22.2.07

Salmão Teriyaki

Mais uma da querida Elvira! Ficou tão boa! O adorou. Como eu não tenho uma grelha ou panela apropriada, usei uma frigideira comum, dourei levemente de todos os lados e coloquei no forno para terminar de cozinhar o interior do filé de salmão, pincelando com a mistura de shoyu de vez em quando.

Salmão teriyaki

- 4 pedaços de filé de salmão com 125 g cada um
- 125ml de molho de soja
- 3 colheres (sopa) de saquê (ou xeres seco, vinho do porto branco seco...)
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 3 colheres (chá) de maisena
- água

Lavar os filés de salmão e secá-los com papel absorvente. Colocá-los num prato fundo.
Misturar o molho de soja com o saquê. Dissolver o açúcar na mistura. Adicionar a maisena previamente diluída num pouquinho de água e misturar.
Regar o peixe com a mistura, deixando os filés bem untados de marinada. Deixar repousar por 30 minutos.
Aquecer uma grelha. Grelhar os lombos de salmão por aproximadamente 10 minutos de cada lado, pincelando de tempos em tempos com a marinada.
Servir com arroz branco e salada (cenoura ralada, couve roxa...).

20.2.07

Casa da Lúcia - Monte Verde (MG)

Ainda em Monte Verde...

Sempre que íamos e vínhamos de nossa pousada, passávamos na frente de uma casinha pequena e aconchegante com flores nas janelas. Era a "Casa da Lúcia" um lugar que serve chás, strudel, biscoitos e outras coisinhas. Demos de cara com a porta uma ou duas vezes antes de conseguirmos entrar. No balcão, havia strudels e um bolo tipo prestígio que parecia delicioso, mas apenas dividimos um strudel de maçã e tomamos um chá, muito bons! A decoração do estabelecimento lembra uma casa de bonecas, com objetos cheios de lacinhos e frufrus. Há algum artesanato e geléias à venda. Fiquei encantada com os biscoitos glaçados em uma estante e tive que me conter para não comprar pães de mel cobertos com chocolate... Mesmo que a variedade de produtos não seja grande, é uma bela experiência parar um instante ali, não faltam coisas para olhar!

Mais uma vez, fomos os primeiros e únicos fregueses. Na saída, a mulher que nos atendeu pediu desculpas por "qualquer coisa", ela explicou que a dona tinha levado a sobrinha a SP (acho) e que ela fazia a limpeza da casa e decidiu dar uma "mãozinha" só para não deixar tudo fechado. Muito simpática. Sai de lá sonhando. Imaginava como seria ter um lugar como aquele: eu abriria e fecharia quando desse na telha, prepararia alguns poucos, mas bem feitos, quitutes, deixaria um jazz tocando baixinho, ficaria lendo quando não houvesse ninguém... Sem stress, sem necessidade de ganhar dinheiro, apenas por curtição. Mas ainda tenho que trabalhar muito para isso...



Casa da Lúcia
R. Mantiqueira, 52 (rua do Bradesco)
Monte Verde (MG)

(Clique sobre as imagens para ampliá-las)

Biscoitos tão bonitinhos! Comprei um em forma de estrela, eles têm gosto de pão de mel

Mais biscoitinhos

Estava quase terminando o strudel de maçã quando me lembrei de tirar a foto, o chá é uma mistura de ervas vendida e preparada na própria casa.


Parece uma casa de bonecas, não acham?

Um pouco da decoração e objetos à venda

Bonecas

19.2.07

Arroz con Pollo (Arroz com frango)

Aqui vai uma receita para que vocês não achem que não falo mais sobre comida!

Receita da Elise, do Simply Recipes. Como gosto de pratos com um pé no México! Preciso ir para lá algum dia e me deleitar com a culinária local. Usei arroz integral e, apesar da receita pedir os pedaços com a pele, preferi sobrecoxas sem pele e sem osso. A receita pode variar bastante, se quiser adicione ervilhas, pimentão vermelho ou mesmo apimentar mais o prato. Acho que um pouquinho de colorau não seria má idéia...


