1.5.10

Dentro do ônibus



Ontem, andando pela cidade e tomando um ônibus com uma enorme sacola de plástico com um cabo flevível (mangueira?) de aspirador de pó, eu fiquei pensando nas coisas esquisitas que já carreguei dentro dos ônibus. Lembrei de um galo e de um linguado. O galo era grande, vermelho e vistoso. Ele veio dentro de uma sacola de feira com os pés amarrados e deve ter levado o susto de sua vida. Eu era criança e minha mãe tinha um pequeno galinheiro, não comíamos os animais, era pura recreação, uma forma de lembrar o passado da roça dos meus pais. Chegou uma época em que o bairro cresceu demais e já não era possível manter os animais. Eles foram vendidos a contragosto e certamente viraram uma refeição.

O linguado foi idéia minha. Não sei por que raios eu decidi entrar em uma peixaria e levar um peixe para minha mãe preparar. A peixaria ficava na cidade vizinha e nem me passou pela cabeça que ele poderia estragar debaixo de um sol de meio-dia. Sei que comecei a sentir um cheiro desagradável vindo de dentro da sacola plástica em que o linguado estava embrulhado apenas em uma folha de jornal. Torcia para que ninguém mais sentisse o cheiro dentro do ônibus. Quando cheguei em casa, ele foi para o lixo. Sorte que o peixe não era muito grande e acho que já nem estava mais tão fresco porque paguei pouco por ele.

Lembranças bizarras. Qual foi a coisa mais estranha que você levou dentro de um ônibus?


7 comentários:

aline naomi disse...

Hahahaha!

Adorei o post!

Não lembro de ter levado nada de bizarro no ônibus...

Gina disse...

Não me recordo de levar nada bizarro, mas de "bizarrices". Sempre fui tão apaixonada por plantas, que as carregava constantemente, até o dia que exagerei na quantidade. Ao descer do ônibus, a sacola arrebentou e lá se foram as plantas carregadas com tanta satisfação!

Pepa disse...

Já trouxe um gato... num surto maluco, passeando no shopping vi um gatinho num pet shop e quis por que quis comprar, até aí tudo indo bem, mas na hora de voltar, o gato dentro de uma caixa furadinha começou a ficar feroz e ter chiliques, daí todo mundo olhando, e eu com cara de paisagem, o quê ? onde? Cada maluquice, onde já se viu comprar gato?? Detalhe: um mês depois ele comeu uma borboleta e morreu...
Lembranças bizarras...

Karen disse...

Aline, ônibus foi quase sinônimo de casa durante um período da minha vida! rs

Gina, eu ficaria louca da vida se algo parecido acontecesse comigo.

Pepa, bizarra essa história da borboleta, existe alguma relação entre ela e a morte do gatinho?

Pepa disse...

Acho que a saúde do bichinho não devia ser das melhores néam, ai já viu.
Mas foi mesmo bizarra.

Valentina disse...

Ah, não tenho nada interessante para relatar. Notei que meus passeios de onibus foram sempre muito pouco eventful

Karen disse...

Val, eu acho que passei boa parte da minha vida dentro de um ônibus... rs