31.5.07

Salada de tomates assados com anchovas e manjericão

Esta receita é para o Rei da Quinzena do Colher de Tacho, não tenho comprado peixe ultimamente e tive que improvisar usando uma latinha de anchovas. Eu adoro o sabor que as anchovas dão aos pratos e molhos, mas acho os filezinhos muito salgados, apesar disso, O. costuma abrir as latinhas e comê-los sobre fatias de pão sem mais nada, o que sempre me faz repetir: "Olha a pressão (alta)!" 
A receita é do Kitchen Diaries do Nigel Slater, muito simples e saborosa, ele recomenda que a salada seja acompanhada por pão e um bom queijo. Usei tomates cereja, mas acho que os tomates da receita original são aqueles de tamanho médio, em ramas, que são difíceis de encontrar por aqui.

Tomates assados com anchovas e manjericão

1 kg de tomates
6 dentes de alho
um pouco de azeite

Para o molho:
6 pequenos filés de anchova (uma latinha)
80ml de azeite
2 c sopa de vinagre de vinho branco
um punhado de folhas de manjericão

Preaqueça o forno à 200C. Coloque os tomates lavados e limpos em uma assadeira. Amasse os dentes de alho com a casca e coloque-os junto com os tomates, adicione um pouco de azeite e uma pitada de sal. Asse por cerca de 20-25 min, até que os tomates comecem a dourar e estejam a ponto de estourar.
Enquanto isso, amasse os filés de anchovas até que se transformem em uma pasta, adicione o azeite, o vinagre e as folhas de manjericão (rasgue-as se forem muito grandes) e um pouco de pimenta, não é necessário colocar sal.
Assim que os tomates forem retirados do forno, misture com o molho. Deixe esfriar à temperatura ambiente e sirva com pão ou bruschetta aproveitando o sumo.

30.5.07

Risoto de roquefort e pêras

Risoto vai bem com o frio. Esta receita é do pacote de arroz que comprei. Ficou gostoso, roquerfort e pêra sempre combinam!

Risoto de roquefort e pêras

2 colheres (sopa) de azeite
1 cebola pequena picada fininha
2 xícaras (chá) de arroz arbóreo (250g)
sal a gosto
1/2 xícara (chá) de vinho branco seco
150g de queijo roquefort cortado em pedacinhos
4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
2 pêras maduras cortadas em tirinhas
1 colher (sopa) de manteiga
salsa picada a gosto

Aqueça o azeite numa frigideira grande de fundo largo e bordas altas, e doure nela a cebola. Acrescente o arroz e refogue-o rapidamente, mantendo a chama alta. Tempere com sal e junte o vinho branco, mexendo continuamente até que 2/3 dele tenha se evaporado. Adicione aos poucos 1 litro e meio de caldo ou água e cozinhe por cerca de 25 minutos, mexendo sempre com uma colher de pau para que o risoto fique bem cremoso. Junte então o roquefort, o parmesão, as pêras cortadas em tiras e cozinhe por mais alguns minutos. Apague a chama, junte a manteiga, a salsa picada e sirva imediatamente.

27.5.07

Caçarola de arroz, frango e feijão fradinho

Não tenho andado muito animada na cozinha, deve ser o frio dos últimos dias! Fiz esta receita há algum tempo, mas estava com preguiça de traduzir... Acho que estou entrando em hibernação!

Adoro pratos que são uma refeição completa, você usa só uma panela e tem comida para o almoço e o jantar! Receita retirada de uma revista "Hello!" do mês passado.