Arroz con Pollo 

 
para o frango
3 c sopa de azeite
1 frango em pedaços (cerca de 1,4kg) ou coxas e peitos sem desossar e com a pele
1/2 x de farinha para empanar
Sal
pimenta do reino moída
páprica

Para o arroz
2 c sopa de azeite ou mais, caso necessário
1 cebola picada
1 dente de alho picado
2 x de arroz
3 x de caldo de frango (verifique qual é a quantidade de líquido necessária para o cozimento do arroz)
1 c sopa bem cheia de extrato de tomate ou 1 x de tomates frescos ou cozido escorridos (usei meia lata de tomate pelado)
1 pitada de orégano
1 c chá de sal

 
Aqueça 3 c sopa de azeite em uma frigideira ou panela grande em fogo médio. Coloque a farinha em um prato fundo junto com o sal, pimenta do reino e páprica, misture bem, empane levemente os pedaços de frango com essa mistura e coloque-os na frigideira. Frite de cada lado por alguns minutos, o suficiente para que eles fiquem corados. Use uma espátula para retirar os pedaços de frango, reserve.

Adicione o arroz à panela e mais um pouco de azeite, caso seja necessário. Mexa para envolver o arroz com a gordura, mexendo menos em seguida para que o arroz fique ligeiramente corado. Mexa apenas para corar por igual (cuidado para não queimar). Adicione a cebola e o alho. Refogue, mexendo sempre até que a cebola murche, cerca de 4 minutos.

Coloque os pedaços de frango sobre o arroz com a pele para cima. Em outro recipiente, misture o caldo de frango, o tomate, sal e o orégano. Derrame sobre o arroz com o frango. Deixe cozinhar em fogo baixo com a panela tampada por 20-25 min, dependendo do tipo de arroz e das instruções de sua embalagem, ou até que o arroz e o frango estejam cozidos. Misture o arroz com um garfo. Adicione mais sal e pimenta, caso deseje.


18.2.07

Pousada Cerejeiras - Monte Verde (MG)

Escolhemos a Pousada Cerejeiras pelo site da associação de hoteis e pousadas de Monte Verde (há hotéis e pousadas para todos os gostos). É meio arriscado fazer isso, pois não é possível saber o que vamos encontrar, mas O se decidiu pelo lugar por causa de um pequeno detalhe: um ofurô com teto de vidro (fotos abaixo). Fizemos a reserva por telefone, nossa viagem deveria ter ocorrido em janeiro, mas com toda a chuva que caiu na época, decidimos mudar a data para fevereiro, foi uma boa decisão, com exceção do dia em que chegamos, o tempo foi muito bom.

A pousada é simples, com doze chalés e fica a 1700m da Av. Monte Verde em um local alto. Ela pertence a um casal de japoneses que mora no local, para quem acha que japoneses preferem ir a lugares administrados por japoneses, juro que foi pura coincidência, só descobri que a Dona Luiza e seu marido eram orientais quando cheguei lá. Ambos foram muito simpáticos e nos receberam muito bem. Nós e mais um casal éramos os únicos hóspedes, mas a pousada ficaria cheia no Carnaval.


Nosso chalé era simples, mas estava limpo e bem cuidado. Só achei que as janelas de madeira deixavam o vento passar e senti um pouco de frio durante a noite. Também fui despertada algumas vezes por um alarme que teimava em tocar no meio da noite, não sei de onde era. Também fui despertada por algum animal que fazia barulho sobre o forro de madeira do teto. Além disso, havia o vento... Eu chamava meu colégio ao lado da rodovia Anhangüera de "morro dos ventos uivantes", mas acho que o nosso chalé ganhou o título. Na primeira noite choveu e ventou horrores e parecia que o chalé voaria pelos ares.


Fizemos o check-in na tarde de domingo, deixamos nossas coisas no chalé e saímos para uma volta de reconhecimento na cidade, quando voltamos, a luz havia acabado, não ligamos, achamos que ela voltaria logo, desfiz as malas e saímos outra vez para jantar. A luz não havia voltado quando retornamos, a chuva foi ficando forte. Liguei para a casa da Dona Luiza e ela me disse que seu marido havia ligado para a companhia de luz e falou para usarmos a vela de "emergência" sobre a lareira. Acendi a vela, mas ela era um toquinho de 5cm que não duraria nada e iluminava menos do que a tela do celular. Foi quando o "grande fazedor de fogo" se ofereceu para acender a lareira. Ele usou os dois acendedores (aquele álcool em forma de gelatina) e não conseguiu fazer a lenha pegar fogo. Conclusão, ficamos sem fogo, sem luz, com a maior chuva do lado de fora e a vela em seus extertores. Liguei outra vez para a Dona Luiza e expliquei nossa situação e o senhor Masaru, marido da Dona Luiza, veio nos salvar. Ele chegou com um guarda-chuvas, trouxe mais tocos de velas, acendedores e fez o fogo pegar. (Nossa vela apagou na hora em que ele chegou). O luz voltou meia hora depois. Nos dias seguintes, eu acendi a lareira. Minha infância e adolescência acendendo fogueiras para preparar comidinhas e assar batatas doces valeu algo. Já O se justificou dizendo que não conseguiu fazer fogo porque não conseguia ver nada...


