Na hora de desenformar, algumas fatias de maçãs podem ficar grudadas no fundo da forma, mas basta recuperá-las e colocá-las de volta no bolo.
9.9.08
Bolo de iogurte e maçãs carameladas
Na hora de desenformar, algumas fatias de maçãs podem ficar grudadas no fundo da forma, mas basta recuperá-las e colocá-las de volta no bolo.
5.9.08
Mil-folhas de beterraba
Mil-folhas de beterraba
4 beterrabas médias cozidas/assadas inteiras
400g de queijo de cabra fresco (usei queijo branco, ricota também deve funcionar)
4 c sopa de mel (leve ao microondas por alguns segundos para que fique mais líquido)
2 c sopa de vinagre balsâmico
sal
pimenta
Descasque as beterrabas e corte-as em rodelas (você pode retalhar os pedaços se quiser que fiquem com tamanhos parecidos, mas acho desnecessário).
Amasse o queijo com um garfo e tempere com pimenta do reino. Faça camadas de rodelas de beterraba e queijo amassado em quatro pratos individuais, termine com uma rodela de beterraba.
Misture o vinagre balsâmico com o mel, tempere com sal e pimenta. Derrame um pouco desse molho sobre as torres de beterraba pouco antes de servir.
24.8.08
Creme (não) brûlée de café
O creme é delicioso mesmo sem o açúcar queimado e também é muito fácil de fazer, eu me inspirei em uma receita em francês que encontrei aqui.
Creme brûlée de café
4 gemas passadas por uma peneira
1/3 de litro de creme de leite fresco (cerca de 330ml)
1 c sopa bem cheia de nescafé em pó
100g de açúcar demerara
30 g açúcar demerara
Bata as gemas com o açúcar até que a mistura fique esbranquiçada.
Ferva o creme de leite e adicione o nescafé, misture bem.
Junte a mistura de ovos com o creme de leite. Distribua o creme em quatro ramequins pequenos. Coloque os ramequins dentro de uma forma grande com água quente e asse em banho-maria por cerca de 50min, ou até que as bordas do creme estejam firmes, mas o meio ainda dê uma "tremida" quando o ramequin for tocado.
Deixe esfriar, coloque na geladeira e, pouco antes de servir, polvilhe com o açúcar demerara e queime com um maçarico.
4.8.08
Suflê de fubá e queijo
Suflê de fubá e queijo
2 x de leite
1 x de fubá
1 c chá de sal
4 c sopa de manteiga
4 ovos (claras e gemas separadas)
1/2 x de queijo minas cortado em cubinhos (ou outro de sua preferência)
Unte uma forma refratária própria para suflê (ou seis ramequins pequenos) e reserve.
Coloque o leite em uma panela, junte o fubá aos poucos e misture bem. Leve ao fogo, mexendo sem parar, para não empelotar, até obter uma mistura lisa e consistente. Tempere com sal e acrescente a manteiga, tire do fogo e misture. Deixe amornar. Em uma tigela, bata as gemas, junte o queijo e miture ao fubá quase frio. Bata as claras em neve firme, adicione à mistura e com uma espátula, misture delicadamente. Despeje na forma e leve ao forno moderado (170), pré-aquecido, por 35-40 min ou até que o suflê fique fofo e dourado na superfície. Sirva em seguida.
Bola de sebo e outros contos - Maupassant
Bons livros levam a outros livros, isso é inevitável. Após os elogios feitos por Nagai Kafu aos textos de Guy de Maupassant, não podia mais ignorar a existência deste último. Tinha um livro com alguns contos traduzidos e comecei a folheá-lo para conhecer o autor e gostei de tudo o que li. As histórias são muito bem contadas, muito boas mesmo. O autor mostra personagens bem humanos, com mais fraquezas e vícios do que virtudes, ardilosos e ignorantes.
Gostei muito de Bola de sebo, A pensão Tellier, Em família e Miss Harriet. Este último conto é muito bonito e delicado. Um dos últimos textos, Horla, é um conto fantástico muito interessante que talvez destoe um pouco do tema dos contos recolhidos no volume, pois a maioria trata de relacionamentos, mas é interessante observar como Maupassant constrói a história.
Acho essa descrição do Sr. Caravan, do conto Em família, muito bem feita:
“Estava velho agora, e não tinha sentido passar a vida, pois o colégio fora continuado pela repartição, e os bedéis, ante os quais ele tremia outrora, achavam-se hoje substituídos pelos chefes, a quem temia horrivelmente. A vista desses déspotas de gabinete o fazia estremecer dos pés à cabeça; e, desse contínuo terror, ficara-lhe uma maneira desajeitada de se apresentar, uma atitude humilde e uma espécie de gaguice nervosa.”
E este trecho de Monsieur Parent:
“Ele envelheceu entre o fumo dos cachimbos, perdeu os cabelos sob a chama do gás, considerou como acontecimentos o banho de cada semana, o corte de cabelo de cada quinzena, a compra de um traje novo ou de um chapéu. Quando chegava à sua cervejaria com um chapéu novo, contemplava-se longamente ao espelho antes de sentar-se, punha-o e tirava-o várias vezes seguidas, acomodava-o de diferentes modos, e perguntava enfim à sua amiga, a caixa do estabelecimento, que o olhava interessada: ‘Acha que me assenta bem?’
