29.8.12

Dos serviços



Continuo pintando coisas por aqui, comecei com uma janela de banheiro, depois outra janela de banheiro, as hastes do varal, mais duas, três janelas. Semana passada pintei o portão da lavanderia e agora vou comprar mais lixas para pintar o portão de casa e as grades da varanda. Lixar é o que mais me cansa e mais faz sujeira. O projeto é pintar quase tudo o que for de metal até o final do ano. Não sou uma grande pintora, mas há tanta ferrugem que qualquer tinta já melhora o visual.

Começamos com uma reforma pontual em junho e entraremos em outubro com a pintura da casa (ela não é pintada há, no mínimo, vinte anos) . Ando meio estressada com tudo isso e agosto não tem sido um mês fácil. Esses dias descobrimos que um dos canos da piscina está com um provável vazamento, mas o O. não quer nem pensar em sair quebrando o que acabou de ser refeito e pretende esperar mais um tempo para chamar um técnico que identifique o lugar exato do vazamento e faça o conserto. Como é o cano da aspiração, botamos uma tampa na sua entrada e estamos nos virando com um filtro portátil, não é perfeito, mas funciona. 

Toda essa experiência de ligar para pedir orçamentos e contratar pessoas/empresas diferentes para fazer coisas aqui em casa me fez concluir que o setor de prestação de serviços ainda deixa muito a desejar. Há empresas ótimas e responsáveis, mas não são maioria. Além disso, nenhuma delas dá nota fiscal de livre e espontânea vontade, é preciso pedir antes de pagar se quiser ver a sua cor.

Contratei os serviços de uma empresa na minha cidade para dar uma geral nas calhas, passar um produto para aumentar a sua durabilidade e revisar a vedação, o serviço saiu caro e, inicialmente, disseram que o trabalho duraria dois dias, que finalmente se converteram em menos de um dia. Um responsável deixou dois rapazes e viria buscá-los quando tivessem terminado. Eles não trouxeram comida ou água e acabei improvisando uma torta salgada para que eles não passassem fome. Serviço feito, o responsável voltou para levá-los e não checou nada. Vi que os rapazes  haviam trocado algumas telhas quebradas, perguntei onde elas foram deixadas e eles responderam "em um canto", como não vi telhas no chão, acho que elas ficaram debaixo do telhado. Isso já me deixou irritada, laje não é lixeira. Depois que foram embora, peguei a escada e chequei o telhado, havia algumas telhas meio desalinhadas. Liguei pedindo para que alguém viesse verificar aquilo, mas estaria esperando até hoje se não tivesse pedido para o pedreiro que chamei para consertar um vazamento (outro) botar tudo no lugar. Espero que ao menos as calhas passem pelo teste da chuva. Quanto a empresa, logo ela irá para o Reclame Aqui

Os prestadores de serviços deveriam dar mais atenção aos clientes, afinal, não estão fazendo um favor. Sei que poucos funcionários permanecem nessas empresas por muito tempo porque não há estímulo e os benefícios são mínimos. Geralmente, também não há treinamento e aprende-se colocando a mão na massa, mas isso tem que mudar. As pessoas estão mais exigentes, esperam um serviço bem feito.

Não gosto da ideia de associar o mês de agosto a acontecimentos desgostosos, mas, sinceramente, não vejo a hora de que este mês passe. Vazamentos diversos, galhos derrubando fios, serviços relaxados, chega! Meu consolo é que são todas coisas que podem ser consertadas...


26.8.12

Bolo de creme azedo e geleia



Receita do Technicolor Kitchen que passou por várias cozinhas e que vi no Simples Assim. É um bolo realmente gostoso e versátil. Usei geleia de figos no lugar da geleia de cassis da receita original e por isso a cor não se destacou muito. Reduzi a manteiga à metade e achei que a massa continuou úmida e gostosa. Também tinha apenas metade da quantidade de creme de leite para preparar o creme azedo (*), completei o que faltou com leite, digamos que virou uma versão "light" do bolo.




Bolo de creme azedo e geleia


- xícara medidora de 240ml

Ingredientes:
2 xícaras (280g) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
½ colher (chá) de sal
1 xícara (226g) de manteiga sem sal, amolecida (usei metade)
1 ½ xícaras (300g) de açúcar cristal
2 ovos grandes, temperatura ambiente
1 xícara de creme azedo (sour cream)*
1 colher (sopa) de extrato de baunilha
3/4 xícara de geleia de sua preferência ( usei de figo)
açúcar de confeiteiro, para polvilhar (não tinha)



Pré-aqueça o forno a 180°C. Unte com manteiga e enfarinhe uma forma de furo central canelada (do tipo Bundt) de 25cm de diâmetro. (Usei uma forma para bolo inglês).

