20.1.13

Chuchu assado


Outra receita que vi no blog da Lylia, muito simples e saborosa. Aqui só eu como chuchu, para que o O. coma, tenho que disfarçar, misturar com outros legumes ou deixar irreconhecível. Esta receita é só para mim, já fiz duas vezes! 

Minha forma preferida de comer chuchu é à milanesa, mas dá trabalho, é fritura, enfim, nunca mais comi depois que casei. Mas esse chuchu assado não deixa nada a desejar, fica muito bom! 

Descasquei na primeira vez e achei que ficou melhor, a casca é fina, mas deixa uma leve "resistência" na hora de mastigar, nada que atrapalhe, claro. É só uma observação.


Chuchu assado

1 chuchu grande com casca cortado em pedaços grosseiros (sem a parte branca do miolo)
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de farinha de rosca de boa qualidade (não industrializado) ou pão ralado
1 pitada de sal
1 colher de café de alecrim seco ou fresco 


Em uma assadeira untada com um fio de azeite (espalhe), coloque os pedaços de chuchu e regue com as duas colheres de azeite, remexendo com uma colher ou com as mãos para todos os pedaços ficarem envolvidos pelo azeite. Salpique a farinha de rosca por cima do chuchu e chacoalhe a assadeira, para envolver minimamente os pedaços. Salpique o sal e o alecrim e leve a forno médio. Após cerca de 15 minutos, vire os pedaços de chuchu (não precisa ser um a um, dê uma revirada com uma espátula), aumente a temperatura do forno para média-alta e deixe mais uns 10 minutos, até ficar bem assado.





14.1.13

Bombocado


A chuva resolveu baixar agora. Fez frio, esquentou, choveu, abafou, continua nublado. Verão realmente atípico, choveu pouco no ano passado, ainda não tivemos nenhum momento aflitivo com as águas do rio, espero que continue assim. 

Fiz bombocados no final de semana, peguei a receita que me pareceu ser a mais simples na internet. Coloquei a mistura em formas de muffins antiaderentes, ela grudou no fundo horrores apesar de ter passado um pouco de óleo, desconfio que o fato de desenformar quente não ajudou, lembrar de untar com óleo E farinha da próxima vez. 

Ficaram bons, nada excepcional, mas gostosinhos. Ligo cada vez menos para doces.



Bombocado

1 pacote (100g) de coco ralado (usei flocado sem açúcar)
1 lata de leite condensado
4 ovos 
1 c sopa rasa de fermento

Bata o leite condensado e os ovos no liquificador, junte o coco ralado e o fermento e misture com uma colher. Coloque a mistura em forminha individuais untadas e enfarinhadas ou em uma forma maior e asse até dourar. 



 

4.1.13

Salada de grãos com molho de iogurte


Foi inspirada em uma receita que vi de relance em uma revista de consultório médico. Ela era mais elaborada, mas não me lembrava de todos os detalhes.

Cozinhei grãos de trigo (previamente deixados de molho na noite anterior) e lentilhas em panelas separadas, pois o tempo de cozimento é diferente. Juntei os dois em uma tigela, adicionei cebolas picadas (gosto de passá-las pela água e escorrer antes de usá-la em saladas), salsinha, manjericão e hortelã picados e temperei com um pouquinho de sal. Misturei tudo e servi com um molho à parte feito com iogurte, suco de limão, azeite, alho picado e sal. Dica: deixe o iogurte escorrer um pouco sobre uma peneira forrada com um pano de prato para que não solte tanto líquido quando for colocado sobre a salada.

Você pode adicionar outros ingredientes como cevada, legumes ou frango grelhados, alface, etc.

Um avião passava na hora em que abri a porta pela manhã. Sempre paro para observar os rastros que eles deixam no céu.