Felizmente não vivemos mais situações dramáticas. O café da manhã da pousada era frugal, mas bom. Havia uma cafeteira que moía e fazia um expresso na hora, gostei da idéia, estou cansada de cafés aguados nos hotéis.


O que me deixou meio preocupada na pousada foi o fato de não haver ninguém na portaria durante à noite, mas a maioria dos estabelecimentos funciona dessa forma. Necessidade de segurança deve ser uma neura de paulista. Quando o alarme misterioso disparava, ficava sempre me perguntando se não era o do nosso carro estacionado mais abaixo.


Vista panorâmica do deck da piscina, na verdade, seria preciso cortar algumas árvores para vermos algo


Ladeira, o café era servido lá embaixo


Nuvens baixas e garoa no dia em que chegamos

Manhã seguinte, céu azul


lareira acesa pelo Sr. Masaru


Fotos do banheiro com ofurô e teto de vidro


Estava nublado quando chegamos

Nosso cão de guarda, ele sempre vinha nos receber quando íamos tomar café


Notas: não há cofre no quarto, mas a Dona Luiza garantiu que era seguro levar o laptop, pois a mulher que trabalhava para ela era conhecida e ela garantia a segurança. O Sr Masaru disse que poderíamos usar a conexão WiFi da pousada, mas, por alguma razão, não conseguimos estabelecer uma conexão.
O celular da Vivo tem momentos de lucidez, mas em regra, não funciona na cidade.

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Mais sobre Monte Verde no blog que mantenho com outras foodbloggers o Nos quatro cantos do mundo.

16.2.07

Impressões gastronômicas de Monte Verde (MG)

Passei alguns dias em Monte Verde, cidade do sul de Minas. Foram dias agradáveis e tranqüilos. Às vezes me esqueço de como é bom parar, ficar longe dos afazeres domésticos e me preocupar apenas com o lugar onde vou comer. Devo confessar que tivemos algumas dificuldades com a alimentação na cidade, pois, agora, tomamos muito cuidado com a alimentação e procuramos evitar pratos pesados ou gordurosos e, em Minas, é difícil fugir do feijão tropeiro, carne de porco e afins. Também achamos que os restaurantes estão meio descaracterizados, quase todos servem mais ou menos os mesmos pratos, você acha truta, fondues, massas e algum prato mineiro em todos os lugares, o que, em minha opinião, acaba com o charme do negócio.

Sei que vou parecer purista, mas fiquei espantada quando vi vários estabelecimentos servindo rodízio de fondue, e tinha até fondue de truta e frango! Para mim, comer fondue tem todo aquele ritual de colocar o rechaud na mesa, colocar a carne/pão/fruta nos espetinhos e saborear tudo bem devagar, curtindo a companhia. Não sei como funciona o tal rodízio, mas achei bizarro.

Comemos aqui e ali, a abóbora aí em cima era recheada com carne seca, foi degustada no restaurante Toca do Rabicó. A idéia do prato é boa, mas achei a carne muito gordurosa, ela é refogada com bacon e linguiça calabresa e a gordura fica no fundo da moranga, esta, por sua vez, não teve tempo de absorver os temperos da carne. A batata que a acompanhava parecia ter sido cozida há algum tempo e depois frita.

A foto acima é do interior do restaurante Pucci, ele é bem arrumadinho e, como a maioria dos restaurantes, tem poucas mesas. Gostei do ambiente, achei a comida apenas ok. Tem opções de fondue, truta, massa, etc. Foi uma pena não ter comido um fondue aqui, ao menos teria sido à luz de vela.

Nunca tinha visto esta cerveja da Antarctica antes, o rótulo parece ter saído dos anos 80, não acham? O se enganou e, ao invés de pedir uma cerveja alemã, recebeu esta.

Este é um restaurante de um dos vários pequenos "malls" da rua central de Monte Verde, chamado Mamma Tera.

