Copiada da Eliana! Adicionei alho e cebola picados no recheio. Muito bom, comida caseira!
 

Abobrinha recheada
 
10 abobrinhas italianas sem as sementes
300 g de carne moída

1/2 xícara (chá) de arroz cru
sal e pimenta do reino a gosto
1 colher (café) canela
1/2 litro de molho de tomate (usei tomates pelados desfeitos)
1/2 litro de caldo de legumes
5 colheres (sopa) salsinha picadinha

Retire as sementes da abobrinha (*) e reserve. Numa travessa grande junte: carne, arroz, sal, pimenta-do-reino, canela, salsinha e mistures bem, para que a carne, o arroz e os temperos fiquem bem unidos, coloque essa mistura dentro das abobrinhas, depois de recheadas coloque dentro de uma panela grande e despeje por cima o molho de tomate e o caldo de legumes e cozinhe em fogo baixo, até que o arroz esteja macio. Na hora de servir regue com azeite.

(*) Guarde as sementes para fazer um outro prato.

8.9.07

Bolo de chocolate com recheio de coco

 
Lembra o bolo bomba publicado pela Valentina, mas a receita é um pouco diferente. Eu a vi no 100% Açúcar, e a Fátima a encontrou em um blog francês. O bolo cresce bastante e é verdadeiramente delicioso. Recomendo! Fiz metade como a Fátima, mas coloco a receita inteira.







Bolo de chocolate com recheio de coco

 
350g de farinha
250g de manteiga à temperatura ambiente
250g de açúcar
12 c sopa de leite
6 ovos
1 c chá de essência de baunilha
2 c sobremesa (rasas) de fermento em pó (ou 1 c sopa rasa)
2 c sopa de cacau em pó (adicionei mais para que a massa ficasse mais escura)

Bata a manteiga com o açúcar, adicione as gemas uma a uma até obter um creme homogêneo. Adicione a essência de baunilha, a farinha, o fermento, o leite, o cacau. Misture muito bem. Bata as claras em neve e incorpore delicadamente à massa.



Para o recheio:
 

200g de coco ralado
200g de açúcar
1 c chá de essência de baunilha
2 claras
1 c sopa de amido de milho
5 c sopa de creme de leite (usei um resto de leite de coco)

Bata as claras em neve firme e adicione o resto dos ingredientes. Misture bem.
A mistura é bem granulosa, mas ela cresce enquanto assa e fica úmida!


Montagem:

 
Coloque metade da massa do bolo em uma forma untada e enfarinhada, espalhe o recheio de coco sobre ela e cubra com a massa restante. Asse à 190C até que ao se inserir a lâmina de uma faca em seu interior esta saía limpa.

É possível cobrir o bolo com um glacê de chocolate depois que ele esfriar.

6.9.07

Ignorância - Milan Kundera


Outro dia escrevi que li vários livros do Kundera e que não me lembrava dos enredos das histórias, era verdade, mas após ler Ignorância, acho que posso explicar um pouco melhor a razão de meus "brancos". As histórias do autor giram em torno de relacionamentos, identidade e sentimentos, são eles que ocupam o papel principal e , desta forma, torna-se difícil definir um "enredo" para seus romances. Agora, uma coisa tenho que admitir, Kundera escreve belamente. Neste livro, ele narra o retorno de Irena e de Josef à República Tcheca após vinte anos de exílio em outros países da Europa e mostra como as pessoas que os conheceram olham para os dois como se fossem uma espécie de desertores e procuram fazer de conta que os últimos vinte anos de suas vidas não existiram. Kundera também fala sobre como muito nos relacionamentos humanos é baseado em equívocos:

"Imagine os sentimentos de duas pessoas que se encontram novamente após muitos anos. No passado, elas ficaram algum tempo juntas e portanto acham que estão unidas pela mesma experiência, pelas mesmas recordações. Pelas mesmas recordações? É aí que os mal-entendidos começam: elas não possuem as mesmas recordações; cada uma retém duas ou três pequenas cenas do passado, mas cada uma possui as suas próprias recordações, elas não são parecidas, elas não se cruzam; elas não são comparáveis nem mesmo em termos de quantidade: uma pessoa lembra-se da outra mais do que esta se lembra dela; primeiro, porque a capacidade da memória varia entre os indivíduos (uma explicação que cada uma delas acharia ao menos aceitável), mas também (e isso é mais doloroso de se admitir) porque elas não possuem a mesma importância para cada uma delas. Quando Irena viu Josef no aeroporto, ela lembrava-se de cada detalhe de sua aventura do passado; Josef não se lembrava de nada. Desde o primeiro instante, seu encontro estava baseado em uma injusta e revoltante desigualdade."


4.9.07

Tomates secos

Finalmente fiz tomates secos em casa! Tomei coragem depois de ver a receita no blog da Cris e fiquei contente com o resultado, apesar do longo tempo no forno, os tomates saem ainda úmidos e suculentos, do jeito que gosto, pois acho os tomates secos industrializados muito duros. No final, nem os deixei de molho em azeite, eles foram consumidos rapidinho em sanduíches e saladas!

A Cris lançou um desafio, quem fizer os tomates secos secando-os ao sol e provar com fotos ganha um prêmio, eu não tenho toda a paciência necessária e a poeira que paira no ar nos últimos dias não me anima a fazer essa experiência, mas se alguém se interessar...

