29.11.06

Hermit in Paris - Italo Calvino

Italo Calvino nasceu em Havana, Cuba, filho de um pesquisador de agronomia e de uma pesquisadora de botânica, e cresceu em San Remo, na Italia, terra natal de seus pais. Os textos autobiográficos de Calvino repetem mais ou menos isso: eles contam como foi crescer em San Remo, falam sobre seu engajamento no partido comunista, sua luta contra o fascismo e sua entrada no mundo das letras. Apenas seu primeiro texto, sob a forma de cartas, é um pouco diferente, ele conta sua estadia em Nova York, patrocionada por uma bolsa da Fundação Ford.

Li o livro em inglês, mas ele já foi traduzido para o português pela Cia das Letras. Ele é feito de uma série de pequenos textos escritos por Calvino, quase pequenas notas. Minha opinião sobre o autor é um pouco ambígua, acho seu livro, "As cidades invisíveis", maravilhoso, de uma beleza onírica, mas nunca consegui continuar lendo suas outras obras após uma ou duas páginas. Deve ser minha falha. Mas se não gosto tanto assim do autor, por que li seus textos autobiográficos? Devo andar em uma fase em que acho as vidas das pessoas mais ricas do que as ficções, talvez até mais interessantes, porque são reais. Preciso de um pouco de realidade agora. Deve ser isso...

Esta é a resposta dada por Calvino ao New York Time Books Review quando lhe perguntaram qual personagem de um romance ou obra de não ficção ele desejaria ser:

"Eu gostaria de ser Mercúcio. Entre suas virtudes, admiro, acima de tudo, a sua leveza em um mundo cheio de brutalidade, sua imaginação sonhadora - como o poeta da Rainha Mab - e, ao mesmo tempo, sua sabedoria, como a voz da razão em meio ao ódio fanático dos Capuletos e Montagues. Ele se mantém fiel aos velhos códigos de cavalheirismo ao preço de sua vida talvez apenas em nome do estilo, mas ainda é um homem moderno, cético e irônico: um Dom Quixote que sabe muito bem o que são os sonhos e o que é a realidade, e vive ambos com os olhos abertos."

25.11.06

Cookies de aveia e coco

Estes cookies são do Bakingsheet, eles ficam muito crocantes e bem gostosos. Eles se espalham muito enquanto assam, modelei os cookies como bolinhas e depois eu as achatei, tinha deixado um bom espaço entre eles, mas quase ficaram grudados uns nos outros. No dia seguinte eles pareciam menos crocantes e mais duros, mas ainda estavam muito bons!


Cookies de aveia e coco

2 x de farinha (usei 1 x de farinha normal + 1 x de farinha integral)
1 c chá de bicarbonato de soda
1/2 c chá de fermento
1/2 c chá de sal
1/2 c chá de canela
1/2 x (100g) de manteiga amolecida
1/2 c chá de extrato de baunilha
1 c sopa de leite
1 x bem cheia de açúcar mascavo ou demerara (foi o que usei)
1/2 x de açúcar refinado
2 ovos grandes
1 x de aveia
1 x de coco ralado

Preaqueça o forno a 180C.
Peneire a farinha, o bicarbonato, o fermento, sal e a canela em uma tigela média. Bata a manteiga e os dois tipos de açúcar em uma outra tigela até que fiquem bem homogêneos. Adicione a baunilha, o leite e os ovos até que fique leve, cerca de dois minutos. Adicione a mistura de farinha, a aveia e o coco ralado. (A minha massa ficou bem firme, deu para modelar com as mãos, talvez os ovos fosse pequenos ou a farinha integral tenha mudado sua consistência). Coloque colheradas da massa em uma assadeira forrada com papel manteiga ou alúmino. Asse por 11 min ou até que dourem. Deixe esfriar por alguns minutos antes de remover da assadeira.


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These cookies are from the Bakingsheet, they are very good. They spread a lot on the bakingsheet while baking. On the following day, they seemed harder and not so crisp but were still nice.

23.11.06

Creme de banana com leite de coco (Kue Talam Kepala)

Esta é uma receita de sobremesa indonésia que O me passou. Pelo o que pude observar, os países do sudeste asiático usam muito leite de coco em suas receitas. Foi a primeira vez que provei a combinação de leite de coco com bananas, é boa! O que achei mais curioso foi o uso do harussame (aquele macarrão transparente feito com uma espécie de feijão, foto abaixo). A receita leva pouco açúcar e um pouco de sal, tornando os sabores bem interessantes, algo meio doce-salgadinho. (Fiz metade da receita usando dois ovos, o que pode ter tornado o creme mais firme).