Comemos uma espécie de "nhocão" recheado com queijo, vi o mesmo tipo de prato servido em outros lugares. O interessante era que o queijo do recheio tinha sido envolvido em pó de curry, aliás, talvez por sermos os primeiros comensais da noite e o forno estar frio, o queijo não havia derretido.

Já estas broinhas, eu recomendo fortemente! Deliciosas, úmidas, macias, adocicadas, hummm! Vendidas no Museu do Pão (apesar do nome, trata-se de uma padaria bem simples), na vila que fica um pouco afastada do centro.


Mais algumas notas:
Se você for vegetariano e pedir sopa, pergunte se ela não contém bacon (minha sopa de mandioquinha tinha).
A pizza da Cantina Roma é bem decente, boa massa. Éramos os únicos fregueses e os garçons estavam assistindo um filme chinês em um telão. O enredo era muito estranho, envolvia assassinatos, feng shui, mortos e espíritos, acho que nunca saberemos qual era o seu título.
Me disseram que o restaurante "O caipira" serve uma boa comida mineira, infelizmente, não comi por lá.

Depois comento dois lugares "pitorescos" da cidade que valem uma visita.


10.2.07

Trecho de um artigo do Woody Allen

Clique na foto para ampliar

Assinamos a revista Piauí e estamos contentes com ela. Há bastante coisa para ler e ela segue um estilo parecido com o da revista New Yorker, na verdade, ela costuma traduzir artigos que foram publicados nessa revista há algum tempo, caso deste aqui do Woody Allen que achei impagável, não sei se o artigo foi cortado, mas todos os trechos são hilários. O título é "Assim comia Zaratustra", se você conhecer um pouco de Nietzsche e de história da filosofia, vai achar ainda mais engraçado, selecionei alguns trechos:


"Nenhum filósofo chegou perto de solucionar o problema da culpa e do peso até que Descartes separou mente e corpo, de tal modo que o corpo podia se empanturrar à vontade, enquanto a mente pensava: "E daí? Não sou eu." A grande questão da filosofia perdura: se a vida não tem sentido, o que se pode fazer com a sopa de letrinhas? Foi Leibniz quem primeiro disse que a gordura consistia em mônadas. Leibniz fazia dieta e exercícios, mas nunca chegou realmente a se livrar de suas mônadas - ou, pelo menos, não daquelas que aderiram às suas coxas. Spinoza, por outro lado, jantava frugalmente porque acreditava que Deus existia em tudo, e é intimidador abocanhar um pãozinho judaico se a gente acha que está lambuzando de mostarda a Causa Primeira de todas as coisas."

A dieta de Nietzsche:

Café da manhã
suco de laranja
2 fatias de toucinho
profiteroles
mariscos assados
torrada, chá de ervas

O suco de laranja é o próprio ser da laranja manifesto e com isso quero dizer que é a sua natureza genuína, aquilo que lhe confere a sua "laranjidade" e impede que tenha o paladar de, digamos, salmão escaldado ou cereais moídos. Para os devotos, a idéia de qualquer outra coisa que não cereal no café da manhã gera sobressalto e pavor, mas com a morte de Deus tudo é permitido, e profiteroles e mariscos podem ser comidos à vontade, e até asinhas de galinha fritas com molho picante e queijo.

Almoço
1 tigela de espaguete com tomate e manjericão
pão branco
purê de batatas
torta de chocolate com recheio de geléia de damasco e cobertura de chocolate

Os poderosos sempre almoçam comidas gordurosas, bem condimentadas, com molhos pesados, enquanto os fracos ficam beliscando germe de trigo e tofu, convictos de que seu sofrimento lhes renderá uma recompensa na vida após a morte, onde costeletas de cordeiro na grelha fazem o maior sucesso. Mas se a vida após a morte é, como eu sustento, uma eterna recorrência desta vida, então os mansos terão de jantar eternamente pratos de baixas calorias e frango grelhado sem pele.

Jantar
Bife ou salsichas
batatas douradas
lagosta à termidor
sorvete de creme batido ou bolo em camadas

Está é uma refeição para o Super-Homem. Deixe que os encucados com a angústia dos altos triglicerídios e da gordura trans comam para agradar ao seu pastor ou nutricionista, mas o Super-Homem sabe que a carne marmorizada e queijos cremosos com sobremesas gordurosas, e, ah, sim, muita, muita fritura, é aquilo que Dionísio comeria - se não fosse o seu problema de refluxo.