Tomates secos

30 tomates maduros (de preferência aqueles compridos tipo italiano, são menos ácidos)
2 colheres (sopa) de açúcar
4 colheres (sopa) de sal (eu usei bem menos, apenas o salpiquei sobre os tomates)
ervas finas (ou outras ervas como tomilho, orégano, etc)
8 dentes de alho em fatias finas

azeite a gosto


Esta receita é para ser feita com paciência, porque é demorada...

1) Corte a cabecinha de todos os tomates e parta ao meio no sentido do comprimento, tirando só as sementes. Lave e deixe virados para baixo em peneira ou escorredor de macarrão por pelo menos meia hora.

2) Arrume em assadeiras com os tomates virados para cima. Ponha por cima deles o açúcar (para tirar a acidez), o sal e as ervas finas; ponha uma fatia de alho dentro de cada um e regue com azeite.


3) Leve ao forno baixo durante pelo menos duas horas. Vire os tomates para baixo e deixe mais uma hora. Para guardar, arrume em camadas em vidros esterilizados , cubra com azeite e feche bem.


Estes tomates ficam com sabor mais suave e a textura menos ressecada que os industrializados.

3.9.07

VisualDNA

Já tinha visto isso em vários blogs, mas só agora me dei conta de que era um daqueles perfis feitos por meio de um testezinho. É divertido, se quiser obter o seu, clique no link da imagem.

1.9.07

Bori-bori

A receita é do Vitor Hugo do Prato Fundo quando bati os olhos vi que daria boa coisa e não me enganei. É uma daquelas receitas de frango bem simples, mas muito saborosas, com um caldo espesso e suculento. O Vitor escreve que o prato é típico da região pantaneira, uma ótima descoberta. Usei só sobrecoxas sem pele (por isso o frango saiu assim meio pálido). Coloco a receita com as anotações do Vitor e algumas poucas alterações entre parênteses com *.

Bori-bori

 
Ingredientes
1 frango cortado em pedaços (*usei só sobrecoxas sem pele)
2 cebolas bem picada
3 dentes de alhos espremidos
½ xícara de óleo aproximadamente
Água para o caldo
Opcional: 1/2 colher (sobremesa) de açúcar para dourar, 2 limões para temperar, salsinha e cebolinha picadas para decoração

Para os bolinhos
3 xícaras (chá) de fubá de milho branco ou amarelo (usei o amarelo. Observações no modo de preparo)
1 xícara (chá) de queijo (bem) ralado
Sal à gosto

Utensílios: caçarola grande, ralador ou processador.

Preparo:
Quando fiz o prato usamos o frango estava inteiro, logo, tivemos que cortá-lo. Pode-se cortar a “carcaça” que sobra (removendo a gordura excedente) ou congelar para fazer caldo. Mas nada impede de comprar a penosa já em pedaços. Com os pedaços em mãos temperei com dois limões (isso foi alteração minha, na receita original não tem), sal e pimenta à gosto.

Com a caçarola no fogo, coloquei um pouco do óleo e uma (+/- uma, só para dar um gostinho) colher (sopa) de manteiga no centro e ao redor o açúcar. Esperei que o açúcar derretesse e acrescentei a cebola para dourar e caramelizar. O ideal é ficar com uma cor bem dourada mesmo, após pode colocar o frango e o alho. Se necessário coloque o restante do óleo e deixe fritar/refogar bem! Tem que ficar douradinho, douradinho! :)

Acrescente água o suficiente para cobrir os pedaços de frango. O importante é que tenha no final por volta de 2 litros de caldo, ou até um pouco mais. Porque iremos usar um pouco desse caldo de frango para fazer os bolinhos de fubá. Ah sim, durante o cozimento, deve-se acertar o tempero, sal, pimenta e outros condimentos ao seu gosto.

Para os bolinhos: misture o fubá peneirado, o queijo bem ralado (ralo fino ou processado mesmo), sal* e um pouco do caldo (o formado no cozimento do frango) só para dar liga na massa e poder enrolar, coloque aos poucos e teste. *Cuidado com o sal, pois dependendo do queijo usado pode ser que fique muito salgado! O queijo que tínhamos a disposição era queijo caipira bem salgado! (*eu usei parmesão de pacote, mas um queijo mais úmido talvez deixe os bolinhos menos durinhos) Assim, nem colocamos sal nos bolinhos. Outro detalhe é que, para a quantidade descrita foi muito fubá para pouco frango… quer dizer, sobrou dessa massa de bolinhos. Creio que duas xícaras são o suficiente. Ou então, mais frango! =D

Para saber se o bolinho deu o ponto, faça um e coloque no caldo para cozinhar. Se ele não desmanchar é porque está bom!

Finalização: na panela do caldo, arrume os pedaços de frango num canto ocupando o meio da caçarola. No outro lado, coloque com cuidado os bolinhos parta cozinhar (no caldo) ligeiramente sem mexer. Ao servir arrume em uma vasilha funda o frango de um lado e os bolinhos de outro. Regando com caldo que restou. E por cima, salsinha e cebolinha picadas.

E para dar um tchan a mais na hora de servir, pode deixar a parte um pouco de queijo ralado (grosso) para jogar por cima.