Caçarola de arroz, frango e feijão fradinho 

 
4 peitos de frango sem ossos ou pele cortados em pedaços
2 c sopa de óleo
2 c sopa de açúcar mascavo
225g de arroz
600ml de caldo de frango
3 c sopa de rum (opcional)
410g de feijão fradinho (black eye beans) cozido e escorrido
1/2 pimentão vermelho fatiado
1/2 pimentão verde fatiado
folhas de tomilho fresco (não usei)

 
Para a marinada do frango
1 cebola picadinha
1 c chá de cominho moído
1 c chá coentro moído
1 c chá de páprica
1 c chá de tomilho seco
1 c chá de molho de pimenta
3 c sopa de molho inglês
1 dente de alho amassado
suco de 1 limão

Misture os ingredientes da marinada e despeje sobre os pedaços de frango, mexa e deixe tomar gosto por uma hora.
Após esse tempo, aqueça o óleo e o açúcar em uma panela. Remova os pedaços de frango e de cebola da marinada e refogue até começarem a dourar, cerca de 5 min. Adicione o arroz e refogue por mais um minuto mexendo sempre.
Adicione o resto da marinada, o rum e o caldo de frango e cozinhe por 20 min ou até que a carne e o arroz fiquem macios e o líquido seja absorvido. (Tempere com sal caso ache necessário). Coloque o feijão cozido e os pimentões e cozinhe por mais 5 min.
Sirva polvilhado com as folhas de tomilho frescas.

 

20.5.07

Bolo de grão de bico

Depois do bolo de pepino, o bolo de grão de bico da Reinefeuille! Gostei bastante dele, fiquei com medo de que a textura ficasse muito pesada, mas isso não aconteceu. Ele é bem gostoso, o sabor lembra um pouco aqueles doces de feijão japoneses (de que nem todo mundo gosta).

Bolo de grão de bico

 
300 g de grãos de bico cozidos
125 ml de leite
80 g de açúcar
3 ovos grandes (separar gemas das claras)
1 pitada de sal
1/2 c café de extrato de baunilha
1 c café de rum (coloquei mais!)
frutas para acompanhar

Preaquecer o forno à 180°C. Untar uma forma de bolo inglês e forrar com um pedaço de papel manteiga para evitar que o bolo grude (eu sou uma prova de que isso é essencial!)
Bater no liquificador o leite, o açúcar, o grão de bico, as gemas, sal, baunilha, rum e, se desejar, canela em pó.
Bater as claras em neve firme e misturar ao resto da massa delicadamente. Colocar a massa na forma e assar por 40min.
Deixar o bolo esfriar por 10min e desenformar com cuidado. Deixar esfriar à temperatura ambiente, cobrir o bolo e colocar no refrigerador por várias horas ou por uma noite. Servir com frutas frescas.

18.5.07

Bolinhos de abobrinha

Receita da Lídia Lopes da Cozinha Turca, bolinhos muito simples e refrescantes! Sei que a Valentina também gosta muito deles, pois já vi uma versão da receita por lá .

Bolinhos de abobrinha

3 abobrinhas
1 cebola
1 copo de farinha
3 ovos
1 colher de sopa de manjerona ou orégano frescos picados (eu não usei)
1 colher de sopa de manjericão fresco picado
sal e pimenta do reino


Para o molho de iogurte:

1 colher de sopa de salsa fresca picada
2 copos de iogurte
1 pepino
1 dente de alho
2 colheres de chá de sumo de limão
1 colher de sopa de hortelã fresca picada


Prepare os bolinhos: Raspe a abobrinha e a cebola. Coloque num recipiente a farinha, os ovos batidos, a cebola, as ervas, o manjericão, o sal e a pimenta e mexa muito bem. Coloque óleo numa frigideira e deixe aquecer. Disponha na frigideira 3 colheres de sopa da mistura para cada bolinho e frite até ganharem um pouco de cor de ambos os lados. Coloque-os sobre uma toalha de papel de cozinha para perderem o excesso de óleo.

Prepare o molho de iogurte: Coloque num recipiente o pepino raspado, o alho picado, a hortelã, o suco de limão e o iogurte. Misture todos os ingredientes.
Este molho é para ser servido como acompanhamento e não sobre os bolinhos. Cada pessoa coloca no prato a quantidade de molho pretendida e vai intercalando os sabores.




