30.3.11

Salada de tomates e sardinhas


Boas Crônicas e deliciosas receitas no blog do Wair. Esta é uma delas. Servi com uma bela focaccia e ovos cozidos. Refeição gostosa e revigorante. (E com tomates em dose dupla).


Salada de sardinhas


2 latas de sardinhas em conserva no azeite de primeira qualidade, sem pele e sem espinhas (guardei o azeite das latinhas para usar em algum outro prato)
2 tomates caqui não muito maduros, cortados pela metade e depois em fatias
2 cebolas grandes cortadas pela metade e dsepois em fatias finas
1 pires raso de cebolinha picada
12 azeitonas pretas portuguesas
30 ml de azeite de oliva virgem
10 ml de vinagre de vinho tinto
pimenta do reino moída na hora
sal a gosto


Misture tudo, despedaçando ligeiramente os filés de sardinha, e sirva com torradas ou um bom pão.


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27.3.11

Focaccia de ervas e tomates


Focaccia gostosa, com base crocante e miolo macio. A massa é muito boa para trabalhar à mão. Não uso a máquina desde o pão de batata. Estou progredindo, não estou? ;)

Dispensei a mussarela pois queria algo mais leve para servir de acompanhamento para uma salada mais substanciosa.

Da revista Taste of home.




Focaccia de ervas e tomates

7g de fermento biólogico instantâneo seco
1 x de água morna
2 c sopa de azeite (1+1)
1 a 1/2 c chá de sal (ou a gosto)
1 c chá de açúcar
1 c chá de alho em flocos secos
1 c chá de cada uma das ervas secas: tomilho, orégano e alecrim (usei a última fresca)
1/2 c chá de manjericão seco (usei fresco)
1 pitada de pimenta do reino
2 x a 2 x e 1/2 de farinha
2 tomates médios em fatias finas
1/4 x de mussarela desfeita (ou ralada conforme o tipo)
1 c sopa de parmesão ralado

Dissolva o fermento na água em um recipiente grande. Adicione 1 c sopa de azeite, o sal, o açúcar, o alho, as ervas, a pimenta e 1 e 1/2 x de farinha. Mexa. Adicione a farinha restante aos poucos até obter uma massa homogênea (ainda um pouco grudenta). Coloque-a sobre uma superfície enfarinhada e sove até que ela fique macia e elástica, cerca de 6-8 minutos. Coloque em um recipiente untado com óleo, virando uma vez para que o óleo envolva a massa. Cubra e deixe dobrar de volume, cerca de 1 hora.

Retire o ar da massa. Cubra e deixe descansar mais 10 minutos. Abra-a  em um retângulo de cerca de 33x22 cm, coloque-a sobre uma forma untada com óleo. Cubra e deixe dobrar de volume, cerca de 30 min. Faça "covinhas" na superfície da focaccia com as pontas dos dedos. Pincele com o azeite restante, distribua os tomates e a mussarela. Povilhe o queijo e asse por 20-25 min ou até dourar à 200C. (Polvilhe sal na hora de servir ou faça isso antes de assar apenas temperar um pouco os tomates).


24.3.11

Perguntas entrecruzadas

 .

O que há de triste no restaurante é que, quando a gente começa com muita exigência, eles acabam dizendo: "Se quer tudo a seu gosto mesmo, por que não come em casa?"

E o que há de mais triste é que em casa sempre acabam alegando: "Se você quer mesmo do bom e do melhor, e na hora, por que é que não vai comer no restaurante?" 


Mario Quintana, Porta giratória

23.3.11

Quibe assado de atum


Fiz a receita de quibe de atum que vi no  blog da Letrícia.

Sempre tenho latas de atum para emergências e achei a combinação muito boa. Como o atum já está cozido, ele não dá muita "liga" ao quibe, o que o torna um pouco mais quebradiço, mas nada que comprometa o sabor. 

Usei amêndoas no lugar da castanha de caju e levei para assar coberto com papel alumínio. Faço isso com os quibes desde que vi o procedimento nesta receita. Ele evita que o quibe resseque e ajuda o trigo a absorver os sabores da mistura.



