26.5.14

Naporitan Pasuta


Ou "pasta napolitana". Japoneses são criativos na cozinha. E têm uma grande fixação por ketchup e maionese que usam em várias receitas. Esses ingredientes se popularizaram depois do final da segunda guerra, como esta versão de massa feita com ketchup no lugar do molho de tomate que, de "napolitana", deve ter só o nome. Acreditem se quiser, o prato tem cara de junk food, mas é bom, muito bom. Vi a receita na NHK. O original se chama "Espaguete Napolitano" e leva salsichas, mas usei a massa que tinha (talharim) e substituí a salsicha por um pouco de bacon. Prato caseiro japonês.



Naporitan Pasuta

200g de espaguete (ou outra massa comprida)
1 c sopa de óleo
1 dente de alho fatiado
200 de cebola em fatias grossas
80g de shimeji (não usei)
sal a gosto
80g de salsichas picadas (ou bacon)
40g de ervilhas frescas ou congeladas
120g de ketchup
2 c sopa de vinho tinto
pimenta do reino a gosto
20g de manteiga

Cozinhe a massa de acordo com as instruções da embalagem, escorra, junte um pouco de óleo e misture para que ela não grude. Reserve enquanto prepara o molho.

Em uma frigideira ou panela antiaderente, refogue o alho no óleo, junte as cebolas, o shimeji, tempere com um pouco de sal, coloque a salsicha, as ervilhas e o ketchup. Adicione os ingredientes um de cada vez permitindo que eles "fritem" um pouco, não é necessário misturar continuamente. Junte o vinho e, agora sim, misture um pouco mais para que tudo seja envolvido pelo ketchup. Tempere com pimenta do reino a gosto, coloque a massa cozida e envolva-a com o molho. Junte a manteiga para finalizar, mexa e pronto.

26.4.14

Oniguiri com wakame, gergelim e umeboshi


Esses dias tenho levado oniguiris (os bolinhos de arroz japonês) para o almoço antes da aula. Às vezes faço a refeição dentro do ônibus mesmo (desde que ninguém se sente do meu lado e durma, afinal, são duas horas de viagem) e eles são uma boa opção, pois não fazem sujeira e não têm cheiro forte.

Essa versão é do livro Simply Onigiri. Ele traz várias ideias de como preparar bolinhos diferentes, mas, basicamente, basta juntar algum ingrediente ao arroz, ou recheá-lo, e modelá-los. Para finalizar, é só envolver com uma folha de nori.



Preparo do arroz (método do livro)


(Não sigo todos esses passos à risca, mas achei que poderia ser útil para quem não tem muita experiência com o arroz japonês)

Coloque a quantidade de arroz (arroz japonês, glutinoso) a ser usada em um recipiente e junte água suficiente para cobrir os grãos. Misture várias vezes com uma das mãos sem apertá-los para que não se quebrem. Escorra. Sem adicionar água, faça movimentos circulares com a mão (cerca de dez vezes), adicione água e escorra. Repita esse último procedimento até que a água torne-se quase transparente. 

Após lavar o arroz, coloque em uma peneira, cubra com um pano úmido e deixe descansar por 30 minutos. Os grãos absorverão a água e ficarão maiores. 

Para cozinhar, meça o arroz, coloque-o na panela e adicione uma medida e meia do volume de arroz de água. (Por exemplo, se tiver 1 xícara de arroz lavado, você precisará de 1 xícara e meia de água). Tampe e leve ao fogo médio, espere ferver. Abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 15 minutos. Retire do fogo e deixe descansar com a panela tampada por 10 minutos. Destampe e misture o arroz com uma espátula. Cubra levemente com um pano úmido e coloque a tampa, deixe assim até o momento de usar.