17.5.07

Risoto de milho, tomate e manjericão

Sempre coloco a receita do Rei da Vez do Colher de Tacho no final do prazo! Mas esta aqui valeu a pena! Achei este risoto no Joy of Cooking, a combinação de sabores é muito boa: o adocicado do milho, a acidez dos tomates frescos e a cremosidade do risoto...

Risoto de milho, tomate e manjericão

Misturar e reservar:
1 x de tomates sem casca e sem sementes picados
2 c sopa de manjericão picado

1 c sopa de suco de limão

1/4 c chá de sal, ou a gosto

Ferver 5 x de caldo de frango

Retirar o equivalente a 2 x de milho de 4 ou 5 espigas (eu usei milho enlatado). Bater metade no processador de alimentos e transformar em um purê. Reservar.

Aquecer
2 c sopa de manteiga em uma panela e adicionar 1/2 x de alho poro picado. Refogar bem, adicionar 1 1/2 x de arroz arbóreo, refogar mexendo sempre, adicionar 1/2 x de vinho branco. Cozinhe sem parar de mexer, até que o vinho seja absorvido pelo arroz. Adicione 1 x de caldo de frango e cozinhe mexendo sempre em fogo médio até que o caldo seja absorvido. Vá adicionando o caldo, 1/2 x de cada vez, mexendo sempre e esperando que ele seja absorvido antes de adicionar mais. Repita o processo até que o arroz esteja quase macio, cerca de 15 min. Adicione o purê de milho e mais 1/2 x de caldo de frango, continue repetindo o processo de adicionar e esperar o caldo ser absorvido até que o arroz esteja macio, mas ainda firme no meio, 5-10 min. Coloque os grãos de milho e a mistura de tomate. Tempere com sal e pimenta a gosto.
Sirva polvilhado com parmesão ralado.

16.5.07

Salada de polvo

Outro dia encontrei polvo pré-cozido no mercado e trouxe uma bandeja para casa. Eu o cozinhei mais uma vez por uns 45min, espetei com um garfo para verificar a maciez, deixei esfriar, cortei em pedaços e fiz uma salada com tomates picados, cebola, coentro, alho, azeite e sal. Ficou muito bom! A minha receita foi inspirada em uma que vi no Winniepetiscos, mas a maneira de prepará-la varia muito, há quem coloque batata cozida, ovo cozido, salsinha, ou não coloque tomate ou prefira apenas o polvo com azeite e alho refogado no azeite, etc...

14.5.07

Bolo de pepino

Receita da Reinefeuille e do blog Gourmandises fiquei tão curiosa com esta receita que não resisti e acabei fazendo. A massa deveria ter sido assada em uma forma grande e o bolo cortado em quadrados, mas achei que ficaria mais interessante em uma forma de muffin. Ficou bom, a massa é um pouco pesada, mas úmida, como não tinha chocolate, coloquei passas no lugar (da próxima vez, usarei chocolate). Tem um sabor divertido, nunca comi bolos feitos com chá verde, mas as autoras dos outros blogs disseram que é parecido. O. gostou bastante.

Bolo de pepino

75 g de margarina (usei manteiga)
100 g de açúcar demerara
1 ovo
175g de farinha
1 c de café de fermento
1 pitada de sal
200g de pepino ralado com a casca
50 g de gotas de chocolate

Untar uma forma quadrada de 18cm. Bater a margarina, o açúcar e ovo até que a mistura fique bem homogênea, adicionar a farinha, o pepino, o fermento, sal e as gotas de chocolate.
Espalhar na forma e assar por cerca de 25 min à 180C.



11.5.07

Bolo de figo fresco

Não estava esperando muito desta receita, queria mesmo era dar cabo de uma caixa de figos que estava em seus estertores, mas sabem que o bolo ficou muuuito bom? Acho que morninho com uma bola de sorvete, deve dar uma bela sobremesa.
Piquei os figos em pedaços grandes e misturei à massa. Receita do site francês Marmiton.