Quibe de atum

1 xícara de trigo partido para quibe
2 latas de atum enlatado em água e sal
1 cebola média picada
1 cebola grande corada em meias-luas
1 colher (sopa) de suco de limão
Raspas da casca de dois limões (usei raspas de apenas um limão)
1/2 xícara de castanhas-de-caju picadas
1/3 de xícara de salsinha picada
1/4 de xícara de hortelã picado
2/3 de xícara de azeite (você vai usar 1/3 de cada vez)
Sal a gosto


O primeiro passo é lavar o trigo partido em uma peneira. Lave e escorra três vezes e, depois, deixe escorrer suspenso sobre uma tigela enquanto prepara o restante da receita. (Nota: o trigo ficará mais macio se for deixado de molho por algumas horas antes de escorrer).

Passe no processador o atum, a cebola picada, as raspas de limão e as ervas frescas. Um pouquinho de sal (e pimenta síria, caso tenha). Feito isso, divida essa mistura em duas partes.

À primeira metade da mistura, agrega-se o trigo partido, misturando bem. Reserve a segunda parte para o passo seguinte.

Aqueça 1/3 de xícara de azeite numa frigideira e nela refogue a cebola em meia-lua até dourar. Acrescente a metade da mistura de atum, juntando também as castanhas picadas. Prove e ajuste o tempero, se necessário. Deixe alguns minutinhos no fogo, mexendo sempre, até que tudo fique bem incorporado.

A seguir, monte o prato: numa assadeira untada com azeite, faça uma camada com metade da mistura de trigo partido. Alise-a com as mãos molhadas em um pouquinho de água.

Despeje então o recheio, espalhando-o com o auxílio de uma colher. Cubra o recheio com o restante da mistura de trigo e alise com as mãos úmidas. Com uma faca grande, faça os cortes diagonais na superfície do quibe. Regue com o restante do azeite e leve ao forno preaquecido a 180ºC por meia hora ou até dourar.


21.3.11

Dentro do ônibus XI

Estava sentada dentro do ônibus em movimento e verificava minha lista mental de coisas a fazer : jogar na megasena (faço isso há anos), passar no banco e uma consulta médica. Quase tudo feito. No assento da frente estava um rapaz com cabelos cortados bem curtos. Sabe quando o barbeiro passa a máquina  e os cabelos começam a crescer outra vez? Eram assim. Deixei minha lista mental de lado e fiquei olhando, mesmerizada, para aqueles fiozinhos curtos em pé. Senti uma vontade enorme de passar a mão sobre eles. Claro que resisti, mas sempre tive curiosidade em saber qual a sensação de se fazer isso. É quase como minha vontade de tocar um daqueles fios das cercas elétricas, bastaria encostar a ponta de um dedo para comprovar se a descarga é grande mesmo. Ouvi dizer que alguns agricultores as usam para proteger os pomares no Japão, mas há macacos que preferem levar choques a abrir mão das frutas. Se um macaco aguenta, por que eu não aguentaria?

Mas do desejo ao ato, há um longo caminho. Muitos homens resistem a tocar os glúteos femininos que passam pela sua frente, como a maioria deles, contentei-me em utilizar os olhos.

Se o rapaz lesse pensamentos, teria se levantado e descido do ônibus.




20.3.11

Bolo de banana e aveia



Acho que o friozinho do última semana ativou meu modo de preparo para "hibernação", pois ando com uma fome incontrolável nos últimos dias. Espero que essa tendência passe logo, acumular gordura não é algo de que necessite no momento...

Como não queria ter um bolão tentador na cozinha, fiz metade desta receita usando o ovo inteiro e dividi a massa em uma forma de muffins (6 unidades). Ficaram bem gostosos e perfumados. Já experimentei com passas e sem elas, ambas as versões são muito boas. (Foto da versão sem passas).

Daqui.



Bolo de banana e aveia

1 x de aveia em flocos
3/4 x de farinha branca
3/4 x de farinha integral
1/2 x de açúcar mascavo
1-1/2 c chá de canela em pó
1 c chá de fermento em pó
1 c chá de de bicarbonato de sódio
1 ovo
1-1/2 x de bananas amassadas (cerca de 3 grandes)
1/3 x de óleo
1 c chá de essência de baunilha
1 x de passas
2 c sopa de aveia para decorar (não usei)


Misture a aveia, as farinhas, o açúcar mascavo, a canela, o fermento e o bicarbonato de sódio em uma tigela.

Em outro recipiente, misture o ovo, as bananas, o óleo e a essência de baunilha, despeje esta mistura líquida sobre os ingredientes secos. Adicione as passas e misture apenas o suficiente para que tudo fique úmido e amalgamado. Coloque a massa em uma forma de bolo inglês untada e espalhe os flocos de aveia sobre a sua superfície. 