Oniguiri com wakame, gergelim e umeboshi

 (Para 8 oniguiris)

6 c sopa de wakame
480g de arroz japonês cozido
2 c sopa de gergelim tostado
sal a gosto
umeboshis sem caroço picados a gosto

Coloque o wakame em um saco tipo ziplock e use um rolo ou as mãos para esmigalhá-lo. (Tive que tostar meu wakame em uma frigideira para que ele ficasse crocante e quebradiço). Misture o wakame esmigalhado ao arroz cozido quente. Cubra o recipiente com um filme plástico e deixe descansar por 5 minutos. Adicione o gergelim tostado, o umeboshi, sal a gosto e misture com cuidado. Umedeça as palmas das mãos, pegue uma porção de arroz com a espátula, molde o oniguiri no formato desejado e envolva com um pedaço da folha de nori cortado no tamanho que achar apropriado. (Ainda não tinha usado o nori quando tirei as fotos). Repita o procedimento até que a mistura de arroz acabe.


Minhas orquídeas estão em flor outra vez


23.4.14

Pickles de legumes bem simples

 

Receita vietnamita. Ela é bem simples e rende um gostoso pickles agridoce que pode ser conservado na geladeira por até dez dias. (Comi tudo sozinha em dois!).

Daqui, visto aqui.



Pickles agridoce de legumes 


Para um vidro grande de legumes variados (cenouras, pepino, couve-flor, nabo, etc., limpos e cortados em fatias ou palitos)

Marinada:
1 x de vinagre de vinho branco ou arroz

1 x de açúcar (usei orgânico por isso o líquido ficou um pouco mais escuro)
1,5 x de água

1 c café de sal


Coloque o vinagre, a água e o açúcar e leve ao fogo, espere ferver. Retire do fogo, junte o sal, misture e espere esfriar.
Coloque os legumes preparados em um vidro grande (ou dois médios como eu, ou tupperwares), cubra com a marinada, tampe e deixe na geladeira por no mínimo uma noite antes de consumir.

Na receita original o sal é juntado aos legumes ao invés de colocado na marinada. Eles então ficam em repouso por 10 minutos antes de serem espremidos para retirar o excesso de líquido. Você também pode colocar dentes de alho inteiros descascados ou pimenta dedo de moça sem sementes fatiada ou inteira, como preferir, para dar um sabor diferente.


18.4.14

Bolo de chocolate (em forma de cupcake)


Receita postada pelo Richie, que faz sobremesas arrasadoras, esta não é exceção, fez muito sucesso blogosfera afora e achei que era uma boa época para testá-la. 

Fiz metade da receita da massa e assei em uma forma de muffin de seis buracos. Deu certinho, só devia ter untado melhor porque ela cresceu um bocado e grudou um pouco no fundo. Também fiz metade da receita de glacê, usado só na cobertura. Ficou gostoso, a massa é ótima, mas achei o glacê meio enjoativo, gosto mais de glacês à base de cream cheese. (De qualquer forma, bolo de chocolate nunca foi meu favorito).


Uma de nossas últimas aquisições. Um moedor de café manual para fazer par com nossa cafeteira retrô. Usava um moedor elétrico de lâmina que também serve para moer temperos para moer os grãos de café, mas era difícil acertar a moagem com ele. O manual exige paciência e trabalho braçal, mas cumpre o serviço. Quanto à máquina de espresso, ela é bonita, mas o café é apenas razoável, está longe de produzir a crema dos meus sonhos... rs

Passo a receita do bolo inteiro e uma trilha sonora para o final de semana, acho que já postei Cigarettes and Chocolate Milk do Rufus Wainwright antes, mas vira e mexe, gosto de ouvi-la outra vez:






Bolo de Chocolate

[rende um bolo de duas camadas com 20cm de diâmetro e 10cm de altura. Você vai precisar de 2 fôrmas redondas de 20cm de diâmetro].

Para a massa:
1 e 3/4 xícaras de farinha de trigo;
2 xícaras de açúcar;
3/4 de xícara de cacau em pó de boa qualidade;
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio;
1 colher de chá de fermento em pó;
1 colher de chá de sal;
1 xícara de buttermilk*;
1/2 xícara de óleo vegetal;
2 ovos;
1 colher de chá de extrato de baunilha;
160ml de café espresso quente [ou um café forte, feito com café solúvel].