Creme de banana e leite de coco

3 ovos
400ml leite de coco light
5 c sopa de água
3 c sopa de açúcar
30g de harussame, colocados de molho em água morna por 5 min
4 bananas nanicas maduras, descascadas e picadas
1 c chá de sal

Bata os ovos, adicione o leite de coco, a áuga e o açúcar. Mexa para misturar bem. Coloque essa mistura em uma assadeira ou repiciente com capacidade para 500ml.
Escorra o harussame e corte em pedaços pequenos.
Adicione o harussame, as bananas e o sal à mistura de ovos e mexa.
Cubra a assadeira com papel alumínio e coloque em um panela para cozinhar no vapor por 1 hora. Se você não tiver uma panela própria para fazer isso. Faça como eu, cubra com a folha de alumínio e coloque tudo em uma assadeira grande com um dedo de água quente e asse à 180C por 45-60 min. Como se fizesse um pudim. O creme está pronto quando uma faca inserida no meio saía limpa.
Sirva quente ou fria com sorvete de creme ou frozen yogurt.



Clique na foto para ampliar


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This is an indonesian dessert recipe. Banana and coconut milk is quite a pleasant combination . The most curious thing though is the use of cellophane noodles (picture above) and the slightly salty flavour of the custard.


Steamed coconut custard

3 eggs
400ml reduced fat cocounut milk
5 tbsp water
3 tbsp sugar
30g cellophane noodles, soaked in warm water for 5 min
4 ripe bananas, peeled and chopped
1 tsp salt

In a medium bowl, beat eggs. Add coconut milk, water, and sugar. Stir to combine.

Pour egg mixure into a 2-quart casserole dish.
Drain cellophane noodles and chop into small pieces.
Add noodles, bananas and salt to the egg mixture and mix well.
Cover the casserole dish with aluminum foil and place in a steamer for about 1 hour. If you do not have a steamer, fill a large rectangular cake pan with 1/2 inch of water. Place the casserole pan in the center of the cake pan and cover the entire thing with foil. Place in a preheated oven to 180C and bake for 45 min to 1 hour. The custard is done when a knife inserted in the center comes out clean.
Serve hot or cold with vanilla ice cream or frozen yogurt if you wish.


15.11.06

Amarettis

Receita de amarettis (em francês) da Estelle do Le hamburger et le croissant. Fiquei pensando no que levar para a Sonia Novaes, não podia ser bolo pois ia passar a manhã na faculdade e não teria onde deixá-lo, por isso escolhi essa receita. Meus amarettis viraram suspiros feitos com farinha de amêndoa, ficaram bem crocantes e derretiam na boca. Eles não ficaram muito perfumados porque não tinha a essência de amêndoa, uma pena, mas estavam bons. Os da Estelle ficaram mais arredondados, meu merengue ficou firme demais e depois de colocar a farinha de amêndoa, a massa ficou ainda mais pesada, fui colocando sobre o papel alumínio às colheradas e esperava que mudassem de forma enquanto assavam, eles cresceram e ficaram mais uniformes, mas não iguais aos originais. Gostoso junto com um cafezinho...

Amarettis

2 claras
150g de açúcar
175 g de amêndoas em pó (eu bati as minhas no liquidificador após retirar as cascas, mas acho que nem é preciso descascá-las, pois os biscoitos da Estelle pareciam mais escuros, tentei usar o processador de alimentos para moer as amêndoas, mas achei que o liquificador dava uma farinha mais fina, só é preciso ficar dando algumas chacoalhadas nele)
1 c café de extrato de amêndoas
um pouco de açúcar de confeiteiro para polvilhar

Preaqueça o forno à 200C. Bata as claras até que elas comecem a ficar brancas (bati até virar um suspiro firme, talvez seja melhor fazer isso, pois a Akemi me disse que não conseguiu obter um merengue mais firme depois de adicionar o açúcar), adicione o açúcar aos poucos (em três vezes, coloque o açúcar e bata, como se fizesse suspiro), a Estelle escreve que o suspiro não deve ficar muito firme, mas acho melhor esquecer essa recomendação! (O meu merengue ficou muito firme mesmo após adicionar a farinha de amêndoas). Com a ajuda de uma espátula de silicone, incorpore a farinha de amêndoas e o extrato de amêndoas.
Forre uma assadeira com papel alumínio e coloque pequenas porções da massa com a ajuda de uma colher deixando um espaço de cerca de 1 cm entre elas. (Um saco de confeitar ajudaria muito...) Polvilhe com açúcar de confeiteiro e asse por 10 min ou até que os amarettis fiquem dourados.

