15.12.15

Quase no fim

Nuvens escuras tomam o céu de repente, um vento forte dobra os galhos das árvores, a luz acaba e a chuva cai. Tem sido assim quase todos os dias aqui. Como a área é baixa, a água empoça e há pernilongos do tamanho de colibris por todos os lados. Chamamos um caminhão para esgotar a fossa ontem. Dizem que é o El Niño. O verão promete ter muitas tempestades. Bom por um lado, ruim por outro. Nada realmente é perfeito.

Defendi meu mestrado no final de novembro. Sou duplamente mestre agora. A sensação é a mesma de ter concluído um nível em um curso de línguas. Ainda há muito a aprender e o que foi feito parece sempre insuficiente. Um diploma, nada mais.  Nunca soube muito bem o que fazer com eles. Dinheiro, por exemplo, nunca trouxeram.

Estive refletindo sobre a razão de não conseguir escrever mais como na adolescência. Antes, acreditava nas palavras. Mantinha uma relação emocional com elas. Gostava de descrições e comparações, prezava a beleza. Agora, prefiro objetividade e precisão. Meu lado analítico também impede que seja livre na hora de criar. Minhas traduções perdem com isso e, quando leio textos mais líricos, que demoram para chegar a um ponto, fico cansada. Será possível voltar atrás? Tentarei fazer isso em 2016.

Por fim, as últimas fotos do jardim/horta. As folhagens sofrem. Já levaram pneus e pisadas. Espero que resistam. Época de pimentas e mamões. Os tomates parecem não gostar de umidade em demasia.




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