Para o recheio e cobertura:
240g de chocolate meio amargo picado (use um chocolate de boa qualidade com alta porcentagem de cacau)
300g de manteiga [sem sal] em temperatura ambiente;
1 gema de ovo grande [como a cobertura não é cozida e gema crua pode não ser legal, você pode trocar por 3 colheres de sopa de leite, ou creme de leite fresco];
1 e 1/2 colheres de chá de extrato de baunilha;
1 e 1/2 xícaras mais 2 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro peneirado;
1 e 1/2 colheres de sopa de café solúvel;
3 colheres de sopa de água quente.



Preparando a massa:
Corte 2 círculos em papel manteiga, de 20cm de diâmetro cada. Unte as fôrmas com manteiga. Forre o fundo de cada uma com os círculos de papel manteiga e unte o papel manteiga. Enfarinhe as fôrmas, tirando bem o excesso. Reserve.
Preaqueça o forno a 170 graus.
Em uma tigela grande misture bem, com um fouet ou na batedeira em velocidade baixa, a farinha, o açúcar, o cacau, o bicarbonato, o fermento e o sal. Em outra tigela misture o buttermilk, o óleo, os ovos e a baunilha. Incorpore, aos poucos, a mistura de líquidos à mistura de sólidos, sem bater. Adicione o café quente e mexa até incorporar.
Divida a massa nas duas fôrmas preparadas e asse por 35 minutos, até que enfiando um palito no centro ele saia limpo.
Deixe os bolos descansarem dentro da forma por 30 minutos, então vire-os e deixe que esfriem completamente. Retire com cuidado o papel manteiga.


Prepare o recheio:
Derreta o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas. Mexa para uniformizar e espere chegar na temperatura ambiente. Reserve.
Na batedeira, em velocidade média, bata a manteiga até que ela fique clara e cremosa. Adicione a gema, a baunilha e bata por 1 minuto, lembrando de raspar as laterais da tigela. Em velocidade baixa adicione o açúcar de confeiteiro peneirado e bata por mais 1 minuto.
Em uma tigelinha, dissolva o café solúvel na água quente.
Incorpore aos poucos o chocolate derretido e o café dissolvido no creme de manteiga.


Montando o bolo:
Sobre o prato de servir coloque um dos bolos, com o lado reto [onde estava o papel manteiga] para cima. Com uma espátula distribua um terço do creme e cubra com o outro bolo, esse com o lado arredondado para cima. Cubra as laterais e o topo com o restante do creme.
Deixe gelando por pelo menos 1 hora antes de cortar. Ah, e se você fizer na véspera, mantenha na geladeira, mas retire 1 hora antes de servir.


*Sempre que faço manteiga retiro o buttermilk e congelo - é esse que uso nessa receita. Porém existem métodos caseiros de se preparar buttermilk:

_para 1 xícara de leite adicione 4 colheres de chá de suco de limão ou vinagre branco. Deixe descansar em temperatura ambiente por 10 a 15 minutos, até ficar com a aparência de leite talhado;
_ em uma xícara de medida coloque duas colheres de sopa de iogurte ou coalhada, e complete até a medida de 1 xícara com leite.

16.4.14

Quiabo com vinagrete de cebola roxa


Quiabos limpos cozidos no vapor até ficarem macios, mas ainda firmes, e um vinagrete feito com cebola roxa, suco de limão, azeite e sal. 

14.4.14

Fazenda Yamaguishi - Jaguariúna - SP


Faz alguns anos que compro orgânicos da Fazenda Yamaguishi, gosto muito das verduras que chegam frescas e dos ovos (mas não consumo exclusivamente orgânicos em casa, sou bem flexível nesse sentido, não demonizo a monocultura e a indústria alimentícia, acho que é preciso fazer escolhas que atendam às necessidades de cada um de forma consciente).

Desde o ano passado eu recebia e-mails avisando sobre essas visitas de um dia para conhecer a propriedade. As inscrições esgotam rápido, três dias e já era, perdi o prazo na primeira vez e, em outra ocasião, viajei e não deu certo. Finalmente consegui ir no último domingo, com o braço na tipoia para variar. 

Foi bacana ver como as verduras que consumo são produzidas e conhecer pessoalmente as galinhas que botam os ovos que chegam em casa. Há toda uma filosofia de vida por trás do funcionamento da fazenda, uma comunidade que prioriza o respeito pela natureza e o bem-estar de todos os seus moradores (mas essa parte "filosófica" não chegou a ser aprofundada durante a visita). 