Bolo de figos frescos

125 g de farinha
1 pitada de sal
100 g de açúcar mascavo
1 c chá de fermento em pó
2 ovos
25 g de azeite (eu medi na balança)
50 g de leite (idem)
canela a gosto
500 g de figos frescos

Preaquecer o forno à 200C.
Misturar todos os ingredientes, menos os figos.
Untar e enfarinhar uma forma de 24 cm de diâmetro.
Colocar a massa na forma. (Parece que há pouca massa, mas ela cresce)
Corte os figos ao meio, ou em quatro, dependendo de seu tamanho, e colocar sobre a massa com a pele voltada para cima (eu piquei grosseiramente os figos e misturei com a massa).
Assar por cerca de 30 minutos. Se desejar, polvilhar com açúcar.


10.5.07

Pão integral com sementes de gergelim e girassol

Esta receita de pão publicada no Culinary in the Country pelo Joe é maravilhosa!!! Fiquei apaixonada por seu gostinho de gergelim. Eu me esqueci de tostar as sementes antes de prepapar a massa e, por uma confusão com as embalagens (dããã), acabei colocando farinha de trigo integral no lugar da farinha de centeio. Também usei a máquina de pão para amassar, se fizer o mesmo, coloque os ingredientes na ordem indicada pelo fabricante (líquidos, farinhas, fermento por último) e bote para funcionar, espere o ciclo terminar e molde os pães, como sempre, fiz pequenos para congelar.

Pão integral com sementes de gergelim e girassol

 
1/2 x de sementes de girassol descascadas
1/2 x de sementes de gergelim
4 c sopa de manteiga em cortada cubinhos
1 1/4 x leite morno
2 c chá de óleo de gergelim
1/2 x de farinha de trigo integral
1/2 x de aveia em flocos
1/4 x de fubá
1/4 x de farinha de centeio (foi aqui que me confundi e coloquei farinha integral outra vez!)
2 x de farinha
1/4 x açúcar mascavo
2 1/4 c chá de fermento biológico instantâneo seco
1 1/4 c chá de sal

(Como usei a máquina e me esqueci de tostar as sementes, não segui as instruções abaixo)

Preaqueça o forno à 180C.
Coloque as sementes de girassol e gergelim em uma assadeira grande e asse até que o gergelim comece a ficar corado, cerca de 10 minutos. Retire do forno e deixe esfriar.

Na batedeira, com o batedor para pão, misture a manteiga, leite, óleo, farinha de trigo integral, aveia, fubá, farinha de centeio, farinha, açúcar, fermento e sementes tostadas até que a massa fique homogênea. Cubra e deixe descansar por 45 minutos para que a farinha absorva os líquidos.

Coloque a massa em uma superfície enfarinhada, polvilhe o sal sobre ela e amasse até que fique macia e elástica. Coloque em uma grande tigela untada com óleo e deixe crescer até dobrar de tamanho.

Amasse para retirar o ar da massa e molde um tronco. Coloque em uma forma de bolo inglês grande untada com óleo. Cubra e deixe crescer até dobrar de tamanho. Preaqueça o forno à 180C pouco antes do final do crescimento da massa.

Asse até que o pão fique dourado, cerca de 45 a 50 minutos - Cubra com uma folha de papel alumínio após 20 min para evitar que as sementes da parte de cima se queimem. Retire do forno, espere 1 ou 2 minutos antes de desenformar e deixar esfriar completamente. Se quiser uma casca macia, pincele com manteiga derretida assim que retirar do forno.


8.5.07

Dip de iogurte, tahini e melaço de romã

Se você gosta de pão tipo pita acompanhado por tabouleh, hummus, baba ganoush, aqui vai uma outra receita para incrementar a mesa de "coisas árabes", um dip muito simples e saboroso. Para quem não sabe, "dips" têm uma consistência mais mole do que patês e você os saboreia "mergulhando" os pães ou outros acompanhamentos nele. E para quem não conhece o melaço de romã, ele não é doce, mas bem ácido. Receita do blog Chili und Chiabatta.

