Esse é título de um filme japonês de 2007.
Uma mulher chega em uma pequena ilha de Okinawa e se hospeda em uma pousada para fugir da vida estressante, ao menos é o que o filme dá a entender, pois ninguém sabe o que ela faz ou de onde vem. Ela apenas diz que escolheu a pousada porque buscava um lugar onde seu celular não pegasse. Infelizmente, tudo é tranquilo demais por lá e ela começa a se estressar por não ter absolutamente nada para fazer, a não ficar sentada de frente para o mar ou em uma cadeira no jardim.
Uma mulher chega em uma pequena ilha de Okinawa e se hospeda em uma pousada para fugir da vida estressante, ao menos é o que o filme dá a entender, pois ninguém sabe o que ela faz ou de onde vem. Ela apenas diz que escolheu a pousada porque buscava um lugar onde seu celular não pegasse. Infelizmente, tudo é tranquilo demais por lá e ela começa a se estressar por não ter absolutamente nada para fazer, a não ficar sentada de frente para o mar ou em uma cadeira no jardim.
Os únicos habitantes permanentes da pousada são o dono e um cão. Na primavera, a eles se juntam uma senhora que ajuda na cozinha, e com os poucos hóspedes, e também uma jovem professora da escola local.
Durante sua permanência, a senhora faz um tipo de raspadinha que oferece de graça em uma barraquinha na praia. A tal raspadinha consiste de uma porção de azuki cozido com açúcar coberta com gelo raspado e uma calda. Não sei se a combinação é boa, mas como gosto de shiruko, não deve ser ruim. Esse doce parece ter propriedades terapêuticas, pois todos aqueles que o provam sempre voltam para a ilha.
O filme é lento, muito leeento. Bom para quem aprecia os filmes do Abbas Kiarostami, mas com uma paisagem litorânea linda no lugar do deserto iraniano. Ele se concentra na mulher que vai se deixando envolver pelo ambiente e a apreciar as "pequenas coisas da vida" : as refeições junto com o dono da pousada e eventuais visitantes, as sessões de exercício matinal na praia e mesmo ficar sentada no jardim.
No começo, quando ela pergunta o que se pode fazer na ilha, o dono do hotel diz que as pessoas que vão para lá praticam o "tasogare", literalmente "pôr-do-sol", "entardecer", em japonês. Com o tempo, ela passa a compreender que a palavra quer dizer "não fazer nada, olhar para a natureza e refletir sobre a vida".
Os personagens são simpáticos, fáceis de se gostar, os diálogos são mínimos e nada significativo acontece, mas é bonito. Dá vontade de pegar o primeiro avião para Okinawa e tentar achar a tal pousada.
(Ah, sobre o título, é porque todos os personagens principais usam óculos!)

8 comentaram:
Lendo sobre esse filme lembrei-me de outro, também japonês, que assisti ontem no telecine Cult, chamado Em Busca da Vida, muito bom, naquele ritmo lento, mas interessante. Sobre uma pequena localidade que sofre uma inundação, após o que pessoas são contratadas para demolir as casas. Aparecem na localidade algumas pessoas procurando parentes que não vêem há tempos e as dificuldades para localizá-los.
Oi, Sonia! Eu não assisti a esse filme, vou ver se pego uma reprise no telecine. Gosto muito de filmes japoneses e asiáticos em geral. É outra forma de ver as coisas, não é mesmo? Abraços!
Oi, Karen,
O seu texto me lembrou do filme japonês 'A Partida', que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro, no ano passado (o qual eu estava decidida a ver, mas já tinha até me esquecido!). Pelo que li sobre ele na época, é também lento e metafórico, mas eu gosto de filmes assim, mais sutis, rsrs.
Ah, já me atualizei na leitura do blog.
Beijão
Este filme deve mostrar lindas paisagens! I love Okinawa! Tbm ia perguntar se vc assistiu A Partida, é muito bonito, cômico algumas vezes e emocionante outras. Estou louca para assistir かもめ食堂. Pelo trailer que vi no youtube parece ser bem engraçado. Uma japonesa tentando fazer finlandês comer comida japonesa. É, tinha que ter comida ne? rss
Marly, ainda não assisti A partida, mas ainda vou. Tinha ficado curiosa sobre ele na época. (E não se preocupe em se "atualizar" sobre o blog"!) Beijos!
Akemi, agora fiquei ainda com mais vontade de ver A partida! rs
Se não me engano, Kamome Shokudo é da mesma diretora de Megane! Ouvi falar bem! Ah, deve ser divertido!
Beijo!
Adoro filmes japoneses, mas acho que pra ver esse eu precisaria estar num dia paciente, porque você disse que é LENNNNNTO... haha!
Boa a dica! :)
Aline, ele é mesmo! rs
oh Karen, que sorte a minha ler esse seu comentario hoje. to doida pra ver esse filme, parece cinema de arte. vou tentar ver por aqui.
to muito curiosa pra ver a paisagem e como as pessoas vivem la. ando pensando muito em como se vive nos muitos 'ondes' dessa vida, com pessoas que se abracam mais, menos, nunca se tocam e por ai vai.
vou pensar nos oculos tambem. ele devem ter um simbolismo importante no filme.
abracos e parabens pelo blog,
Kalina
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