Chegamos às 9h30, esperamos os outros participantes, vimos a estufa de verduras e vegetais, passamos pelas plantações e nos dirigimos à granja onde observamos os pintinhos e recolhemos ovos, bem, eu só fiquei olhando... 

Houve uma breve roda de discussão para quem quisesse fazer perguntas e depois um almoço com produtos da fazenda. Comida simples e com sabor caseiro. Ao final, é possível fazer uma feirinha. Como já tinha feito a compra da semana, fomos embora mais cedo. O. estava cansado de andar debaixo do sol  (falta de hábito, sabem como é...).

Os campos não estavam em seu melhor momento, a falta de chuvas tem afetado a produção, mas havia verduras e alguns vegetais nos pés. A parte da granja é relativamente grande. Os galinheiros têm espaço para as aves ciscarem e uma área coberta onde podem botar os ovos e se abrigar. Eles são limpos e as galinhas estão com muito boa aparência. Segundo o Sr. Romeu, que nos mostrou a propriedade, quando as galinhas atingem uma determinada idade/ciclo produtivo, elas são doadas vivas para comunidades carentes ou instituições de caridade.

A fazenda fica em um lugar muito agradável e recebe pessoas interessadas em fazer estágio, especialmente alunos de agronomia, o problema é que a demanda é grande. 

De tempos em tempos, eles organizam cursos nos quais os participantes são convidados a se recolher para examinar a si  mesmos, um tipo de "retiro" sem a parte religiosa. Eles também recebem grupos de crianças e jovens que podem fazer novas amizades e ter contato com a terra e com os animais. (Tive um colega que contou que sua mãe o inscreveu em um desses eventos. Ele não gostou muito, pois tinha que acordar cedo e ajudar com o serviço da fazenda, mas a mãe dele adorou, pois ele voltou comendo tudo o que não comia antes).

Tenho a impressão de que a fazenda organiza as visitas três ou quatro vezes por ano, sempre aos domingos. Quem quiser ser avisado sobre a próxima vez pode se cadastrar aqui. Se participar, vá preparado para andar na terra e entrar nos galinheiros. Chapéu e botas não são má ideia.

Espinhos da pupunha
pupunha
quiabo
pintinhos fofos

galinheiros
elas acharam que iriam receber comida e se amontoaram na frente do galinheiro


9.4.14

Bolo integral de bananas, aveia e ameixas secas


Entrei na quarta semana após a fratura na clavícula e finalmente sinto que estou melhorando, a amplitude dos movimentos do braço aumenta pouco a pouco. É tão frustrante não conseguir levantá-lo ou estendê-lo para onde quero! Dormir só de um lado ou com a barriga para cima também não é nada agradável. Mas bem, estou na fase da resignação, já fiquei com raiva de mim mesma por ter caído por descuido e depois chateada, agora chega. Volto ao médico na próxima semana e veremos se ele me libera da tipoia. 

Até fiz um bolo hoje. Parece que só como bolo de banana, mas deve ser verdade mesmo. Costumo comprar bananas para alimentar os pássaros e, como elas amadurecem ao mesmo tempo, tenho que dar um jeito de acabar com aquelas que sobram.

O bolo é gostoso. Dá para variar bastante.




 Bolo integral de bananas, aveia e ameixas secas
 

6 bananas
3 ovos
1/2 xícara de chá de leite desnatado
1/2 xícara de chá de óleo
1 xícara de chá de açúcar mascavo
6 ameixas secas sem caroço
1 xícara de chá de farinha de trigo integral
1 xícara de chá de aveia
1 colher de sopa de fermento
Canela em pó a gosto



No liquidificador, bata 1 banana, os ovos, o leite, as ameixas e o óleo. Acrescente o açúcar e bata mais um pouco. Em uma vasilha, coloque a farinha de trigo, a aveia e o fermento. Junte a mistura do liquidificador e mexa bem.

Coloque metade da massa em uma forma quadrada untada e enfarinhada, as 5 bananas restantes cortadas em rodelas e salpique com canela. Cubra com o restante da massa e leve ao forno pré-aquecido.

Sugestões: O recheio pode ser uma mistura de banana e maçã.