Dip de iogurte, tahini e melaço de romã

 
250g de iogurte natural (integral)
3-4 c sopa de tahini
3-4 c sopa de melaço de romã
sal e pimenta a gosto
sementes de gergelim tostadas para polvilhar

Misturar o iogurte com o tahini usando um batedor de ovos, adicionar o melaço e temperar com sal e pimenta a gosto. Colocar em tigelas, polvilhar as sementes de gergelim e servir com pão pita.

7.5.07

Em busca do tempo perdido - No caminho de Swan


Talvez alguns livros realmente devam ser lidos em determinadas épocas de nossas vidas, ao menos para mim, esse foi o caso com Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, obra que narra as memórias do autor desde sua infância, composta de sete volumes. Todo mundo falava tanto desse autor francês, sempre lia elogios à sua obra e, no entanto, quando peguei o primeiro volume, "No caminho de Swan", e o li, achei tão enfadonho! Parei no começo do segundo volume, "À sombra das raparigas em flor", e o esqueci por completo. Há alguns anos atrás, resolvi fazer um curso de literatura em uma escola de francês apenas para melhorar o vocabulário e manter contato com a língua, a obra a ser lida era "Sodoma e Gomorra", se não me engano, o quarto volume de Em Busca do Tempo Perdido. Daquela vez, fui conquistada por Proust e li todos os volumes, um atrás do outro! Ah, as descrições de Combray e Balbec, cidades nas quais o autor respectivamente passou sua infância e suas férias à beira-mar, são belíssimas! A riqueza de detalhes e composição dos personagens são invejáveis!

No caminho de Swan
, À Sombra das raparigas em flor e Sodoma e Gomorra são os volumes de que mais gosto, mas a obra toda é muito boa!

Terminei de reler o No caminho de Swan esta semana, este é finalzinho do livro:

"Os lugares que conhecemos pertencem apenas ao mundo do espaço no qual os situamos por uma questão de comodidade. Eles não passavam de uma fatia ínfima entre as impressões contíguas que formavam nossa vida então, a lembrança de uma certa imagem é apenas o pesar de um certo instante; e as casas, as ruas, as avenidas, são fugitivas, hélas, como os anos."

*Há traduções muito boas para o português feitas por Carlos Drummond de Andrade e Mário Quintana!


6.5.07

Patê de erva-doce e amêndoas

Foi o blog Les Délices de Reinefeuille que me apresentou a receita que é da Cerise e está no site francês Marmiton . Nós não temos o hábito de comer muita erva-doce no dia a dia, mas acho que seu consumo aumentou, pois está mais fácil encontrá-la nos supermercados hoje (ou será que é um fenômeno psicológico? Do tipo pensar em ter filhos e ver grávidas em todos os lugares como se elas não existissem antes?). O fato é que não gostava de erva-doce antes e agora gosto, ainda não consigo comê-la crua em saladas, mas cozida ou bem disfarçada, é muito boa! Este patê tem um sabor bem suave, é leve e tem um ar sofisticado. Também deve ficar bom como recheio de sanduíches no lugar de um pesto, por exemplo.

Patê de erva-doce e amêndoas

 
150 g de amêndoas moídas
1 bulbo pequeno de erva-doce
1 punhado de folhas de hortelã
2 dentes de alho grandes descascados
3 c café de pasta de anchovas (é difícil encontrar aqui, use dois ou três filés de anchova. Eu gosto do sabor de anchova mais pronunciado)
azeite

Bater a erva-doce picada grosseiramente com a menta em um processador de alimentos. Adicionar os dentes de alho, a pasta de anchova e meia xícara de azeite.
Misturar 150g de amêndoas moídas e colocar azeite até atingir a consistências desejada (o suficiente para poder ser espalhado com facilidade sobre fatias de pão). Prove, se quiser, adicione mais sal.
O patê se conserva por um bom tempo no refrigerador se coberto com azeite.