Bolo de chocolate e zucchini

Levei este bolo para o encontro na casa da Miki na segunda-feira passada, como iria sair do interior e almoçar em São Paulo, não podia preparar nada que tivesse calda, creme, etc, pois poderia estragar dentro do carro. Escolhi essa receita por curiosidade, já tinha visto inúmeras receitas de bolo de chocolate e zucchini e todas eram muito elogiadas. Encontrei este bolo no blog da Elise, o Simply Recipes. Gostei muito! O bolo é extremamente fofo, não é doce e o zucchini praticamente desaparece, sobram apenas o chocolate e as nozes. Eu não coloquei a calda por cima, deve ficar ainda melhor!

A receita rendeu 6 muffins e um bolo em forma de bolo inglês, use uma forma redonda grande, pois o bolo cresce bastante.

Bolo de chocolate e zucchini

2 1/2 x de farinha
1/2 x de cacau em pó (não use achocolatado)
2 1/2 c chá de fermento em pó
1 1/2 c chá de bicarbonato de sódio
1 c chá de sal
1 c chá de canela em pó
3/4 x de manteiga à temperatura ambiente
2 x de açúcar
3 ovos
2 c chá de essência de baunilha
2 c chá de raspas de casca de laranja
2 x de zucchini ralado no ralador grosso
1/2 x de leite
1 x de nozes picadas grosseiramente

Preaqueça o forno à 180C.
Misture a farinha, o cacau, fermento, bicarbonato, sal e canela, reserve.
Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até que fiquem bem misturados. Adicione os ovos um a um, batendo bem após cada adição. Com uma colher, adicione a baunilha, raspas de laranja e o zucchini.
Adicione os ingredientes secos e o leite, misture bem, e coloque as nozes por último.
Coloque a massa em uma forma redonda untada e enfarinhada. Asse por 50 min (verifique se está assado aos 45 min) ou até que um palito inserido no centro do bolo saía limpo. Deixe esfriar por 15 min na forma, desenforme e deixe esfriar completamente.
Cubra com a seguinte calda: Misture 2 x de açúcar de confeiteiro, 3 c sopa de leite e 1 c chá de essência de baunilha. Bata até que fique homogêneo.


31.1.07

Sumirê - Campinas (SP)

 
Freqüento o Sumirê há tantos anos e nunca fiz um post sobre este restaurante japonês que fica perto da Unicamp. Na época das aulas, almoçamos aqui umas três vezes por mês. Eles servem teishokus (combinados) na hora do almoço (somente dias úteis) com preços bem camaradas para um restaurante japonês. Cada um deles oferece um prato principal e acompanhamentos que variam durante a semana. Entre as opções há: sushi, sashimi, sashimi de salmão, yakizakana, gyoza, carne com gengibre, frango empanado e yakisoba (sem acompanhamentos e mais barato). O teishoku executivo (descrito abaixo) é uma combinação de quase tudo isso. Para ter uma idéia, cada um dos combinados que pedimos custa R$15,90. Há opções à la carte também, boas para quem quer se esbaldar com sushis e sashimis gastando um pouco mais. Às quartas e quintas, há ostras trazidas diretamente de Florianópolis, pedimos seis, elas são meio caras, mas O não resiste e eu não posso recriminá-lo por isso...
O lugar é bastante agradável, você pode comer no balcão, nas mesas ou ainda escolher uma das salas em estilo japonês, há quatro, durante a semana elas ficam praticamente vazias. Eu me sentei em uma delas apenas uma vez, mas recomendo para quem quiser mais intimidade e não tiver pressa.

Só acho que o menu de sobremesas deixa a desejar, ele se restringe a ban
anas carameladas, bananas flambadas e creme de papaya com cassis, sempre lamentamos o fato de não haver tempura de sorvete, mas, de certa forma, isso evita a ingestão de mais algumas calorias... E se você quiser mesmo uma sobremesa, basta atravessar a avenida e entrar na Padaria Alemã, há bolos, doces e um tiramisú delicioso por lá.

(Eu me sentei longe das janelas e as fotos não ficaram tão nítidas quanto gostari
a, estou chegando à conclusão de que a maioria dos restaurantes é meio escura!)


Ostras

Meu prato: sushi teishoku. 11 sushis e acompanhamentos: misoshiru, sunomono, berinjela com gengibre e shoyu, kinpira, grãos de soja com hijiki, takenoko refogado.