31.3.14

O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação - Haruki Murakami


Na época do colégio, Tsukuru Tazaki pertencia a um grupo de amigos muito unido em Nagoya, cidade onde cresceu. Três rapazes e duas garotas. Com exceção de Tsukuru, todos os demais possuíam o ideograma de alguma cor em seu sobrenome e algum talento que os distinguia. Kuro era a garota de língua afiada que gostava de escrever; Shiro era a pianista. Ao era o esportista e, Aka, o intelectual. Por isso, Tsukuru não conseguia deixar de sentir que ele era o "incolor" do grupo, sem nada que o distinguisse de alguma forma. Após o colégio, ele é o único que deixa a cidade e vai a Tóquio para prosseguir os estudos, mas ele retorna sempre que há algum feriado para rever os amigos. 

No segundo ano de faculdade, algo inexplicável ocorre, ele retorna para a casa dos pais em Nagoya e nenhum de seus amigos atende suas ligações. Ao final,  Kuro pede que ele pare de ligar, pois nenhum deles iria mais vê-lo. Tsukuru fica chocado e não consegue explicar o motivo desse rompimento repentino de relações. Ninguém lhe explica nada e ele retorna a Tóquio em estado de choque. Ele tenta esquecer o que ocorreu mergulhando nos estudos, termina a faculdade de engenharia e encontra um emprego em uma construtora de estações de trens da capital. Dezesseis anos se passam, mas a dor continua viva. Uma namorada acha que seu passado impede que ele se envolva com outras pessoas e atrapalha seus relacionamentos. Ela o  aconselha a procurar os antigos amigos para pedir explicações e esclarecer esse episódio de seu passado. 

Este é o enredo do último livro de Haruki Murakami, a tradução para o inglês deve sair no segundo semestre.

Pensei em comprar o original, mas o dólar subiu e desisti. Consegui uma tradução em alemão e foi a que li. Demorei para terminar. Achei arrastado, parava, voltava. (Fraturar a clavícula até que me ajudou a colocar algumas leituras em dia). Tinha esperanças de que o livro fosse melhor do que 1Q84, mas Murakami parece ter perdido o seu "jazz". Achei muitas coisas repetitivas, tive a impressão de que ele recolheu alguns pedaços de textos, algumas ideias já usadas aqui e ali, e criou um romance. Ou, como mencionei antes, talvez seja eu que não me identifique mais com os seus protagonistas trintões, solitários, pouco assertivos e que lamentam a perda de algo irrecuperável.

Apesar disso, ainda consegui me identificar com alguns pontos do romance. Também fazia parte de um grupo de amigos, três garotas e dois rapazes, no qual me sentia muito à vontade. Amava cada um deles de uma forma que só é possível na adolescência. Também nos afastamos quando entramos na faculdade. Nós nos víamos cada vez menos até perdermos totalmente contato. Mudamos, fizemos escolhas e seguimos caminhos diferentes. Sobraram lembranças e talvez alguns ressentimentos. Tsukuru, como eu, tem 36 anos quando vai ao encontro dos antigos amigos e descobre o que ocorreu com cada um deles. Às vezes, fantasio como seria o reencontro de nosso grupo... Provavelmente seria estranho. (Se algum de vocês ler este blog, espero que esteja bem e que, na medida do possível, esteja satisfeito com sua vida, pois sei que ela não saiu exatamente como imaginávamos. Saiba, também, que vocês sempre ocuparam um lugar importante em meu coração).

28.3.14

Bolo integral de banana com mel


Receita que estava entre os rascunhos. Bolinho simples de banana e farinha integral. Mel no lugar do açúcar.




Bolo integral de banana e mel

1/3 x de óleo de coco ou outro óleo vegetal
1/2 x de mel
2 ovos
1 x de bananas amassadas
1 c chá de essência de baunilha (não usei)
1/2 c rasa de chá de sal
1/2 c chá de canela em pó
1 3/4 x de farinha de trigo integral (os 3/4 foram de farinha normal, pois a integral acabou)
1 c chá de bicarbonato de sódio
1/4 x de água quente


Preaqueça o forno à 165 C e unte uma forma de bolo inglês.