27.12.12

Far From the Tree: Parents, Children and the Search for Identity - Andrew Solomon


Este provavelmente é o último livro que leio em 2012 (ou não). Mil páginas de leitura muito instrutiva. Ele se divide em temas como nanismo, surdez, síndrome de down, autismo, esquizofrenia, prodígios, estupro, crime, transexualismo, enfim, condições e situações com as quais vários pais se deparam quando têm filhos. O autor entrevistou centenas de famílias e cada capítulo traz os relatos de suas experiências pessoais. É comovente ler sobre as dificuldades e transformações que ocorrem nas vidas de pais que têm filhos deficientes, que se comportam de formas consideradas diferentes ou inadequadas, quando as circunstâncias nas quais foram concebidos são terríveis ou quando eles parecem ir contra todos os valores que receberam na infância. 

Há famílias que se desintegram diante dos esforços e do estresse de criar um filho com dificuldades de desenvolvimento físico ou mental, ou "diferentes" de alguma forma; outras, no entanto, unem-se ainda mais. Algumas são explícitas em sua aceitação; outras, sentem vergonha. Algumas são incondicionais em seu amor; outras, reforçam ainda mais o sentimento de inadequação dos filhos.

O autor escreve sobre situações em que um elemento imprevisto é adicionado na relação entre pais e filhos e como a identidade de uns e outros é afetada no processo de busca pelo equilíbrio. Como reagir ao ser apontado como a mãe ou o pai que supostamente decidiu ter um filho incapaz de ter uma vida digna? Como conviver com as acusações e a culpa? Quais as reações e escolhas adequadas diante de filhos "diferentes"? É preciso aceitá-los ou tentar mudá-los? Como uma mãe pode amar um filho concebido após um estupro? Ou que comete crimes? Essas são algumas questões levantadas no livro. O autor deixa que os pais que entrevistou descrevam suas escolhas, digam o que pensam, permite que os filhos deem suas próprias opiniões e também fornece o ponto de vista médico e as estatísticas em cada caso.

Existem exemplos inspiradores e histórias tristes, mas é fácil perceber que, na maioria das vezes, o inferno realmente são os outros. Pais de filhos transexuais, encontram muita hostilidade. Pais com altas chances de conceber filhos com alterações genéticas - nanismo, surdez, problemas mentais ou motores - são condenados quando decidem ter um bebê. 

O livro também trata das crianças prodígio que, apesar da conotação positiva, também representam um desafio para os pais. Já no caso dos pais de crianças autistas e esquizofrênicas, as dificuldades são enormes, pois eles são excluídos do universo de seus próprios filhos e isso cria um grande sentimento de frustração e impotência.

Andrew Solomon, o autor, é homossexual e também escreve sobre seu processo de autodescoberta e aceitação. No último capítulo, ele descreve como se tornou pai e afirma que aquilo que ouviu durante suas pesquisas o ajudou a tomar essa decisão.

Recomendo a leitura para qualquer pessoa. Ele reforça as ideias de que tolerância é algo muito importante e de que ignorância e incompreensão provocam feridas difíceis de curar. O que escrevi aqui é curto e fragmentado, mas espero que tenha passado uma ideia de seu conteúdo.

(Far From the Tree ficou entre os dez melhores livros de não ficção na lista do New York Times deste ano, provavelmente demore um pouco para que seja traduzido para o português).


18.12.12

2666, Roberto Bolaño


Acabei lendo 2666 do Roberto Bolaño antes do final deste ano. E gostei muito. Bom terminar o ano com um livro ótimo, mas desconfio que este será apenas o primeiro de alguns outros, pois já tenho outras leituras engatilhadas, desta vez, livros de não ficção que me parecem muito interessantes. 

2666 é uma obra póstuma, Bolaño a escreveu antes de morrer, enquanto lutava contra um câncer, o editor escreve que o texto não seria muito diferente se Bolaño tivesse tido mais tempo para trabalhá-lo. O desejo do autor era que ele fosse publicado em cinco livros, mas acabou saindo em apenas um volume por decisão do editor e da esposa de Bolaño. Há quem concorde e quem discorde dessa decisão. Eu concordo. Apesar de as partes focarem personagens diferentes, elas se complementam, o elemento de união é uma cidade mexicana chamada Santa Teresa, onde ocorre uma série de assassinatos de mulheres, uma versão da real Ciudad Juárez. Todos os personagens acabam indo para lá em algum momento. 