4.5.07

Bombocado de fubá da mãe da Miki

Vi essa receita há tanto tempo no blog da Miki, mas só a fiz agora! Ela me faz lembrar da infância, pois sempre que havia alguma festinha na escola, alguém levava esse bolo/bombocado. Na verdade o meu ficou parecendo um bolo-pudim de fubá, a parte mais mole até formou uma calda! Eu coloquei uma xícara de açúcar a menos, será que foi isso? (Ou terá sido o leite feito com leite em pó? Sabem como é, moro longe do supermercado... Talvez deva ser mais disciplinada na cozinha). De qualquer forma, ficou bom!
Assei em uma forma com furo no meio grande.

Bombocado de fubá da mãe da Miki

 
3 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
1 1/2 xícaras (chá) de fubá
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de manteiga derretida no leite
1 colher (sopa) de fermento em pó
4 colheres (sopa) de queijo ralado (50g)
4 xícaras (chá) de leite

Bata no liquidificador os ovos por uns 5 minutos. Acrescente o açúcar aos poucos.
Misture fubá, farinha, queijo ralado. Reserve.
Adicione aos poucos e alternadamente a mistura de farinha e o leite. Por último, acrescente o fermento.
Desligue o liquidificador e verta a mistura (fica bem líquida) em uma fôrma untada e enfarinhada. Forno moderado. Espere esfriar completamente para desenformar.
A parte de baixo fica um bolo e, por cima, uma camada de creme.

3.5.07

Questionário Literário

A querida Elvira da Tasca me convidou a responder este questionário sobre livros, como sou apaixonada pela literatura e gosto de memes, eis minhas respostas (em português, pois meu francês anda enferrujado...):

Os 4 livros de minha infância:


Os colegas de Lygia Bojunga Nunes, li este livro infantil com uma prima em uma viagem ao litoral norte de SP, antes de dormir, cada uma de nós lia um pedaço, como ela se cansou, li o final sozinha. Relido várias vezes.


Monteiro Lobato: Li todas as histórias do Sítio do Pica-pau Amarelo. É uma pena que as crianças prefiram assistir televisão hoje em dia...


Contos de Hans Christian Andersen: como a Elvira, eu também adorava os contos de Andersen, eles não são alegres, ao contrário, muitas vezes, são sombrios, mas muito interessantes. Minha história favorita era a "Rainha da Neve".

Estórias e lendas brasileiras contadas pelo Arrelia: uma coletânea de contos e lendas brasileiros divididos de acordo com suas regiões de origem narrados pelo palhaço Arrelia. Histórias sobre o Currupira, Boitatá, Mãe d'água, boto... Não encontrei referência para a coletânea :(


Os 4 escritores que eu lerei e relerei:

Emily Dickinson: Adoro seus poemas sensíveis e cheios de beleza.
Fernando Pessoa: sem comentários!

Marcel Proust: Estou relendo o primeiro volume de
Em busca do tempo perdido, algumas de suas descrições de Balbec e de Combray são inesquecíveis...

Yasunari Kawabata
: mais uma coincidência com as resposta da Elvira... Yasunari Kawabata é um autor japonês de escrita ímpar. Gosto de pensar que seus textos são compostos de pequenos haikais.

Os 4 autores que não comprarei ou tomarei mais emprestado:

Paulo Coelho: Oh! Ele um dos escritores que aparece constantemente neste item! rs Bem, ele serve para distrair, mas está na categoria de auto-ajuda, não de literatura... Só invejo sua capacidade de fazer dinheiro...


Sidney Sheldon: Hum.. Esta parte do questionário deveria ser suprimida, pois respondê-la me deixa muuuuito embaraçada. Mas vamos lá, li muito Sidney Sheldon quando era adolescente, fazer o quê?


J.J. Benítez
: Confesso, li quase toda a Operação Cavalo de Tróia, fiquei esperando a conclusão, mas ela saiu quando eu não estava mais interessada...

Anne Rice
: Meu Deus! A humilhação continua! Li todos os livros sobre o vampiro Lestat, alguns sobre bruxas, mas não cheguei à Múmia...