Obs. A Estelle escreve que os biscoitos se conservam crocantes em um recipiente hermeticamente fechado e se tornam um pouco mais macios em uma caixa de papelão, entretanto, como eu "errei" na hora de bater o merengue, acho que os meus amarettis ficaram mais firmes e perdem a "crocância" mais devagar.



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Recipe found on Estelle's blog (in French). My amarettis weren't as perfumed or beautiful as Estelle's, because I didn't have the almond extract and i beat the egg whites too stiff, but they were great! Yummy with a cup of coffee...


Amarettis

 
2 egg whites
150 g granulated sugar
175 g almond meal
1/4 tsp almod extract
confectioner's sugar

Preheat oven to 200C. Line a baking sheet with aluminium foil.
Beat the egg whites until foamy. Carefully add the sugar 50g at a time and beat until you have a not too stiff meringue. Fold in the almond meal and the almond extract.
Drop batter by teaspoonfuls 1 inch apart on the baking sheets. Sprinkle evenly with the confectioner's sugar. Bake for 10 minutes or until edges of cookies are golden brown. Cool completely on pans; carefully remove cookies from foil.

14.11.06

Almoço com a Miki!

Miki e o Haku

Fiquei dois dias em SP (de domingo até terça), O participou de um evento na Usp e ficamos hospedados em um hotel na Rebouças, o Lorena Hotel Internacional. O serviço é bom e os funcionários são atenciosos, mas ele é bem caidinho, com pinta de hotel que conheceu tempos melhores (há algumas décadas), mas como ele mantém um convênio com a universidade, não tivemos muita opção.


Comecei mal a minha estadia na cidade, chegamos na tarde de domingo morrendo de fome e fomos jantar cedo, escolhemos a Cantina do Piero, eu me arrumei, coloquei uma saia e botas de cano alto, estava me sentindo muito chique. Quando estávamos na calçada caminhando em direção a um táxi na frente do hotel, eu me estatelei no chão. Não tive tempo de pensar em nada, o mais surpreendente foi a rapidez com que me levantei! O nem teve tempo de me dar a mão, deve ter sido o vexame e o susto! Voltamos para o quarto, eu joguei fora a meia calça rasgada e coloquei um band-aid no joelho ralado (sempre ando com band-aids, por que será?). Vesti uma calça e calcei uma sapatilha e fomos novamente procurar um táxi. Felizmente, cheguei no restaurante inteira. A Cantina do Piero é decorada com bandeiras de times de futebol e de outros países e as paredes estão forradas com fotos da Itália e de pessoas conhecidas que passaram por lá, como várias cantinas típicas. A comida é bem farta e tem um preço bom. Pedimos uma salada mista enorme que serviria umas 4 pessoas (na salada: erva-doce, vários tipos de alface, chicória, rúcula, agrião, palmito e tomate temperados com um molho com bastante azeite). A salada e o couvert (pão italiano, azeitonas, sardela, berinjela e manteiga) já tinham saciado a nossa fome, mas eu ainda fui de canja (fazia frio na cidade!), que não achei tão suculenta, e O de pescada frita. Tudo regado com um Chardonnay da Finca Flichman, um vinho argentino que pode ser encontrado à venda também em supermercados. Boa e honesta comida.


No dia seguinte, fui até a Liberdade comprar algumas coisinhas logo cedo, estava à procura de algo que, em inglês, é chamado de "shrimp paste", na Marukai, um vendedor me deu um pote de molho Hoisin dizendo que aquela era a tal "pasta de camarão", fiquei desconfiada, mas achei que poderia usá-lo em outros pratos se não fosse aquilo e o comprei.