Asse em forno preaquecido à 180C até que um palito inserido em seu interior saia limpo, certa de 1 hora. Deixe esfriar por 10 min antes de desenformar. Retire da forma e deixe terminar de esfriar.


17.3.11

Escondidinho de frango e camarão


Outra receita sem medidas para usar ingredientes que estiverem dando bobeira em casa.

Fiz um refogado com 1/2 cebola, 1 dente de alho, 1 tomate sem peles e sem sementes, 1 peito de frango fatiado, 1 cenoura ralada, cebolinha e um punhado de camarões. Temperei com sal e pimenta. Coloquei em um refratário e cobri com um purê feito com um pouco de mandioca cozida, leite e requeijão, temperado com sal. Polvilhei queijo parmesão e levei ao forno para gratinar. Fim.

O refogado pode levar a carne e os legumes que desejar e o purê pode ser feito com batatas e levar creme de leite no lugar do leite e outros queijos.

15.3.11

Haruki Murakami - 1Q84 (3 de 3, fim)



Terminei o úlitmo volume de 1Q84. Não posso dizer que gostei, achei a história arrastada, mas talvez seja devido ao meu ritmo de leitura e por ter lido em japonês, enfim, por razões externas ao livro. Mesmo assim, achei que o negócio não evoluía, que havia muitas páginas para poucos acontecimentos. (Já escrevi sobre o volume 1 e o volume 2).

A solidão e a perda, características dos livros do Murakami, estão bem presentes e acho que é isso que atrai muitos de seus leitores, afinal, quem não se identifica com personagens vivendo relacionamentos superficiais,  com passados tristes e que não sabem o que fazer com suas vidas?

Em 1Q84, o autor transporta os personagens principais, Tengo e Aomame, para um universo paralelo. O encontro dos dois só é possível nesse lugar onde coisas misteriosas acontecem. Eles se conheceram na infância e nunca conseguiram se esquecer um do outro, mas as circunstâncias fazem com que um reencontro só ocorra "naquele lugar que não é bem o mundo que conheciam", onde há duas luas no céu e no qual seres estranhos, chamados de little people, são capazes de afetar a vida das pessoas.

Há um quê de Alice no país das maravilhas no texto, com vários personagens que aparecem e somem e, como a lagarta e o gato de Cheshire, dizem frases enigmáticas e com supostos sentidos profundos do tipo: "as coisas não são o que parecem ser" ou "precisamos buscar a sabedoria da coruja que habita as profundezas da floresta".

O recurso do universo paralelo permite que muitos acontecimentos absurdos sejam possíveis, fiquei com a impressão de que isso facilitou muito o desenrolar da trama. Em Minha querida Sputnik, Caçando carneiros ou mesmo Kafka à beira mar, o uso de acontecimentos inexplicáveis e realidades paralelas dava uma aura de mistério e uma certa profundidade às histórias, mas aqui eu achei que esse recurso foi meio over e serviu de solução mágica para tudo.

No mais, apesar de alguns aspectos sombrios e até violentos, acho que esta é a primeira história de amor com final feliz do Murakami. (Pronto, acabei contando o final!)

Até onde eu saiba, a tradução para o inglês sai em novembro. Para o português, deve levar mais tempo, especialmente porque a tradução, na maioria das vezes, é feita em cima da versão em inglês.
 

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(Torço para que o problema com a usina nuclear no Japão seja resolvido sem tardar para que o país possa se concentrar em reconstruir as áreas afetadas pelo terremoto e pelo tsunami.)



13.3.11

Pão de batata


Receita do Benjamin Abrahão que vi no Cybercook.

Primeira vez que faço pão de batata e, contrariando meus hábitos, fi-lo à mão, sem sovar a massa na máquina, e ele ficou muito bom. Acho que estou pegando o espírito da panificação. ;)

Como faz anos que não como pão de batata fora e também nunca comi o da rede Benjamin Abrahão, não sei dizer se o meu ficou igual, mas posso garantir que ficou bom  ("desgraçadamente gostoso",  usando as palavras do O.). A massa é muito boa para trabalhar, nem adicionei o leite pois a massa ficou no ponto sem ele. (Mas dependendo da batata e das condições de temperatura e pressão, pode ser necessário adicionar leite ou farinha para ficar no ponto).