Gostei muito da parte sobre os críticos, da parte sobre os assassinatos e do final, sobre Archimboldi. Os críticos são quatro pesquisadores europeus que se dedicam ao estudo de um escritor misterioso chamado Benno von Archimboldi. A parte sobre os assassinatos se concentra em Santa Teresa e descreve vários crimes cometidos nos anos 90. Gostaria que Bolaño tivesse desenvolvido mais essa parte, alguns dos personagens são muito interessantes, o jovem policial Lalo Cura e o romance entre o investigador Juan de Díos e a psiquiatra Elvira Campos dariam outros livros. 

Também há a parte sobre Amalfitano, um professor espanhol de filosofia que vive em Santa Teresa, e a parte sobre Fate, um jornalista negro que vai para a cidade cobrir uma luta de boxe. 

2666 e Os Detetives Selvagens são livros monumentais. Neles, Bolaño escreve sobre pessoas como se escrevesse sobre bolhas de sabão, coisas belas e efêmeras. E há uma sucessão delas, elas surgem e se tocam brevemente antes de desaparecem no ar.

2666 pode não ser um livro perfeito, mas é um grande livro e o próprio Bolaño, por meio de Amalfitano, reflete sobre as grandes obras literárias e sua imperfeição quando seu personagem encontra um jovem farmacêutico que prefere as obras menores dos grandes escritores:

"Ele escolheu A metamofose ao invés de O Processo, Bartleby ao invés de Moby Dick, Um Coração Simples ao invés de Bouvard e Pécuchet e Um Conto de Natal ao invés de Um Conto de Duas Cidades ou As Aventuras do Senhor Pickwick. Um triste paradoxo, pensou Amalfitano. Agora até mesmo os farmacêuticos amantes de literatura têm medo de pegar as obras grandes, imperfeitas e torrenciais, livros que abrem caminhos para o desconhecido. Eles escolhem os exercícios perfeitos dos grandes mestres. Ou o que dá no mesmo: eles querem ver os grandes mestres se pouparem, mas não têm interesse no combate real, quando os grandes mestres lutam contra algo, algo que apavora a todos, algo que nos intimida e estimula, em meio a sangue, feridas mortais e fedor."

Li em inglês, pois era a versão que tinha à disposição.



11.12.12

Biscottis com frutas secas


Gosto de preparar receitas de biscottis nesta época do ano. Elas geralmente rendem bem e são fáceis de fazer. Desta vez, experimentei a receita da BBC Food, achei que os biscottis ficaram mais duros do que os das versões que já publiquei aqui no blog antes, mas biscottis são biscoitos bem durinhos mesmo, feitos para durar muito. Talvez diminuir o segundo tempo de forno melhore esse quesito, mas ficaram bons. Usei os cranberries secos que encontrei no super no lugar das cerejas secas e apenas amêndoas, sem pistaches.



Biscottis com frutas secas

350g de farinha, mais um pouco para polvilhar
2 c chá de fermento em pó
2 c chá de mixed spices (usei um mistura de canela, cravo e noz moscada)
250g de açúcar (usei o orgânico)
3 ovos batidos
raspas da casca de 1 laranja
85g passas
85g cerejas secas (substituí por cranberries)
50g amêndoas inteiras
50g pistaches sem a casca


Preaqueça o forno à 180C. Forre duas formas com papel manteiga ou alumínio. 

Coloque a farinha, o fermento, o mixed spices e o açúcar em um recipiente grande. Adicione os ovos e as raspas de laranja, mexa até que a mistura comece a formar grumos, continue mexendo com as mãos até formar uma massa coesa, ela parece seca no começo, mas continue a trabalhá-la até que não haja mais farinha visível. Adicione as frutas secas e misture um pouco mais para distribui-las.

Coloque a massa sobre uma superfície ligeiramente enfarinhada e divida em 4 partes. Forme "troncos" com cerca 30 cm cada. Coloque dois deles sobre cada forma deixando um espaço entre eles. Asse por cerca de 25-30 min, até que a massa cresça e esteja firme ao toque, ainda sem tomar cor. Retire do forno e deixe esfriar por alguns minutos até atingir uma temperatura que permita o manuseio. Abaixe a temperatura do forno para 140C.

