17.5.10

An education


Tenho visto filmes bem interessantes ultimamente, fazia tempo que não passava algumas horas diante da TV. Devo estar ficando chata, agora, se um filme não engrena na primeira meia hora, eu já desisto e vou fazer outra coisa, ler algumas páginas de um livro ou ver um programa que deixei gravado.
O mais recente foi An Education, que concorreu ao Oscar deste ano. Outro filme dirigido por uma mulher, é, as diretoras estão aí para ficar. A história se passa em um subúrbio da Inglaterra dos anos 60 e trata de um daqueles velhos clichês: garota é seduzida por homem mais velho e sua vida é transformada por essa experiência.
É um clichê, mas a história é bem contada e isso faz a diferença. Os atores também foram bem escolhidos, apesar da personagem principal, uma adolescente de 16 anos, ser interpretada por uma atriz com bem mais de 20 anos.
Fico sempre me perguntando se as adolescentes hoje em dia são tão interessantes e espirituosas quanto nos fazem crer os filmes. Jenny, de An Education, gosta de ler os existencialistas, toca violoncelo, ouve Piaf e entende de pintura. A personagem de um outro filme, Juno, a adolescente que fica grávida e decide entregar o bebê para adoção também é uma garota extremamente inteligente (um pouco enervante talvez) que toma todas as decisões sozinha. Eu tinha minhas certezas inabaláveis, como qualquer adolescente, mas acho que era bem mais ingênua e insegura. Afinal, há adolescentes assim?

2 comentários:

Anônimo disse...

eu era assim...mas confesso que só encontrei gente remotamente parecida na faculdade, não deve ser tão comum, mas são os diferentes que rendem filmes e histórias, como diria Tolstoi (a propósito, hehe). Inclusive passei por uma situação parecida com Juno, o desfecho foi muito diferente, mas as decisões foram todas minhas.

Karen disse...

É verdade, Anônimo.

São situações difíceis que nos fazem crescer, feliz ou infelizmente... :)