Fiz metade da receita e não recheei os pães. Alterações:  usei água morna para a esponja e juntei um pouco de açúcar para acelerar a ativação do fermento. Reduzi a quantidade de sal e esqueci de vaporizar o forno. :p


Pão de batata

1 kg de farinha de trigo
1 c sopa de fermento biológico seco
150 gr de açúcar
400 gr de batata cozida
30 gr de sal
100 gr de manteiga
2 ovos
quanto baste de leite


Numa bacia ou na tigela da batedeira, faça uma esponja com 100 gramas de farinha de trigo, o fermento e um pouquinho de água (o suficiente para ficar com consistência de papa mole). Deixe descansar durante 15 minutos. Após este descanso, misture todos os ingredientes e faça uma massa bem macia. Espere o crescimento durante 30 minutos. Depois, modele em bolinhas de 70 gramas cada uma, coloque nas assadeiras previamente untadas, espere novamente o crescimento durante uns 40 minutos, aproximadamente, e leve para assar.

Temperatura do forno: 200° C.

Observação: Vaporize bem o forno com água antes de levar os pães para assar. Para vaporizar o forno, você pode utilizar um spray de jardinagem com água, algumas borrifadas são suficientes. Outra forma é colocar dentro do forno, enquanto os pães estiverem assando, uma travessinha com água ou gelo. Três copos de água ou uns 12 cubinhos de gelo são suficientes.


12.3.11

Das forças da natureza

Vi as imagens do tsunami e fiquei triste e assustada com a tragédia. Como no Rio de Janeiro, é o tipo de acontecimento que podemos apenas lamentar e depois reunir forças para recomeçar. Na época em que escrevi meu mestrado, lembro que li vários comentários sobre o terremoto de Lisboa de 1755. Ele também foi seguido de um tsunami bastante destrutivo. Havia aqueles que diziam que se tratava de um castigo divino e outros que diziam que sempre ocorreram terremotos, maremotos e outros fenônemos do gênero sobre a superfície da Terra, só não havia ninguém no local para registrar o acontecimento. Com o aumento da população, seria natural que eles vitimassem mais pessoas.  Infelizmente, isso é verdadeiro. A amplitude das tragédias em vários lugares poderia ser minimizada se mais precauções fossem tomadas, mas nem tudo pode ser prevenido e o sentimento de impotência prevalece. 

Espero que os leitores do blog no Japão estejam bem e que aqueles que tenham familiares e conhecidos por lá já tenham conseguido receber notícias.



9.3.11

Risoto de tinguensai e requeijão


A receita segue mais ou menos o mesmo princípio da receita de risoto de palmito, mas a couve tinguensai entra quase no final para terminar de cozinhar com o arroz. Não uso medidas exatas para fazer risoto e não costumo seguir aquele ritual de ir adicionando o caldo de legumes (ou água) aos poucos. Respeito só a etapa do vinho, depois coloco a quantidade de água que acho suficiente para cozinhar o arroz,  mexo de vez em quando e adiciono mais líquido caso ache necessário. (Os puristas vão querer me matar por isso!). Coloquei apenas uma boa colherada de requeijão para dar um gostinho e um pouco de cremosidade e servi com um filé de truta temperada com sal e pimenta, passada na farinha e frita em manteiga.

6.3.11

Moqueca de frango


Receita simples e saborosa. Um frango com temperos de moqueca, as medidas podem ser variadas de acordo com a quantidade de carne e é possível usar um frango inteiro em pedaços. Servi com arroz integral e salada.


Moqueca de frango

5 sobrecoxas (usei sobrecoxas sem pele)
1 c sopa de óleo
1 tomate sem sementes picado
1 cebola picada
1 dente de alho picado
1/2 pimentão vermelho picado
um punhado de coentro picado
1/2 vidro de leite de coco
sal e pimenta a gosto

Tempere o frango com sal e pimenta e deixe descansar por 20 min. Aqueça o óleo e doure o frango. Adicione a cebola, o alho, o tomate, o pimentão, misture um pouco. Junte o leite de coco e cozinhe em fogo baixo com a panela tampada até que o caldo se reduza um pouco e a carne esteja macia. Durante o cozimento, verifique o tempero e corrija-o se achar necessário. Se preciso, adicicione um pouco de água. Finalize juntando o coentro e sirva com arroz.

Nota: Se quiser, você pode substituir o óleo por azeite de dendê. 

4.3.11

Salada de abacate, cebolas e mel


Basta fatiar um abacate, juntar cebola e temperar com um molho feito com mel, azeite, vinagre e um pouco de sal. Vinagre e sal em pequena quantidade, mel o suficiente para adoçar o molho e o azeite em porção mais generosa. Ou ao gosto do freguês...