Com uma faca, corte cada um dos "troncos" em fatias com cerca de 1 cm de espessura na diagonal. Distribua os biscottis com o corte voltado para baixo sobre as formas. Asse por mais 15 minutos, vire e asse mais 15 minutos para secarem e dourarem. Deixe esfriar e conserve em um recipiente fechado por até um mês. 


28.11.12

Resoluções literárias para 2013



Limpeza. Começando pelos pingos de tinta aqui e ali. Poeira das lâmpadas do lado de fora, gavetas, armários e estantes de livro. Sempre acabo separando alguns livros para ler quando tiro o pó das estantes. Os livros e as estantes são sempre os mesmos, mas minhas escolhas geralmente mudam muito, o que me faz ter a ilusão de que, de certa forma, eu possa ter mudado. Pretendo ler ao menos um livro do Philip Roth em 2013, nunca li nada dele, também penso em começar 2666 do Roberto Bolaño, porque Detetives Selvagens foi praticamente o último livro que li com pena de saber que acabaria. Nenhum livro me marcou este ano, não houve nenhum que me agarrasse, arrastasse pelo chão e me fizesse chorar. Recomecei o primeiro volume da trilogia Tu Rostro Mañana do célebre Javier Marías pela segunda vez e parei no mesmo lugar, talvez devesse começar com algo mais modesto. Li muita coisa prática do estilo "aprenda a..." ou "como fazer...", alguns textos em japonês, não deu para ler em alemão. Tomei muitas decisões baseadas em meu amor pelos livros ao longo da vida, de vez em quando fico com um medinho de que ele acabe e ter que me perguntar: "E agora, José?".



21.11.12

Salada de batatas para aperitivo


Faço assim: cozinho batatas bolinhas inteiras em água e sal até que fiquem macias, tempero ainda quentes com vinagre, cebola picada, salsinha picada, pimenta vermelha picada, azeite, sal e pimenta do reino. Deixo tomar gosto por algum tempo e pronto.

* Gosto que  o vinagrete fique bem ácido e picante, mas depende da preferência de cada um.




20.11.12

Em salas de espera


Quando éramos crianças, meu pai trabalhava como autônomo e plano de saúde era um luxo, o que nos levava a recorrer sempre ao serviço público. Na verdade, só procurávamos um médico em emergências, nessas ocasiões, íamos direto para um pronto-socorro, geralmente em horários de plantão, pois era quando meu pai estava em casa e podia nos levar. Lembro do monte de gente na frente da recepção esperando seu nome ser chamado para ir para outra sala onde havia mais espera, ou seja, havia uma antessala da sala de espera. Uma perna quebrada e um resfriado mais resistente eram resolvidos assim.  Por sorte, eu e meus irmãos nunca tivemos nada mais complicado na infância.

Já um pouco mais velha, passei por um período psicologicamente complicado e isso teve alguns efeitos físicos que me levaram a procurar um gastrologista. Um episódio verdaderiramente kafkaniano. Para conseguir ver o médico, era necessário ir bem cedo ao SUS da cidade vizinha para pegar uma senha. O número de senhas distribuídas por dia era limitado e quem não conseguisse o papelzinho tinha que voltar no dia seguinte. Com senha em mãos, ainda era preciso seguir até a recepção, esperar sua vez e marcar o horário com a especialista desejado. Coisa de mês ou mais. 

Enfim, chegou o dia. A sala de espera estava lotada e não havia um horário definido. Todo mundo chegava e ficava esperando ser chamado. Os mais sortudos seriam chamados primeiro. Tratamento de gado. Estava sentada lá e uma senhora, gente simples, se sentou ao meu lado acompanhada da neta e começou a puxar assunto. 