Duas ou três vezes por ano ele ia ao teatro, e, no verão, passava algumas vezes as suas noites num café-concerto dos Campos Elíseos. De lá trazia na cabeça árias que cantavam no fundo de sua memória durante várias semanas e que ele chegava mesmo a cantarolar, batendo o compasso com o pé quando se achava sentado ante seu chope.
Os anos se sucediam, lentos, monótonos, e curtos porque eram vazios.”
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30.7.08
Cookies de manteiga de amendoim e chocolate
Cookies de manteiga de amendoim e chocolate
60 g de manteiga amolecida
2 ovos
1 x de açúcar mascavo
250g de manteiga de amendoim natural (sem açúcar ou aditivos, compro em lojas de produtos naturais)
2 1/2 x de farinha
1/4 x de creme de leite (usei light)
1/4 x de melado de cana
1 c chá de bicarbonato de sódio
1 c chá de fermento
1/2 c chá de sal
200g de chocolate meio-amargo picado
Misture os ingredientes líquidos, junte os secos e, por último, o chocolate. Derrube colheradas sobre formas cobertas com papel manteiga ou alumínio e asse até que fiquem ligeiramente douradas (observe a parte debaixo para não queimar).
27.7.08
The courtier and the heretic - Matthew Stewart
Fazia algum tempo que não tocava em um livro sobre filosofia e ler The courtier and the heretic (O cortesão e o herege), de Matthew Stewart, foi muito bom. Nele, o autor confronta dois filósofos do século XVII, Leibniz e Spinoza. Sua tese é a de que a filosofia de Leibniz seria uma reação à filosofia do último e que, no fundo, Leibniz seria mais spinozista do que gostaria de admitir.
Para quem não tem idéia nenhuma de história da filosofia, Spinoza é o “herege” do título. Ele foi excomungado pela comunidade judaica de Amsterdã e sua filosofia acusada de propagar o ateísmo, pois ela afirmava que Deus seria o mesmo que a natureza, ou seja, que não haveria um criador exterior à sua criação e que tudo ocorreria de forma necessária. Bem e mal seriam idéias que surgiriam devido à nossa limitação de seres finitos e, com algum esforço, tudo poderia ser explicado racionalmente. Para Spinoza, pensamento e matéria são a mesma coisa considerada de pontos de vista diferentes. Quando a matéria morre, o pensamento também perece, por isso, a morte seria o ponto final, não haveria paraíso e vida no além. Aquilo que Spinoza considera a felicidade é uma existência dedicada à realização intelectual.
Leibniz, o "cortesão", por sua vez, prega que Deus existe sim e que o mundo no qual vivemos é o melhor dos mundos possíveis porque o criador o escolheu entre um universo de outros mundos possíveis, portanto, nada poderia ser diferente do que é. Aquilo que os seres humanos chamam de mal é algo relativo, pois, na soma final, sempre haveria mais bem do que mal em nosso mundo.
O livro é divertido, muito bem escrito e o autor deixa claro que não aprecia muito Leibniz que a todo momento retrata como alguém extremamente vaidoso e interessado apenas em obter benefícios vendendo suas idéias e planos mirabolantes para os nobres que não se cansa de bajular. Enquanto isso, Spinoza é o retrato da virtude, a verdadeira idéia de filósofo. Ele vivia em quartos alugados e polia lentes durante o dia para pagar suas tigelas de mingau e eventuais canecas de cerveja aguada.
Devo admitir que simpatizo muito com a filosofia de Spinoza, seus textos não primam pelo aspecto literário, mas suas idéias são extremamente sedutoras. Gosto dos filósofos que dizem que o importante é o aqui e o agora, que é preciso engolir a pílula ou jogá-la fora, não dourá-la.
Do final do livro:
“Leibniz foi um homem cujas fraquezas eram tão grandes quanto as suas enormes virtudes. No entanto, foi sua ganância, sua vaidade e, acima de tudo, sua carência insaciável e demasiadamente humana que tornou sua obra tão emblemática. Com a promessa de que a superfície cruel da experiência oculta a mais bela e agradável verdade, um mundo no qual tudo acontece por um motivo e tudo o que ocorre é para o bem geral, o fascinante cortesão de Hanover transformou-se no filósofo do homem comum. Se Spinoza foi o primeiro grande pensador da era moderna, então, talvez Leibniz devesse contar como o primeiro ser humano.
Spinoza, por outro lado, foi marcado desde o início como uma ave rara. Devido à sua estranha auto-suficiência, à sua virtude sobre-humana e ao seu desprezo pela multidão, não poderia ser diferente. No entanto, a mensagem de sua filosofia não é a de que nós conhecemos tudo o que há para conhecer, mas que não há nada que não possa ser conhecido. O ensinamento de Spinoza é o de que não há um mistério impenetrável no mundo, nenhum ‘além’ acessível apenas por alguma revelação ou epifania, nenhuma força oculta capaz de nos julgar ou afirmar, nenhuma verdade secreta sobre tudo. Há apenas um acúmulo lento e contínuo de muitas pequenas verdades e a mais importante dentre elas é que não precisamos esperar nada para sermos felizes neste mundo. Sua filosofia é uma filosofia para filósofos, que são tão raros hoje como no passado.”