Misture o óleo e o mel, adicione os ovos e bata bem. Junte a banana, a baunilha, o sal e a canela e, por fim, a farinha. Misture muito bem. Adicione o bicarbonato à água quente em um copo, junte à massa. Misture até incorporar e coloque a massa na forma. (Não sei qual é o efeito de misturar a água e o bicarbonato, se é realmente necessário, mas o bolo cresceu).

Asse por 60-65 minutos ou até que um palito inserido em seu interior saia limpo. Espere esfriar por 5 minutos antes de desenformar e mais 30 min para fatiar.




17.3.14

Frigideria tex-mex de frango, vegetais e queijo


E hoje acordei às 5h30 porque meu novo vizinho fez um galinheiro no quintal e o galo começou a cantar e não parou até o sol nascer. Tomei o café e aproveitei para limpar a piscina em seguida. Ia descer a escada da casa de máquinas quando pisei em falso e fui ao chão como uma fruta madura. Cai de uns dois metros. A primeira coisa que fiz foi checar os machucados, verificar o que doía. Algumas escoriações e um corte entre o polegar e o indicador, até pensei em ligar a bomba e esquecer a queda, mas não conseguia levantar o braço direito, sentia muita dor, esperei um pouco e subi a escada de volta. Tentei agir com normalidade. Lavei a louça devagar, escovei os dentes com a mão esquerda e finalmente pedi para o O. me levar para o hospital. O residente de ortopedia teve dúvidas mortais sobre se havia algo olhando a radiografia, pediu para eu fazer outra e chamou o médico responsável para dar uma opinião. Ele disse que havia uma fratura na clavícula. Não chegou a quebrar e eu mesma tenho minhas dúvidas sobre se o diagnóstico é tão sério. Sei que dói bastante e levantar o braço é terrível. Não preciso de gesso, mas terei que usar uma tipoia durante algum tempo para ficar com o braço imobilizado. Com um opiáceo e dois anti-inflamatórios, até que dá para levar, no entanto, ficarei um pouco afastada do blog.  (E, sim, eu culpo o galo!).


Esta receita estava nos arquivos, da época da minha febre mexicana. Muita boa. É só preparar as tortillas e, como escreve a Neide Rigo,  nhac!




Frigideira tex-mex de frango, vegetais e queijo


2 filés de peito de frango cortados em fatias/pedaços não muito grandes (cerca de 275-300 g)
1 c chá de chili em pó (ou a gosto)
1/2 c chá de cominho em pó
sal e pimenta a gosto
farinha para polvilhar
2 c sopa de manteiga
1 cebola em fatias (usei roxa)
2 cebolinhas fatiadas 
150 g milho congelado (ou enlatado) opcional (não usei)
1 dente de alho picado
1 pimentão vermelho fatiado
1 jalapeno sem sementes fatiado (não usei, pode ser chipotle também)
1 c chá de orégano
50 ml caldo de frango ou água (coloquei apenas uma ou duas colheradas para não secar)
suco de limão gosto
100 g queijo (cheddar ou outro)


Tempere o frango com o chili, sal e pimenta. Passe os pedaços pela farinha.

Aqueça 1 c sopa de manteiga em uma frigideira grande e doure os pedaços de frango por cerca de 2 minutos. Não é necessário que cozinhem completamente. Remova-os da frigideira, coloque sobre um prato e reserve.

Na mesma frigideira, aqueça a manteiga restante e refogue a cebola, o alho e a cebolinha. Junte o milho, o pimentão, o jalapeno e o oregano. Cozinhe por alguns minutos e tempere com sal e pimenta. Devolva os pedaços de frango à frigideira. Deixe cozinhar um pouco e coloque suco de limão a gosto. Adicione o caldo de frango ou água. Misture com cuidado, corrija o tempero caso necessário. Depois que o caldo tiver se reduzido um pouco, distribua o queijo sobre tudo, tampe e cozinhe até que ele derreta. (Ou, se preferir e caso sua frigideira seja apropriada para isso, coloque-a no forno sem a tampa com o grill ligado e deixe o queijo derreter e dourar).

Para servir: 4 tortillas de trigo, limão em pedaços, creme azedo, salsa, guacamole...