Voltando para o hotel, liguei para a Miki, do Cabeça Gorda (entre outros muitos blogs), e ela veio me buscar para conhecer seu apartamento e seus lindos, lindos, lindos, yorks! Ela tem um casal de yorkshire terriers e a fêmea, a Kiki, recentemente teve três filhotes, eles estão com menos de dois meses agora e são umas coisas fofíssimas! O macho, o Haku, é muito "saidinho" e ficou pulando no meu colo e trazendo uma bolinha para eu brincar com ele. Não sei como não o sequestrei antes de ir embora!


Parece que conheço a Miki há anos, foi tão normal ligar para ela do hotel e perguntar se ela viria me buscar sem nunca tê-la visto ou ouvido sua voz antes, mistérios das amizades feitas pela net! Conversamos bastante sobre várias coisas, ficamos vendo os cães se divertirem pela sala e almoçamos juntas. No cardápio um filé de frango com molho de mostarda de cassis, receita da Akemi que, de certa forma, também estava lá conosco, bem como a Sonia Novaes, pois levei uma lembrancinha adquirida na casa dela para a Miki. O frango estava delicioso, na verdade, estava tudo muuuito bom, uma comida caseira para ninguém botar defeito! Provei seu gâteau de batata e alho poró e a receita está aprovadíssima! Aliás, tudo está mais do que aprovado! De sobremesa, pêras cozidas com vinho, sorvete e iogurte caseiro. Tudo regado com um espumante Salton aberto para comemorar nosso encontro, não podia pedir mais nada, né? (Fiquei com dó do O que comeu muito mal na Usp e estava se sentindo meio enjoado à tarde, quando voltamos a nos encontrar no hotel).


Enquanto a Miki cozinhava eu folheava seus livros de cozinha, foi por meio de um deles, um livro de culinária chinesa, que descobri que o molho Hoisin não é o "shrimp paste", até que fiquei aliviada com o meu engano, pois a descrição da pasta de camarão não era das mais encorajadoras: "pasta feita com molho de soja e camarão fermentado, deve ser usada com moderação". Para não dizer que eu não dei nenhuma mãozinha à Miki enquanto ela cozinhava, eu posso dizer que ajudei a lavar alguma louça, só espero não ter deixado nenhuma sujeirinha nos pratos e talheres...


Foi mais um encontro gratificante e caloroso! Adorei ter conhecido a Miki, sua casa, seus trabalhos, suas bonecas, seu ateliê... Ela é uma pessoa de muito alto astral, criativa e energética! Espero que voltemos a nos encontrar muitas e muitas vezes! (Além disso, não sei se consigo ficar muito tempo longe do Haku!).

O pote de biscoitos (receita aqui) que a Miki me deu (Miki, dá para ver que os biscoitos sofreram uma pequena redução de um dia para o outro, não dá? Oops, O acabou de me avisar que pegou outro!)



Clique nas fotos para ampliar

Broche feito pela Miki, eu não resisti e comprei! Essas mulheres prendadas acabam com as minhas finanças!

12.11.06

Bolo de pêssego e gengibre

Como prometi, aqui está a receita de meu "bolo de aniversário" retirada de um blog canadense escrito em francês. Vocês já devem conhecer minha inclinação pelo exótico, portanto, não irão se surpreender se eu disser que o bolo é feito com farinha de arroz. Comprei um pacote imenso para fazer a receita de Bibingka (aliás, deliciosa!) e ainda tinha muito para usar, a receita pedia farinha de arroz escura (acho que basta tostar a farinha de arroz branca para obtê-la, mas não tenho certeza), mas usei a branca mesmo. Ficou bom! A massa cresceu muito, quando coloquei no forno era uma camada bem fina, fiquei até lamentando não ter uma forma menor (usei uma de 23cm). Se não me engano, o bolo pode ser consumido por celíacos.

Bolo de pêssego e gengibre

2 ovos
4 c sopa de azeite
4 c sopa de açúcar mascavo (ou demerara ou normal)
1/2 x de farinha de arroz escura (usei a branca mesmo)
1/2 x de maisena
2 c chá de gengibre em pó
1 c sopa de gengibre cristalizado picado (usei limão cristalizado, não encontrei o gengibre, mas recomendo que você use alguma fruta, pois ela dá uma "quê" a mais ao bolo)
2 c chá de fermento
1 1/2 x de pêssegos em fatias finas (usei muito mais!)