Prato de O: Teishoku executivo, sempre há uma porção de sashimi, yakizakana, uma milanesa de frango ou carne, misoshiru e arroz. Os acompanhamentos variam, hoje havia hijiki com grãos de soja, kinpira, berinjela com gengibre e shoyu, shimeji refogado e sunomono. Para quem está com fome, é a opção mais substanciosa.
Salas separadas no estilo japonês, com portas deslizantes de papel de arroz e tatami. Não se preocupem, pois há um buraco no chão para colocar as pernas...

Do lado de fora, logo na entrada, há um mini jardim japonês com árvores e uma pequena fonte e algumas carpas.

Sumirê - Japanese Restaurant
Av. Dr. Romeu Tórtima, 304
Barão Geraldo - Campinas
Fone: (19) 3249-2032



30.1.07

Hard-boiled wonderland and the end of the world - Haruki Murakami

Outro livro do Murakami! Ok, estou virando uma Murakami freak, mas para minha defesa, não achei este livro tão empolgante. São duas histórias paralelas nas quais os personagens não possuem nome. Em Hard-boiled wonderland, seguimos os passos de um homem de 35 anos que trabalha para o Sistema, um tipo de organização governamental que controla a informação, ele é um Calcutec, quer dizer, ele é capaz de processar informações e dividir as funções que deve realizar em seu cérebro, ou seja, ele é um tipo de computador ambulante. Ele é chamado para realizar um trabalho para um velho cientista chamado apenas de "Professor", ele conhece sua neta, que só se veste de pink e, partir desse encontro, ele descobre que sua mente está prestes a ser absorvida por um outro mundo, criado por seu subconsciente. A história deste outro mundo é narrada em The end of the world, ali, o nosso calcutec é um homem que chega em uma cidade cercada por uma muralha e na qual os habitantes devem se desfazer de suas sombras, de suas memórias, nesse lugar, não há violência, nem amor, nem desejos, todos tem uma existência pacífica e funções a desempenhar. O calcutec do mundo real (se é que há algo que possa ser chamado de real nas histórias) recebe a função de Dreamreader na cidade e deve ir para a biblioteca ler sonhos antigos que estão contidos em caveiras de unicórnios todas as noites. A tensão do livro fica por conta do dilema criado pelas duas histórias, pois, para que um dos dois mundos seja preservado, talvez o outro deva deixar de existir...

29.1.07

Comidas da memória - Misoshiru de nabo

Depois de pensar muito, vasculhar minhas lembranças e verificar o que tinha na despensa (e que era bem pouco), decidi postar uma receita de misoshiru para participar da chamada da Valentina sobre as Comidas da Memória. Lamento informar que minhas preferências alimentares não eram muito "refinadas" quando eu era pequena. Adorava saladas com muuuito vinagre, até hoje adoro, às vezes, corto um tomate no meio da tarde, tempero com vinagre balsâmico e como tudo. Só de pensar já fico com água na boca.

Quando era criança, não comia nenhuma verdura ou legume, só batata, e tinha o hábito de amassar tudo o que vinha no prato e misturar para depois comer. Gostava de gororoba, e uma de minhas misturebas preferidas era sopa de misoshiru com arroz e feijão! Essa é uma das poucas coisas de que gostava na infância e de que ainda gosto hoje. O misoshiru de casa não era feito com kombu (uma alga) ou katsuobushi (flocos de bonito defumado), era bem mais simples, geralmente, era feito com soumen (macarrão cabelo de anjo japonês) e não com nabos, mas usei o que tinha. Acho que há outras formas de preparar o misoshiru, mas estava com preguiça de ler o livro de culinária em japonês...

Misoshiru de nabo

 
4 x de água
1 quadrado de 5cm de kombu
1 x de katsuobushi
nabo cortado em tirinhas
miso
cebolinha picada

Prepare o dashi: Deixe o pedaço de kombu de molho na água por 15 min. Leve para ferver em fogo baixo, antes que as bolhas comecem a subir, retire o pedaço de kombu e adicione o katsuobushi, antes de começar a borbulhar, desligue o fogo e espere o katsuobushi ir para o fundo da panela. Coe e empregue.
Leve o nabo para ferver na quantidade de dashi desejada, quando ele começar a ficar macio, coloque a quantidade desejada de miso (eu coloco o miso em uma peneira pequena e o desfaço dentro da água para que não forme grumos). Desligue o fogo e tampe a panela. Sirva com a cebolinha picada.