Em uma tigela média, misture a farinha, o fermento e o sal com um batedor de arame. Reserve.
Na tigela grande da batedeira, bata a manteiga até ficar cremosa.

Junte o açúcar e bata até obter um creme claro e fofo. Junte os ovos, um a um, batendo bem a cada adição e raspando as laterais da tigela com uma espátula. Acrescente o creme azedo e a baunilha. Em velocidade baixa, junte os ingredientes secos e bata apenas até incorporar – a massa é bem espessa.

Separe ½ xícara de massa e espalhe o restante na forma. Com as costas de uma colher, faça uma espécie de calha no centro da massa, por toda sua extensão. Misture a geleia à 1/2 xícara de massa reservada e coloque a mistura dentro da “calha”.

Asse o bolo por cerca de 1 hora ou até que cresça e doure e as laterais se soltem da forma (faça o teste do palito). Deixe esfriar na forma,sobre uma gradinha, por 15 minutos, e então inverta sobre a gradinha e deixe esfriar completamente.

Polvilhe com açúcar de confeiteiro e sirva.



Patrícia ensina a fazer o creme azedo:

(*) creme azedo (sour cream) caseiro: para preparar 1 xícara de creme azedo, misture 1 xícara (240ml) de creme de leite fresco com 2-3 colheres (chá) de suco de limão ou limão siciliano em uma tigela. Vá mexendo até que comece a engrossar. Cubra com filme plástico e deixe em temperatura ambiente por 1 hora ou até que engrosse um pouco mais.

22.8.12

Rajado

Pergunta para quem entende mais do assunto, essa é uma raça de gato? Sempre vi muitos com a pelagem assim e as pessoas diziam que eram típicos "vira-latas".




18.8.12

Variando o tema

Fugindo um pouco do tema felino. O boxer (acho que é um, não é mesmo?) não parava quieto e não consegui retirar as folhas da frente da sua carinha.



15.8.12

Frango assado com mostarda e mel


Receita da Elise, muito boa. Ela escreve que é melhor assar o frango com a pele para que a carne não resseque, isso é verdadeiro, mas achei que havia muita gordura no molho ao final, não estou mais acostumada a assar frango com pele.

Como acompanhamento, refoguei um pouco de couscous com cenoura ralada, alho e shimeji picado.



Frango assado com mostarda e mel


1/4 a 1/3 x de mostarada tipo Dijon
1/4 a 1/3 x de mel
1  c sopa de azeite de oliva
cerca de 1,3 kg de coxas ou sobrecoxas
sal a gosto
2 galhos de alecrim fresco (ou uma pitada generosa de folhas secas)
pimenta do reino moída na hora

Preaqueça o forno a 180C. Misture a mostarda com o azeite em um recipiente. Tempere com um pouco de sal e prove, corrija até que esteja a seu gosto.

Tempere o frango com um pouco de sal e coloque os pedaços com a pele para cima em um refratário. Distribua a mistura de mel e mostarda sobre eles e coloque os ramos de alecrim. 

Asse por cerca de 45 minutos ou até que ao picar a carne com um garfo, o caldo saia claro. Retire do forno e tire o excesso de gordura com uma colher. (Asse com a pele para evitar que a carne resseque e fique mais suculenta).

Polvilhe com pimenta moída na hora antes de servir. 

13.8.12

Pão semi-integral com linhaça


Bem, há pão mesmo sem panificadora afinal de contas. Tenho me virado sem ela (para quem não se lembra, minha panificadora pifou). Usei esta receita, achei bem simples e prática. Substituí uma xícara de farinha normal por integral e adicionei um pouco de sementes de linhaça.