Preaqueça o forno à 180C.
Bata os ovos com o açúcar até que fique mais fofo. Incorpore o azeite e misture.
Em outro recipiente, misture a farinha, a maisena, o gengibre em pó, o gengibre cristalizado (ou outra fruta cristalizada) e o fermento. Junte a mistura de ovos e a metade dos pêssegos. Misture.
Coloque em uma assadeira untada e enfarinhada, cubra com o resto dos pêssegos e asse por 25 à 30 min, dependendo do tamanho da forma (a minha tinha 23cm).


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This was my "birthday cake", i saw the recipe on this blog (in French). You already know that i have a flair for the "exotic", so you won't be surprised if if i tell that this cake is made with rice flour. I had a lot of rice flour left after preparing the Bibingka recipe and wanted to use it. The recipe asks for brown rice flour but i used the white rice flour. It was good! The cake really rose high and was very tasty.

Ginger and peach cake

2 eggs
4 tbsp olive oil
4 tbsp dark brown sugar
1/2 c brown rice flour (used the white rice flour)
1/2 c cornstarch
2 tsp ground ginger
1 tbsp chopped candied ginger (i used candied lemon peel)
2 tsp baking powder
1 1/2 c peaches, cored and thinly sliced (I used so much more!)

Preheat ovent to 180C.
Beat eggs and sugar until foamy. Stir in the olive oil.
In another bowl, combine rice flour, cornstarch, ground ginger, candied ginger and baking powder. Add the egg mixture and stir well. Stir in half the peaches slices.
Pour the mixture into a greased baking dish, top with the remaining peaches slices and bake for 25- 30 min. (I used a 23cm baking dish)


10.11.06

Hoje eu conheci a Sonia Novaes!

Antes de postar a receita do bolo abaixo, eu preciso contar que hoje fiz uma visita à Sonia Novaes, do Cantos e Encantos, ela mora tão perto da Unicamp e estou por lá todas as semanas... Tinha que visitar a contadora de histórias oficial do Fórum do Cybercook ! Além de ver todas as "mineirices" que ela traz de suas andanças.

Cheguei às 14:00h e saí de lá as 16:00h e, ainda assim, porque meu marido veio me buscar! A culpa foi minha, tinha dito que voltaria para a universidade às 15:30h, mas a conversa estava tão boa... E a Sonia fez um cafezinho e um chá de frutas perfumado com frutas cítricas e canela (tomei várias xicarazinhas!)... Serviu biscoitos doces e de polvilho que atraíam as mãos por alguma força desconhecida... Um pão tão bom feito por ela mesma (trouxe um para casa e ele já está sendo consumido!), geléia de uvaia, uma mousse de tomate seco deliciosa (Sonia, quero a receita!) e uma torta de maracujá bem gostosa (comida às pressas antes de sair correndo). Fui comendo e conversando, ou melhor, ouvindo, pois sou melhor ouvinte do que falante, e o tempo foi passando... A Sonia é uma mulher maravilhosa, muito simpática, hospitaleira e calorosa. Poderia ter passado a tarde em sua casa aconchegante. Nem deu para ver direito as coisas lindas em tear que ela vende em sua lojinha/casa. Mas não deixei de fazer minhas comprinhas (como é possível ver pelas fotos acima), preciso voltar para apreciar tudo mais demoradamente. Saí com tantos agrados que fiquei até sem graça! Tinha levado apenas uma caixinha de biscoitinhos (receita a ser postada depois).


Detalhe da sacola em que a Sonia coloca seus produtos (clique nas fotos para ampliar)


Ganhei um vidro de frutas em conserva e uma geléia de pitanga


Vejam o detalhe da fruta esculpida, não é lindo? Acho que nem vou conseguir comer!

26.10.06

Frango com Sag

Receita do blog da Miki, o Cabeça Gorda, como ela explica, "sag" é espinafre na culinária indiana. Tinha congelado um maço de espinafre antes de ir para Fortaleza e resolvi colocá-lo em uso para desocupar espaço no freezer. Adoro pratos cheios de especiarias, acho que dá uma levantada na moral e não me decepcionei com este aqui, a combinação de sabores é perfeita! A Miki tinha escrito que o espinafre soltava muito líquido, para dar uma engrossada no molho, há dois truques: 1- você pode polvilhar o frango cortado com um pouco de farinha antes de cozinhá-lo, ou, 2- você dissolve um pouco de maisena em um pouco de água e acrescenta ao molho no final do cozimento. Usei a segunda opção, poderia ter engrossado mais, mas preferi assim. Também omiti os 100ml de água da receita original. Ficou delicioso com um arroz japonês integral.


