Quem acompanha o blog sabe que costumo reclamar com certa regularidade dos vizinhos que fazem barulho em horários inconvenientes. Algumas casas ficam vazias durante a semana e são ocupadas aos sábados, domingos e feriados, quando as famílias se reúnem para um churrasco ou festa de aniversário, ou outra comemoração qualquer. Não ligo se os vizinhos fizerem barulho durante o dia, mas a noite é outra coisa, depois de meia-noite eu quero dormir e usufruir do silêncio a que tenho direito.
A oeste, nenhum problema.
Ao sul há a casa de uma família que aparecia quase todos os finais de semana quando os filhos eram jovens. Os garotos gostavam de dar chutes a gol e mandar a bola para nosso quintal e de andar de mobilete no gramado. A comunicação com os pais era feita aos gritos e com troca de múltiplos palavrões. Por exemplo: O pai para o filho: "PQP! Guarda a p**** dessa bola!", o filho para o pai: "Já vou guardar, car****!". O tempo passou, os rapazes cresceram, um deles se casou e se tornou um pai de família sério e respeitável. O outro ainda traz amigos para beber e "minas" para passar a noite na casa de vez em quando, e continua perna-de-pau, mas resolvi esse problema quando pedi que tocasse a campainha sempre que a bola caísse em nosso quintal e depois entrasse para vir buscá-la, pois não iria servir de gandula para marmanjos de vinte anos.
Ao sul há a casa de uma família que aparecia quase todos os finais de semana quando os filhos eram jovens. Os garotos gostavam de dar chutes a gol e mandar a bola para nosso quintal e de andar de mobilete no gramado. A comunicação com os pais era feita aos gritos e com troca de múltiplos palavrões. Por exemplo: O pai para o filho: "PQP! Guarda a p**** dessa bola!", o filho para o pai: "Já vou guardar, car****!". O tempo passou, os rapazes cresceram, um deles se casou e se tornou um pai de família sério e respeitável. O outro ainda traz amigos para beber e "minas" para passar a noite na casa de vez em quando, e continua perna-de-pau, mas resolvi esse problema quando pedi que tocasse a campainha sempre que a bola caísse em nosso quintal e depois entrasse para vir buscá-la, pois não iria servir de gandula para marmanjos de vinte anos.
Há dois vizinhos a leste. Um deles dava festas com direito a DJ e karaokê duas ou três vezes ao ano que varavam a noite. Em uma dessas ocasiões, O. acabou chamando a polícia porque eles não abaixavam o volume. Pouco tempo depois disso, eles nos convidaram para uma festa. Eu não tinha a menor vontade de ir, mas o O. achou que aquele era um gesto de reconciliação/um pedido de desculpas e fomos em nome da boa vizinhança. Havia bastante gente, outros moradores do condomínio, etc., enquanto as crianças corriam pelo quintal, alguns adultos ficavam perto do bar fumando um baseado. A mulher do síndico era simpática e ficou conversando conosco, mas havia um mal-estar indisfarçável no ar. Não tenho nada pessoal contra a maconha, sei que ela é oferecida junto com o aperitivo em várias festas de classe média, mas o fato de eles fumarem seus baseados acintosamente em na nossa frente passava a mensagem de que não devíamos chamar a polícia, pois aquilo poderia ser problemático para eles. Fomos embora logo, depois disso, a família ficou mais discreta. E nunca mais fomos convidados para nenhuma festa.
A outra casa a leste era de irmãos solteiros que gostavam de trazer amigos nos finais de semana para beber e gritar pelo quintal. Depois, um deles se casou e se instalou definitivamente com a esposa e o bebê. Casamento + bebê = silêncio.
Os vizinhos ao norte moraram na casa por um ano e eram tranquilos, tinham filhos entrando na adolescência e vários cães. De vez em quando um deles passava por baixo da cerca (um dos cães, bem entendido) e eu o devolvia para o seu quintal quando não havia ninguém. No entanto, eles se mudaram e agora aparecem aos sábados e fazem barulho até a madrugada. Violão, berimbau, o escambau, em noitadas folk/gospel/nostálgicas. Imagino que seja uma crise de meia-idade. Os filhos são praticamente adultos e o casal é relativamente jovem. Espero que seja uma fase passageira.
Detestamos ser os vizinhos chatos/corta barato/esquisitos, mas realmente não entendemos a necessidade das pessoas de quebrar o silêncio que normalmente reina na vizinhança. Imagino que eles o vejam como algo ameaçador e o barulho seja uma forma de diminuir sua inquietação. Ou talvez seja pura e simples falta de educação.
(Escrito após uma noite maldormida).
(Escrito após uma noite maldormida).



