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26.7.08
Pão "italiano" integral
A massa é boa para trabalhar e rendeu dois belos e fofos pães integrais. Não sei se o fato de ter colocado uma forma com água na grade debaixo do forno ao invés de borrifar água uma ou duas vezes em seu interior quando comecei a assá-los fez alguma diferença no resultado final.
Amassei na máquina, mas há instruções para quem quiser fazer artesalmente.
Pão "italiano" integral
1 1/4 x de água morna
2 c sopa de áçucar mascavo
1/8 c chá de gengibre em pó (só uma pitada, nem senti o gosto. Pode ser substituído por outras ervas como orégano)
1 1/2 c chá de sal
1 1/2 x de farinha para pães
1 1/2 x de farinha integral
5 g de fermento biológico instantâneo seco
2 c sopa de farinha ou fubá para polvilhar a forma
Para fazer na máquina:
Coloque todos os ingredientes, exceto a farinha/fubá usado para polvilhar a forma, na máquina na ordem recomendada pelo fabricante e selecione a opção de "sova".
No método convencional:
Dissolva o fermento, açúcar e gengibre na água morna.
Deixe descansar por cerca de 5 min, até que o fermento forme uma espuma.
Adicione o sal e a farinha para pão. Misture bem. Adicione a farinha integral e mexa até obter uma massa firme. Coloque-a sobre uma superfície enfarinhada e sove por 10 min ou até que a massa fique macia e elástica.
Unte uma tigela, coloque a massa aí dentro, vire-a para que seja envolvida pelo óleo. Cubra e deixe crescer até dobrar de volume, cerca de 1 h.
Modelagem
Unte e enfarinhe uma assadeira com a farinha/fubá. Reserve.
Dê um soco na massa para retirar o ar. Divida-a em duas porções e, sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada, modele dois pães, abrindo primeiro como um retângulo e enrolando para formar duas baguetes (como podem ver, fiz duas bolas).
Coloque os pães com as dobras voltadas para baixo sobre a assadeira.
Deixe crescer novamente até dobrar de volume, cerca de 45 min. Faça corte ao longo da superfície dos pães com uma faca. Pincele com água e polvilhe com farinha integral.
Asse em forno preaquecido à 200C por 15-20min, ou até que os pães dourem e fiquem crocantes. Retire do forno e deixe esfriar completamente.
Nota da autora da receita: usar uma garrafa borrifadora com água para borrifar os pães e as paredes do forno uma ou duas vezes em intervalos de 5 min quando começar a assar.
21.7.08
Rochas de coco
Rochas de coco
100 g de coco ralado (usei o seco vendido nos supermercados)
100g de açúcar (usei demerara)
10 g de farinha
1 ovo
1 c sopa de creme de leite (coloquei porque muitas pessoas recomendavam que se colocasse um pouco para que o doce ficasse mais úmido, isso também facilita a modelagem das "rochas")
Preaqueça o forno à 180C. Misture todos os ingredientes. Forme bolinhas de 2 cm de diâmetro, depois "pince" cada uma delas com as pontas dos dedos para formar uma pirâmide.
Coloque os doces sobre uma forma forrada com papel alumínio enfarinhado (não enfarinhei) com algum espaço entre eles e asse por cerca de 10min (verifique, eles assam rápido e a parte debaixo pode queimar). Retire do forno e deixe esfriar.
18.7.08
Torta de frutas da tia Daisy
As frutas podem ser variadas à vontade, usei maçãs desta vez, o original leva pêras.
Torta de frutas da tia Daisy
½ xícara de manteiga sem sal em temperatura ambiente, amolecida
1 xicara de açúcar
2 ovos grandes, temperatura ambiente
1 xícara de farinha de trigo peneirada
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de essência de baunilha
1 ½ xícaras de pêras cortadas em fatias médias (ou outra de sua preferência, eu sempre coloco uma quantidade maior de fruta)
1 colher de sopa de açúcar misturado com canela para polvilhar
Preaqueça o forno em temperatura de 180oC.
Unte e polvilhe uma forma redonda de 22 cm e forre com papel manteiga.
Numa tigela coloque a manteiga e o açúcar e bata em velocidade baixa até que fique bem cremoso - aproximadamente 3 minutos. Coloque os ovos um por um batendo bem após cada adição. Acrescente a farinha de trigo, o fermento e a baunilha ate que fique tudo bem misturado - mas não bata demais, e só pra misturar bem. Coloque a massa na forma preparada. Cubra com as frutas picadas. Polvilhe com o açúcar de canela. Asse por aproximadamente 50 minutos. Quando passar o teste do palito retire do forno.
Sirva morna com acompanhamento de sorvete ou chantilly se quiser.
Sirva morna com acompanhamento de sorvete ou chantilly se quiser.
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