Olhando ao redor, "Nossa, só tem homem!". Voltando-se para mim, "Você sabe que os homens vêm aqui porque têm problema lá no c*, né? Eles fazem 'aquilo' com outros homens. São todos vi***s!". Lembrando que o nome da especialidade é gastroenterologia). Nem lembro se disse algo, acho que ignorei. Era uma senhora de idade, com preconceitos bem arraigados. Aquela conversa, mais o ambiente geral, mais a espera, deixaram-me deprimida.

A vida é cruel.

***

Realizei uma cirurgia com o Dr. X há trocentos anos atrás para remover um nódulo de uma das mamas e agora sou obrigada a visitá-lo sempre para acompanhar os nódulos que sobraram, tenho um par deles, são todos benignos e vivem sendo fotografados, já se tornaram íntimos. 

Quando conheci o Dr. X, ele era um médico promissor em início de carreira que atendia em um consultório lotado e minúsculo. Dez anos depois, entro em uma clínica espaçosa, com uma sala de espera com televisão de várias polegadas, revista Caras, wifi e máquina de café espresso. Uma mudança e tanto. O que não mudou foi o tempo de espera de várias horas. A mulherada que aparece lá sabe que tomará um chá de cadeira, mas todas estão resignadas, afinal, Dr X virou um bam-bam-bam da área. De quebra, ele é simpático. Sua sala é grande, cheia de livros médicos, um Aurélio, próteses de silicone sobre a mesa, um pequeno altar e bíblia na estante. 

Na última vez, uma senhora de uns setenta anos entrou na sala de espera e, apesar das inúmeras poltronas vazias, decidiu se sentar entre mim e outra paciente. Dava para ver que ela queria ter com quem conversar. Chegou fazendo perguntas sobre o tempo de espera para a vizinha da direita, esta notou as intenções da senhora e saiu sob o pretexto de beber água. Eu era a outra alternativa e ela perguntou qual era meu horário e começou a comentar que já vinha preparada para esperar. "Eu venho quando não tenho mais nenhuma preocupação, porque sei que vou ficar aqui o dia inteiro!", pausa, "Minha única preocupação é o meu marido, ele tem aquela doença que faz a pessoa fugir... Fico com medo de que ele saia de casa e suma, depois eu tenho que ir procurar. Ele tem parkinson!", batendo na testa, "Não é aquela outra, como se chama? Alzeheimer! Isso! Ele foge e eu tenho que procurar!" Balanço a cabeça sem saber o que dizer, mas não quero prolongar a conversa que não sei onde pode chegar. Felizmente, sou chamada.

A vida é triste.


17.11.12

Costelinha de porco ao molho barbecue e biscuits de batata-doce


Pintor emendou o feriado enquanto meu médico querido e atrasildo atendeu ontem, resolvi ir, achei que o feriado diminuiria a disposição das pacientes de aparecer e a espera seria menor do que três horas, e foi. Cheguei às 8h e fui atendida às 9h30 (a consulta era as 9h).

Depois da espera, encontrei o O. para fazer as compras da semana. Geralmente evito as costelinhas de porco porque as acho muito gordurosas, mas vi algumas com muito boa aparência no supermercado e resolvir comprar. Sempre que comemos em restaurantes de pratos "americanos", o O. pede costela com molho barbecue, então, resolvi testar uma receita em casa.

Usei a versão da Irene com adaptações. Dei um toque oriental adicionando gengibre ao tempero da carne. Gostei da ideia de assar as costelas pré-temperadas cobertas com papel alumínio e descartar o líquido fora, basicamente gordura, e depois cobrir com molho barbecue e levar ao forno novamente para finalizar.

Como acompanhamento, fiz um coleslaw simples: coloco repolho picado, cenoura ralada e cebola fatiada em uma tigela grande, junto um pouco de sal e misturo. Deixo descansar um pouco, depois dou algumas espremidas com as mãos para retirar o excesso de líquido e para reduzir o volume. Tempero com maionese, mostarda tipo dijon, vinagre, pimenta do reino e mel, quando há necessidade, um pouco de sal.

O outro acompanhamento foi um biscuit feito com batata-doce e alecrim. Ficou bastante bom. Crocante e quebradiço, acho que foi a primeira vez em que um biscuit feito por mim ficou decente. Vi a receita no A Sweet Spoonful, fiz adaptações, reduzi a quantidade de manteiga e substituí o leite por creme de leite, pois tinha quase uma caixinha inteira aberta na geladeira.




