26.2.11

Dos cabelos

Cortei os cabelos após quase um ano. Estava na hora. Resisti enquanto pude, mas não dava mais.

Muitas mulheres amam salões de beleza, iriam todos os dias se pudessem, mas eu os detesto. Sinto-me como um cão que precisa tomar banho e ser tosado em uma pet shop (suponho que os cães não gostem de pet shops).

Quando entrei na faculdade, tinha cabelos curtos e ia até uma escola de cabelereiros, pagava um valor simbólico e deixava um aluno praticar, no final, um professor vinha ver o que o pupilo havia feito. Pode parecer meio arriscado, mas eu não ligava. Geralmente pedia para aparar boa parte com a máquina então já dá para imaginar que eu não era o ser mais exigente do mundo. Arumei até outro freguês para a escola: um colega de fretado que riu quando disse que fazia aquilo, mas depois experimentou e aprovou o serviço.

Hoje não tenho mais aquele desprendimento em relação às minhas madeixas. Uma pena. Financeiramente, era muito bom e não ficava cercada por dondocas e madames conversadeiras.

Não sou fiel aos cabelereiros, quase sempre decido aparar a juba quando vejo um salão pelo caminho. Pergunto pelo preco e se há alguém livre. Algo bem impulsivo. O corte de ontem ficou bom. Nada a reclamar. (Apenas duas vezes na vida olhei para o espelho e achei  o corte excepcional). Agora talvez continue com a mesma pessoa e tente me arrastar até lá para manter tudo em ordem, mas isso não é garantido. A ver. 

11 comentários:

ameixa seca disse...

Ninguém é pior cliente que eu, a semana passada precisei cortar mas pedi à minha mãe he he Vou ao cabeleireiro só quando é mesmo necessário :)

Karen disse...

Ameixa seca, que bacana, para a mãe pelo menos dá para reclamar, não é mesmo? ;)

ameixa seca disse...

Pois é, e sempre posso dizer que estou farta de estar ali sentada à espera que o corte termine. A minha mãe aprendeu a cortar cabelos quando era jovem, não seguiu a profissão mas adora cortar :)

Karen disse...

Ameixa seca, ela deveria começar a cobrar... ;)

Quéroul disse...

eu tô na fase do siricutico, tenho eventualmente. PRECISO cortar. mas depois das últimas traumáticas experiências, fico enrolando.
detesto ir em salão, odeio papo de dondoca, não suporto papo de cabelereiro.
e, mesmo sendo a pessoa mais esclarecida do mundo quanto ao fato que, se as pessoas trabalham, estudaram, se prepararam pra uma função, elas DEVEM ser pagas pelo serviço, acho uma afronta à minha moral pagar mais de 20 real pra aparar pontas. e sempre ficar uma merda.

tô no momento do sofrimento: não posso deixar como está, não quero caçar gente pra fazer o serviço.

rélp?

tatiane disse...

Eu achei o cabelereiro perfeito, fica na esquina de casa, vou sempre no horário do almoço que é vazio, ele não gosta de conversar, faz o serviço rápido, cobra preço justo. Eu só não gosto muito do resultado, mas uma semana depois eu acostumei e nem lembro mais. Volto sempre quando o corte está vencido e eu fico parecendo algum integrante do Fresno...

Karen disse...

Quéroul, eu costumo escolher aleatoriamente os cabelereiros, se o resultado fica decente, eu mantenho, caso contrário, continuo minha busca. (Cortar cabelos está mesmo caro! Acho que essa também é uma razão que me inibe a cortar mais).
Vou quando não há remédio e tenho que aparar bastante. Peço sugestões para o cabelereiro e aceito se elas forem razoáveis, de qualquer modo, sempre vou naquele ponto em que "pior do que está não pode ficar".
E se você pedisse para mudar o corte ao invés de aparar só as pontas?

Tatiane, esse parece ser mesmo o cabelereiro ideal, mas eu prefiro gostar do resultado... rs

Anônimo disse...

sacanagem karen, vc corta e não posta nenhuma foto pra gente ver?
essa da escola de cabeleireiros foi o máximo, eu já fui num deles,rs. Também não gosto muito de ir no salão, apesar de que aqui as pessoas são mais reservadas. Eu até pensei em fazer curso de corte? pra cortar cabelo da família? Não fiz , mas corto do maridão e das crianças mesmo assim.
bjs
madoka

Karen disse...

Madoka, tenho a impressão de que os cortes do Japão são muito melhores do que os daqui. Quer dizer, ficam melhores em orientais (por razões óbvias). Eu também já cortei o cabelo dos meus irmãos! Mas aí foi "arte" mesmo! rs

Turmalina disse...

Eu tb detesto aquele clima de salão...é muita mulher falando ao mesmo tempo e sobre assuntos que não me atraem.
Para os pés e as mãos,porque de vez em quando é preciso, descobri um lugar maravilhoso: em centro de podologia.Lá, se você não tem nada nas unhas, pode fazê-las pelo preço do salão e em privacidade, numa cadeira reclinável.
Já os cabelos corto muito raramente.As pontas eu mesmo aparo. E adoro pintá-los em casa pois já cheguei na cor ideal e tive uma experiência muito ruim em um desses salões.Levei meses para recuperar as pontas queimadas pela química que a moça aplicou nos meu cabelo.

Karen disse...

Turmalina, como é que você faz para aparar as pontas dos próprios cabelos? Eu acho que não conseguiria, especialmente atrás, franja eu até já aparei, mas nunca toda a cabeleira... rs