31.12.10

Novo ano

.


Como diria Forrest Gump, cada ano é como uma caixa de bombons, você nunca sabe o que vai encontrar lá dentro. Eu aceito a minha do jeito que vier e espero apenas gostar da maior parte do conteúdo.

Feliz Ano Novo para vocês e que suas "caixas" sejam recheadas de coisas gostosas!



.

Desculpem a bagunça...

 .


Estou tentando decidir que template usar. Gostava do anterior, mas acho que ele demorava para carregar e havia muitas divisões e cores.  Quero algo mais simples. Que acham deste? A combinação de salmão e azul claro não é a minha favorita, mas o template não é mau e o blog aparece inteiro para a maioria das pessoas.

Também queria saber se o blog ficou muito lento para carregar depois que comecei a publicar fotos maiores. Isso não ocorre comigo, mas pode não ser verdadeiro para todo mundo.


.

29.12.10

Salada de abobrinha temperada com mostarda e alcaparras


Esta é uma salada que faço sempre que tenho abobrinhas bem frescas em casa. Geralmente uso a abobrinha italiana, mas a brasileira também serve. Uso o fatiador para que as fatias fiquem bem fininhas e tempero com um molho feito com alcaparras picadinhas, mostarda tipo dijon, azeite, sal e pimenta a gosto. Misturo tudo muito bem e finalizo com um pouco de parmesão ralado.

.

Minha cidade

.

A cidade onde moro é pequena e tem ruas arborizadas. As construções não tem mais de três andares e tudo de que preciso está a poucos quarteirões da minha casa: a mercearia do casal simpático, a padaria, a quitanda onde as frutas estão sempre frescas. Há uma loja de ferragens perto da igreja e uma praça onde velhos de chapéu jogam dominó.

Há sempre crianças brincando nos quintais e os vizinhos fazem silêncio durante à noite, ouve-se no máximo a sugestão de Bossa Nova ou de Ella Fitzgerald vinda de alguma janela aberta, o que alegra alguns de meus finais de tarde.

E sente-se o aroma de bife, ou pipoca, ou café, preparado nas cozinhas.

Sei que nem todos são felizes aqui, há sempre algum drama doméstico comentado entre as vizinhas, ou um adolescente solitário trancado em seu quarto, mas não há nada errado nisso, pois o que descrevo não é um ideal, é uma nostalgia.


.

28.12.10

Falsa mousse de chocolate



Receita da Noêmia Martins.

Ideal para quem não gosta de usar ovos crus para preparar mousses em casa como eu. Apesar de comer essa sobremesa fora, não consigo comê-la se eu a tiver feito. Esta "falsa mousse" é bem próxima da autêntica em termos de sabor, mas achei a consistência mais firme por causa da gelatina. Fiz metade da receita, pois somos apenas duas pessoas aqui em casa, e medi a quantidade de gelatina a olho, o que pode ter feito com que adicionasse um pouco mais do que seria necessário.

A Noêmia escreveu que eu poderia usar um doce de leite mais mole no lugar do leite condensado cozido e foi o que fiz. Usei um doce de leite orgânico que, para minha supresa, era bem pouco doce. O chocolate continha 74% de cacau e o resultado foi uma mousse bem amarga com predomínio do chocolate, ninguém diria que havia doce de leite. Tenho que repetir a receita com o leite condensado cozido porque o resultado deve ser diferente.


Falsa mousse de chocolate


1 lata de leite condensado cozido
200g de chocolate meio-amargo
400g de creme de leite fresco
1 col. (chá) de manteiga sem sal
8g de gelatina em pó incolor e sem sabor (ou 4 folhas)


Em uma tigela, junte o chocolate meio-amargo picado, a manteiga e 100g de creme de leite fresco. Leve ao microondas, em potência média, por 2 minutos. Retire do microondas e misture até estar o chocolate derretido e muito bem incorporado aos outros ingredientes. Reserve.

Dissolva a gelatina em um pouco de água de acordo com as instruções da embalagem e junte ao chocolate derretido reservado. Junte, também, o leite condensado cozido. Volte a reservar.

Bata o restante do creme de leite até ponto de chantilly suave, sem ficar muito firme. Misture o chantilly à mistura de chocolate e leite condensado cozido, suavemente com movimentos de baixo para cima com uma espátula, para não perder a leveza.

Coloque em taças individuais ou em uma grande, como preferir. Leve à geladeira por, no mínimo, 1 hora.


