Aquilo que costumam chamar de centro velho das cidades grandes, ao menos nos países latinos, quase sempre tem um ar decadente. Prédios antigos, com marcas da passagem do tempo, ares de filme de holocausto à noite, quando tudo está fechado e são poucas as pessoas caminhando pelas ruas vazias. No entanto, todas têm seu charme. Passei pelas imediações do Teatro Municipal de SP esses dias e pensei nisso. Poderia gastar um bom tempo por ali, andando costurado pelas ruelas e galerias como se estivesse em outro país, estranho e próximo ao mesmo tempo. Há os elevadores de madeira com seus ascensoristas de uniforme que reclamam uma antiga dignidade, há os detalhes arquitetônicos de outra época e há os mendigos sentados nas escadarias do teatro, alguns bêbados, outros apáticos, e tudo tão triste, tão humano (ou desumano) e, por essa mesma razão, ainda mais triste.
6 comentários:
imaginei pelo seu delicioso texto o centro velho de São Paulo que tanto gosto, escreve mais porque vc tem um dom incrível pras letras.
abração
madoka
Madoka, gosto do centro de sp, queria ir mais vezes para lá... :)
Sempre sinto isso do centro..
Inessa, acho uma pena, gosto de muitas coisas no centro...
A primeira vez em Sampa é inesquecível, exatamente por essa imensidão de cidade grande. A "minha" cidade "grande" - BH - não tem esse clima de país estrangeiro como encontrei em São Paulo, especialmente no centro. É um país diferente com a facilidade de a língua ser (praticamente) a mesma.
Ana, não conheço BH, infelizmente, mas tenho a impressão de que teria um gostinho de "outro país" para mim também. Vivo num lugar muito pequeno... rs
Postar um comentário