Pão semi-integral com linhaça

3 x de farinha (substituí uma xícara por farinha integral)
1/2 x de leite
1/2 ou 1/3 x de água quente (o suficiente para obter uma massa fácil de manusear, usei 1/2 x)
4 c sopa de manteiga derretida (50 g), ou margarina ou óleo (usei azeite)
2 c sopa de açúcar
1 1/4 c chá de sal (usei menos)
2 c chá de fermento biológico instantâneo seco

Misture o leite frio com a água quente para obter uma mistura morna.
Coloque todos os ingredientes em um recipiente grande e misture até que a massa comece a se desprender dos lados do recipiente. (Eu misturei primeiro o fermento na mistura líquida morna junto com o açúcar e deixei descansar uns 5 minutos antes de adicionar os demais ingredientes). Transfira para uma superfície ligeiramente untada com óleo, unte também as mãos e sove a massa por cerca de 6-8 minutos, ou até que ela fique macia e elástica. Coloque a massa em um recipiente levemente untado com óleo, cubra com um pano de prato e deixe crescer por cerca de 1-2 horas dependendo da temperatura ambiente. 

Molde o pão sobre uma superfície untada com óleo, coloque-o em uma forma para bolo inglês. Cubra a forma com filme plástico (não é necessário firmá-lo) levemente untado com óleo e deixe crescer por cerca de 1 hora, ou até que a massa suba um pouco acima da borda da forma. (Eu cobri apenas com um pano de prato).

Asse por 30-35 minutos, ou até dourar.  



6.8.12

Passeio rápido - Campos do Jordão


Foi um convite gentil da minha sogra. Chegamos no final da tarde de sexta e saímos domingo pela manhã logo após o café para não pegarmos trânsito. Apesar de ouvir muito falar, não conhecia a cidade. O hotel ficava em um local bastante agradável e tranquilo um pouco afastado do centro.  


Descemos uma vez para ir até a Baden Baden e depois para tomar um chá, coisa rápida. Era final de semana e havia muita gente nas ruas, bares e lojas, a cidade parecia um shopping a céu aberto. Achei ótimo ter pensão completa para não ter que procurar um lugar para comer à noite.


Gostei bastante da atmosfera do hotel, muito verde, muitas flores. Nossas vizinhas de quarto falavam alto e ouvíamos tudo (esse parece ser um mal que nos persegue), mas tirando as paredes finas, quando todos estavam dormindo, o silêncio era completo.


Foi bom. Pude sair da rotina. Se tivesse mais tempo e estivesse no meio da semana, gostaria de dar voltas pelos arredores para visitar algumas atrações.

(Com exceção das últimas fotos, as demais foram todas tiradas no hotel).



1.8.12

Tempos estranhos



Agosto já. A vida anda corrida ultimamente. E de uma forma estranha. A casa tem me ocupado bastante, há sempre algo a ser feito aqui ou acolá, são pequenas coisas que engolem o tempo. Até tivemos que arrombar a porta da sala esses dias. Fui pegar o aspirador para limpar o chão após a instalação de um forro e a porta se fechou com um estrondo por causa do vento. A maçaneta não funcionava mais. O mecanismo interno tinha quebrado e a lingueta não voltava, liguei para o chaveiro e ele disse que não tinha como mandar alguém no mesmo dia (cidade pequena, bairro afastado, sabem como é, quem espera cansa). Por sorte, a sala tem uma porta que dá para o jardim, O. a abriu pelo lado de fora e, histérico, resolveu tudo quebrando o batente de madeira para soltar a lingueta. Funcionou, mas depois tivemos que comprar outra fechadura, instalar e fechar os buracos com durepóxi.

O quesito "dentes" também não me dá moleza. Tenho um pouco de retração da gengiva e a dentista me convenceu a colocar resina nas raízes de alguns dentes para diminuir a sensibilidade e protegê-las, o retração até não me incomodava mais, no entanto, após o procedimento, fiquei com a sensação de que há algo sobre os dentes, é como se tivessem grudado um chiclete sobre eles e não houvesse como retirá-lo. Isso tem me irritado um bocado. Devo retornar para colocar resina em mais algumas raízes, mas penso em desistir. Alguém já fez o procedimento? Ficou satisfeito? E pensar que fui à dentista apenas para fazer uma limpeza...

Também arrumei um vírus que travou meu micro e sumiu com o firewall. Meu primeiro vírus sério.

Fora isso, continuo sem ânimo para preparar receitas novas. Nem lembro quando foi a última vez em que preparei algo doce. Temos comido pouco fora. A diversão atual é assistir pedaços das Olimpíadas, gosto muito das provas de atletismo e ginástica, os jogos com times não me interessam muito. Quando sobra um tempinho, dou uma volta pelo quintal com a câmera ou abro o portão e vejo se há gatos dispostos a serem fotografados na rua. Une vie presque paisible