Os 4 livros que eu levaria para uma ilha deserta:

Don Quijote de la Mancha de Cervantes: Don Quijote (ou Quixote) e Sancho Pança protagonizam a mais bela história de amizade e amor que conheço, eles são os personagens mais humanos de toda a literatura: são mesquinhos, ignorantes, geralmente ridículos, mas capazes de grandes demonstrações de amizade e bondade.

As mil e uma noites: adoro suas histórias com perfumes e sabores orientais...

Contos de Genji de Murasaki Shikibu: há anos estou para me atracar com esse livro, uma espécie de diário escrito por uma cortesã no Japão feudal.


Trilogia do Cairo de Naguib Mahfuz: ela conta a história de várias gerações de uma família no Cairo entre a primeira Guerra Mundial e a queda da monarquia no Egito, maravilhosa.

As 4 (x4) últimas palavras de meu livro preferido (também como a Elvira é a última estrofe de um de meus poemas favoritos de Pessoa, Hora Absurda:)

"O que é que me tortura?... Se até a tua face calma
Só me enche de tédios e de ópios de ócios medonhos...
Não sei... Eu sou um doido que estranha a sua própria alma...
Eu fui amado em efígie num país para além dos sonhos..."

Os 4 (+4) primeiros livros de minha lista de (re)leitura:

Anna Karenina
, Tolstoi
Gargantua e Pantagruel, Rabelais
Tu rostro mañana
, Javier Marías
After Dark, Haruki Murakami (Eba! Ainda há Murakamis para ler! A tradução americana será lançada este mês)

Para reler:

Kafka on the shore, Haruki Murakami
Kokoro, Natsume Soseki
Cem anos de solidão, Gabriel Garcia Marquez
A cor púrpura, Alice Walker

Este meme está aberto a todos os amantes da literatura que quiserem respondê-lo!

1.5.07

Pudim de caqui

O Rei da Quinzena do Colher de Tacho era um desafio: caqui, ou diospiro, como o fruto é chamado em Portugal. Eu adoro caquis. Quando era criança ganhávamos um cesto cheio daqueles caquis chocolate (aqueles maiores e mais firmes), eu descascava e comia como se fossem maçãs, até hoje nunca gostei dos caquis molengas, mas abri uma exceção para fazer esta receita encontrada no Allrecipes, parece que no estado americano de Indiana, este pudim é muito comum, servido no feriado de Thanksgiving.


O pudim me deu uma canseira! Você precisa colocá-lo no forno e mexer com uma colher a cada 15 min durante 2 horas, até aí, tudo bem, o problema foi que usei um pirex raso e o líquido acabou transbordando e caindo sobre a chapa do forno, ainda faltava uma hora de cozimento e não pude limpá-la presto, a cozinha acabou com um cheiro de queimado terrível e mais tarde lá fui eu lavar chapas e grades, algo que odeio, odeio...


Mas voltando ao pudim, ele vira um tipo de creme até agradável, mas para quem nunca comeu algo semelhante na vida, é mais curioso do que gostoso. O. disse que vai comer, então não preciso me preocupar em ficar com o pudim encalhado na geladeira.
Fiz metade da receita.

Pudim de caqui

4 x de polpa de caqui
2 ovos
1 x de açúcar
4 x de farinha
2 c chá de bicarbonato de sódio
6 x de leite
1 c sopa de manteiga

Preaqueça o forno à 175C.
Em um recipiente grande, misture a polpa de caqui e os ovos com um batedor de ovos. Coloque o açúcar. Misture a farinha com o bicarbonato de sódio e adicione alternadamente a mistura de caqui e o leite mexendo bem, até que massa fique homogênea. (Eu bati tudo no liquidificador, ok?). Coloque em um forma FUNDA e grande. Espalhe pedaços de manteiga por cima e asse por duas horas, misturando a cada 15 min.
O pudim ficará com uma cor marrom escura quando estiver pronto. Sirva frio ou quente.