Costelinha de porco ao molho barbecue (adaptada daqui)

1 costelinha de porco, aproximadamente um quilo a um quilo e meio (usei a costelinha já em pedaços e removi os pedaços maiores de gordura)
sal a gosto
3 dentes de alho picados
1 c sopa de gengibre ralado

Molho Barbecue Caseiro

 2 copos de ketchup (eu usei da marca Heinz)
1/4 de copo (americano) de vinagre
1/4 de copo (americano) de molho inglês
1/4 de copo (americano) de açucar mascavo
2 colheres (sopa) de melaço 
2 colheres (sopa) de mostarda dijon
1 colher (sopa) de molho de pimenta Tabasco
1/2 colher (chá) de pimenta do reino


Misturar todos os ingredientes do molho barbecue caseiro em uma panela e levar ao fogo médio até o molho engrossar. Deixar esfriar e reservar.

Temperar a costelinha de porco com sal, alho e gengibre e  deixar descansar por no mínimo 30 minutos. Colocar a costelinha de porco em uma assadeira pequena forrada com papel alumínio. Cobrir os dois lados da costelinha de porco com a metade do molho barbecue caseiro que estava reservado. Embrulhar a costelinha de porco no papel alumínio duas vezes (um papel alumínio sobre o outro) para não vazar o molho. Deixar a costelinha de porco embrulhada dentro da assadeira na geladeira de um dia para o outro.

Tirar da geladeira a assadeira com a costelinha de porco embrulhada e levar para assar em forno baixo (mínimo) por aproximadamente 1 e 1/2 hora (no mínimo uma hora).

Tirar o alumínio e jogar fora todo o líquido que acumulou durante o cozimento.

Forrar outra assadeira pequena com o papel alumínio. Besuntar bem os dois lados da costelinha de porco com o restante do molho barbecue caseiro.

Levar novamente para assar em fogo médio para dourar por aproximadamente 45 minutos.







Biscuit de batata-doce e alecrim (adaptada daqui)

3/4 x de batata-doce amassada (cerca de 1 grande, a minha rendeu cerca de 1 1/2x e usei tudo)
3/4 x de farinha integral
3/4 x de farinha
3 1/2 c chá de fermento em pó
3/4 c chá de sal
1 c sopa de alecrim seco bem picado
4 c sopa de manteiga fria cortada em cubinhos
1/2 x de creme de leite

Comece preparando as batatas: pré-aqueça o forno à 200 C. Pique a batata com um garfo várias vezes e coloque sobre uma das grades do forno. Asse por cerca de 1 hora ou até que fique macia. Retire do forno e deixe esfriar completamente. Descasque e amasse com um garfo. (Como não queria usar o forno só para assar a batata, eu a piquei em pedaços grandes, coloquei em um refratário, cobri com filme plástico e levei ao micro-ondas. Deixei alguns minutos em potência alta e ia picando para ver se estava no ponto ideal. Descasquei e usei).

Aumente a temperatura do forno para 220C. Unte uma forma com manteiga ou forre com papel manteiga.

Misture as farinhas, o fermento, o alecrim e o sal em uma tigela grande. Junte a manteiga e, com as pontas dos dedos, incorpore-a aos ingredientes secos até obter uma espécie de farofa. Adicione o creme de leite e a batata-doce e misture apenas o suficiente para formar uma massa mais coesa. (Adicione leite caso fique muito farinhento, a massa tem aparência bem rústica).

Derrube 2-3 colheradas dessa mistura para formar um biscuit (ou faça menores com uma colherada grande como eu) sobre a assadeira. Asse por cerca de 16-20 minutos, ou até que eles cresçam e a parte superior fique firme e comece a dourar. São melhores logo após serem feitos, mas podem ser conservados à temperatura ambiente e aquecidos antes de serem servidos. 

Na receita original, a autora os serve com Honey Butter: 3/4 de manteiga à temperatura ambiente com 3 c sopa de mel.