2.8.16

Horta, etc. - agosto


Andei ocupada com várias pequenas atividades em casa. Realmente não entendo quem diz que não gosta de ficar em casa por não ter nada para fazer. Há sempre muito a ser feito. Trocamos o portão e, como ele seria mais alto do que anterior, um pedreiro completou o que faltava nas colunas e eu fiz o acabamento, removi a trepadeira que as cobria, lavei, lixei, passei textura e pintei.

Arrumei uma pessoa para podar a sibipiruna que estava ficando enorme e ela retirou todos os galhos que vinham para o lado da casa ou estavam sobre os fios de telefone e eletricidade. Minha ideia era ser mais radical, queria que os galhos novos brotassem mais baixo, mas fui detida pelo O. Sei que não é muito feminino ser mais utilitarista do que romântica em relação à horta e ao jardim, mas prefiro ser prática. (Guardei alguns galhos para usar como lenha no próximo ano).

O cara que cortou os galhos era ótimo, sabia exatamente onde cada galho iria cair, mas bastou a pontinha de um para desprender um pouco os parafusos que seguram a fiação telefônica da parede. A culpa não é dele, pois a fiação já tinha caído uma vez em uma poda anterior feita por uma pessoa bem menos hábil e estava em situação precária.  Estou procurando alguém para resolver isso. Como suspendemos o telefone por 3 meses devido a roubos sucessivos de cabo telefônico na estrada, isso não é tão urgente.

Temos limpeza de calhas, caixa d`água e troca de telhas quebradas (sempre tem alguma) esta semana. Depois disso, esperamos estar preparados para a estação das chuvas no verão.


A florada de maracujá doce rendeu quatro maracujás. Espero provar sua polpa antes dos percevejos.
percevejos sobre o maracujá
As verduras nos canos não parecem ter se adaptado bem
A sibipiruna após a poda
lenha
flores de coentro, aguardo as sementes para usar como tempero
flores de brócolis começando a surgir
Tentando imaginar quando poderei colher a penca de banana nanica
nova no pedaço
flores de café
secando um punhado de grãos, espero obter algumas xícaras de café
A colheita de cúrcuma foi muito boa este ano, só não sei o que fazer com o excedente, acho que pouca gente a usa para cozinhar

Conto do escritor japonês Osamu Dazai traduzido por mim na revista eletrônica (n.t.) de junho.