Frango com Sag

2 colheres (sopa) de manteiga (usei óleo de canola)
2 cebolas cortadas fininhas
2 dentes de alho socados (usei fatiados)
1 colher (sopa) de sementes de mostarda
2 colheres (chá) de coentro em pó
2 colheres (chá) de gengibre em pó (usei um pedaço de gengibre fresco bem pequeno picadinho)
1 colher (chá) de chilli em pó
1 colher (chá) de açafrão em pó (usei açafrão da terra/cúrcuma)
1 kg de coxas de frango sem pele nem osso, cortadas em pedaços grandes (usei peito em cubos, dei uma temperada com sal antes)
125 ml de iogurte natural
500 g de espinafre novo (usei talos e tudo)
sal a gosto

Aqueça o óleo em uma panela grande e refogue ligeiramente o alho e a cebola. Os legumes não devem mudar de cor, apenas ficar transparentes. Agregue as especiarias e sal a gosto até que estejam fragrantes, mexendo sempre.
Acrescente o frango e mexa bem para que ele fique impregnado da mistura. No fogo moderado, refogue por cerca de 10 minutos, mexendo freqüentemente até que o frango tenha mudado de cor de todos os lados.
Adicione metade do iogurte, cozinhe por mais 5 minutos, mexendo quando necessário até que todo o iogurte seja absorvido.
(Eu não li a receita direito e não dividi a quantidade de iogurte, coloquei tudo na panela!).
Adicione o espinafre, mexa bem para misturar, tampe e cozinhe em fogo baixo por mais 10 minutos ou até que o espinafre tenha murchado e que o frango esteja macio quando testado com um garfo.
Revise os temperos, adicione um pouco de maisena dissolvida em água para engrossar o molho caso necessário, e sirva quente, regado com o restante do iogurte.
Eu fiz metade da receita.

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Miki's recipe, as she explains on her blog, "sag" is spinach in the Indian cuisine. I had frozen some spinach before travelling two months ago and decided to cook it now to have some room in my freezer. I love spicy dishes, somehow I feel that they make me feel more energetic. I wasn't disappointed by this dish, a perfect combination of flavours!

Chicken with Sag

 
2 tbsp butter (I used canola oil)
2 thinly sliced onions
2 cloves garlic, minced
1 tbsp mustard seeds
2 tsp ground coriander
2 tsp ground ginger (I used fresh)
1 tsp chilli
1 tsp turmeric
1 kg deboned and skinned chicken thighs cut into big chunks (I used chicken breasts)
125 ml yogurt
500 g spinach
salt to taste

Heat oil in a large saucepan and sautée garlic and onion until translucent. Add the spices and salt until they are fragrant, stirring constantly.
Add the chicken and stir well to coat the pieces with the spice mixture. Cook for 10 minutes, until they are browned on all sides.
Add half the yogurt, cook for 5 minutes, stirring when necessary, until the yogurt is absorbed.
Stir in the spinach and cover. Cook over low heat for 10 minutes or until the spinach wilts and the chicken softens.
Taste the seasoning, and if the sauce is too liquid, add 1 or 2 tbsp of a mixture made with cornstarch dissolved in some water to thicken it. Serve hot with remaining yogurt and rice.

20.10.06

Bolo de mamão, aveia e nozes

Queria um bolo para usar um pedaço de mamão que tinha sobrado na geladeira. Sabe quando você compra um mamão e ele fica amarelo, mas continua meio duro e sem gosto, como se não tivesse amadurecido direito? Pois esse foi o caso desse mamão, comemos o que deu. Achei uma receita de bolo que adaptei tanto que prefiro nem dar a versão original, ele virou uma criação minha e fiquei muito orgulhosa com o resultado. Ele ficou muito macio e úmido, com gostinho de aveia e especiarias.