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3.3.11

Yatta!



Como o O. disse, passei no "rabo da lagartixa", tirei uma boa nota de gramática/vocabulário, uma nota decente na parte de escuta e, como já tinha adivinhado, uma nota sofrível na parte de leitura. Mas passei. Ainda vou continuar estudando japonês este ano, pois não terminei o nível avançado, entretanto, acho que preciso mesmo é continuar lendo para melhorar a velocidade de leitura e para aumentar o vocabulário.

(Engraçado, achei que os critérios para passar ficaram menos rígidos do que no formato anterior, agora há nota uma mínima e não mais uma porcentagem mínima para ser aprovado.)

No próximo ano talvez comece mandarim, queria muito estudar os kanjis de uma outra perspectiva... ;-P

2.3.11

Torta de cebolas e peras


Vi a receita original em uma revista, mas só a ideia permaneceu a mesma pois fiz várias modificações. Uma delas foi usar a receita de massa à base de azeite da Clotilde de que gostei muito. Ela é mais elástica do que uma massa podre e achei fácil espalhá-la na forma com as pontas dos dedos. Depois de assada, ela é bem crocante. De qualquer forma, você pode usar a receita de massa que quiser ou usar uma congelada. A combinação peras-cebolas é deliciosa, creio que quanto mais doces forem as peras, melhor. 


Torta de cebolas e peras

Massa:
Uma combinação de 100g de farinha integral e 150g de farinha normal
1 c chá rasa de sal
1 c chá de ervas finas secas
(use as ervas que desejar, a Clotilde usou tomilho e alecrim)
60 ml de azeite
120 ml de água fria


Recheio:
3 peras médias descascadas e sem sementes cortadas em fatias finas
3 cebolas médias (usei roxas) em fatias finas
2 c sopa de azeite
1 c sopa de manteiga
1 c sopa de vinagre balsâmico

ervas finas a gosto (ou tomilho)
sal a gosto


Preparo do recheio:

Aqueça o azeite e a manteiga e refogue as cebolas e as peras. Adicione as ervas e o vinagre balsâmico. Tempere com sal a gosto e deixe cozinhar por cerca de 20-30 min em fogo baixo até que tudo esteja bem macio e não haja mais líquido. Deixe ficar morno antes de empregar.

Preparo da massa:

Misture a farinha, o sal e as ervas. Adicione o azeite e misture com um garfo. Adicione a água e misture ainda com o garfo até que ela seja absorvida pela farinha. Sove rapidamente com as mãos até formar uma bola.

Coloque a massa sobre uma superfície enfarinhada, abra-a em um círculo e forre uma forma de cerca de 25cm de diâmetro. (Ou espalhe-a com as pontas dos dedos dentro da forma). Distribua a mistura de cebolas sobre ela e dobre as laterais sobre o recheio. Asse até que a massa doure.

1.3.11

Das coisas para ler


Professora de japonês emprestou dois mangás de uma sérrie que conta a história do Japão. Eles são fáceis e rápidos de se ler, mas como ando sem muito tempo para tudo, tenho demorado bastante para ler qualquer coisa que seja. E pensar que são 18 volumes...

Este aqui é sobre o período das "grandes tumbas" dos senhores poderosos que pipocaram no Japão por volta do século VI. Eles tinham o mau hábito de enterrar vários objetos preciosos e até mesmo pessoas vivas quando morriam para que não passassem "necessidades" no além. Depois, esse costume mudou e as pessoas e os objetos foram substituídos por estátuas de cerâmica. (Pelo visto, todos os povos têm um histórico de práticas bárbaras).



Ainda não terminei o último volume de 1Q84, falta pouco, mas falta.

Também "empaquei" em outras leituras. Uma delas é Detetives Selvagens do Roberto Bolaño, autor chileno que virou "darling" dos críticos. O. amou o livro, mas eu ainda não fui fisgada. Sei lá, acho que é muita realidade latina pro meu gosto. Ao contrário do autor, gosto de realismo mágico, ele torna tudo mais palatável. Mas vou insistir. (Se bem que isso também não é garantido, morri nos primeiros capítulos da trilogia do Javier Marías, Tu rostro mañana, e, no momento, nem penso em abri-lo novamente).

No mais, não vi nenhum filme do Oscar e nem sinto vontade de assistir a nenhum dos indicados. Faz tempo que não sinto vontade de assistir filmes. De repente a ideia de ficar sentada olhando uma trama se desenrolar na tela me parece cansativa demais. É uma fase.