Bolo de mamão, aveia e nozes

110g de farinha
100g de farelo de aveia (ou aveia em flocos finos)
1/2 c chá de sal
200g de açúcar mascavo
1 c chá de bicarbonato de sódio
250ml (1 xícara) de mamão bem amassado
1/2 x de óleo de canola
2 ovos
1/2 x de nozes picadas
1/4 c chá de canela em pó
1/4 c chá de noz moscada em pó
1/4 c chá de cravo em pó (ou allspice)

Peneirar os ingredientes secos em uma tigela, em outra, misturar os ingredientes líquidos. Adicione essa mistura aos ingredientes secos, misture tudo muito bem. Coloque as nozes, mexa e despeje em uma forma de bolo inglês untada. Asse até que um palito inserido no meio do bolo saía limpo. Desenforme e sirva depois de frio.


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I can say that this cake is (kind of) my creation and i'm very proud of it. It turned out very moist and delicious.


Papaya, oats and nut cake

 
110g flour
100g oat bran
1/2 tsp salt
200g dark brown sugar
1 tsp baking soda
250ml (1 cup) mashed papaya
1/2 c canola oil
2 eggs
1/2 c chopped walnuts
1/4 tsp cinnamon
1/4 tsp ground nutmeg
1/4 tsp ground cloves (or allspice)

Sift all the dry ingredients into a bowl. In another bowl, combine the liquids and eggs. Add this mixture to the dry ingredients and stir well. Stir in the wanuts. Pour the mixture into a greased loaf pan. Bake 50-60 minutes until a straw poked in the very center of the loaf comes out clean. Let it cool before serving.




9.10.06

Muffins de centeio com banana e maçã

(Nota: Eu tinha escrito farinha de cevada, mas é farinha de CENTEIO, acho que escrevi certo só em um lugar, não sei onde estou com a cabeça!)

Fiquei procurando receitas para usar minha farinha de centeio e achei esta aqui em um suplemento do jornal "The Guardian", não conhecia o suplemente e gostei bastante, há receitas para todos os gostos divididos por chefs. Também gostei bastante do resultado da receita, eu fiz, como sempre, algumas modificações, tinha uma banana sobrando e acabei colocando junto com a maçã, cuja quantidade considerei mínima. Não usei manteiga, mas cerca de 60ml de óleo de canola e também não coloquei o golden syrup (pode ser substituído por mel, melado ou karo) e achei que não faltou doçura. A receita é para um bolo, mas assei em forminhas de muffins para poder congelar. Descobri que a banana extra tornou a massa um pouco mais úmida do que tinha imaginado e tive que tomar cuidado para desenformar os muffins, mas estavam deliciosos! A farinha de centeio também me surpreendeu, o sabor não é muito diferente da farinha integral.


Muffins de centeio com banana e maçã

1 maçã média (cerca de 125-150g) /(Coloquei uma banana extra)
canela para polvilhar
75g de amêndoas em lascas
150 g de farinha de centeio
2 c chá de fermento em pó
75g de manteiga sem sal (substituí por cerca de 60ml de óleo de canola)
50g de golden syrup (aqui pode ser substituído por mel, melado ou karo. Eu o suprimi.)
100g de açúcar mascavo
75ml de leite
1 ovo
açúcar demerara (opcional)

Unte uma forma de bolo inglês (cubra o fundo com papel manteiga para facilitar) e preaqueça o forno à 170C.
Descasque, retire as sementes e corte a maçã em pedaços de 1cm, polvilhe com canela e reserve.
Moa 50g das amêndoas (reserve o resto para polvilhar no final), junte à farinha e ao fermento.
Aqueça a manteiga, o golden syrup e o açúcar mascavo em uma panela em fogo baixo até que o açúcar dissolva (sem ferver ou aquecer demais, eu não fiz essa parte, pois não usei manteiga e não coloquei o golden syrup ou qualquer outro substituto). Retire do fogo, adicione os ovos batidos e misture aos ingredientes secos. Misture a massa às maçãs e derrame tudo no forno. Dê leves batidas na forma para que não ser formem bolhas na massa. Polvilhe com as lascas de amêndoas restantes e um pouco de açúcar demerara. Asse por 35-40min ou até que inserindo o palito, ele saía limpo. Corte depois de frio.



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I was looking for a recipe to use some rye flour I had left and found this one here. I liked the recipe, but changed it a little. I added a banana to it and substituted the butter for canola oil (about 60ml). The golden syrup was gone too and I think that the muscovado sugar gave it all the sweetness that it needed. I baked the cake in muffin tins because i wanted to freeze some of them. The muffins turned out great and the rye flour was just as good as whole wheat flour.