26.12.10

Salada veneziana de frutos do mar


Ótima salada para uma entrada em pequenas porções ou uma refeição completa servida em porções generosas (foi a "pièce de résistance" do nosso Natal). Ideal para o verão. Leve e fresca, gostei muito. Usei caranguejo no lugar do polvo e das vieiras, os frutos do mar podem ser variados e você pode adicionar ou retirar aquilo que quiser, o importante é procurar respeitar o tempo de cozimento de cada um deles para que não fiquem "borrachudos" e duros. Fiz menos da metade da receita e alterei a quantidade de tempero e de legumes de acordo minhas preferências pessoais.


Salada veneziana de frutos do mar

Para os frutos do mar:
1 talo de salsão
1 cenoura média
1 cebola pequena descascada e cortada ao meio
1 folha de louro
3 c sopa de suco de limão
1 c chá de sal
1/2 litro de água
450g de lula em anéis
450g de vieiras (não usei)
450g de camarões médios limpos
450g de polvo (também não usei)

Para a salada:
1 x de salsão em fatias finas
1 x de cenouras em palitos finos
1/2 x pimentão vermelho em fatias
1/2 x pimentão amarelo em fatias
Um punhado de cebolinha fatiada (apenas a parte branca)
2 c sopa de salsinha picada
2 c sopa de folhas de manjericão picadas
2 dentes de alho grandes picados
6 c sopa de suco de limão
1 c sopa de vinagre de vinho branco
1/2 x de azeite extra-virgem
1/2 c chá de sal
pimenta do reino a gosto
6-8 x de alface rasgada

Para cozinhar os frutos do mar, você vai precisar de uma panela na qual possa encaixar uma peneira ou escorredor resistente ao calor. Nela, leve para ferver o talo de salsão, a cenoura em pedaços, a cebola, a folha de louro, o suco de limão, o sal e a água.

Coloque a peneira com os anéis de lula na água e cozinhe por cerca de 2 min. Retire da água e transfira  a lula para uma grande tigela. Reserve. Repita o procedimento com as vieiras, espere que elas fiquem opacas, cerca de 3-4 min. Retire da água, corte-as ao meio caso sejam grandes e transfira para a tigela com a lula. Reserve.  Em seguida, cozinhe o camarão por cerca de 3 min. Retire da água e junte à lula e às vieiras.

Coloque o polvo dentro da panela sem usar a peneira e adicione mais água para cobri-lo caso seja necessário. Reduza a temperatura e cozinhe-o por cerca de 40-50 min. Escorra-o e lave-o com água corrente até que esfrie completamente. Use seus dedos e uma pequena faca para remover a pele. Descarte o "bico" e a parte da cabeça. Corte os tentáculos em pedaços e junte aos demais frutos do mar.

Adicione os legumes fatiados e misture. Tempere com suco de limão, vinagre, azeite, sal e pimenta do reino. Sirva imediatamente sobre uma cama de alface.

Variações: você pode adicionar 6-8 mexilhoes cozidos no vapor, ou 1/2 x de batatas cozidas em cubos, ou 1/2 x de feijões brancos cozidos. Também pode adiconar 2 c chá de coentro picado ao tempero.


25.12.10

Carpaccio de Haddock


Entrada fácil e gostosa.

Basta comprar uma daquelas embalagens de haddock defumando congelado (geralmente há duas porções), colocar cada porção sobre um prato, esperar descongelar e servir com um fio de azeite e lascas de um bom parmesão. Basta um bom pão para acompanhar e pronto!

Dos pratos

Irei publicar as receitas do natal nos próximos dias. Não somos muito fãs da família do peru, chester e tender, por isso escolhi pratos mais leves e frios com frutos do mar e acho que foi acertado com o calor que anda fazendo. Combinação acertada também para acompanhar um champagne ou espumante.

Aliás, alguém mais faz parte do clubew da loja de vinhos Wine e comprou os champagnes da promoção de final de ano? Se sim, que acharam? Abrimos uma garrafa de Montaudon Premiere Reserve Brut, ele tem aromas de frutas frescas e um pouco mais de acidez do que os outros (poucos) champagnes que já bebemos, mas gostamos.

24.12.10

Das festas de final de ano

*
 
Como já escrevi antes, não ligo para as festas de final de ano.  Prefiro não ter que me preocupar com enfeites, presentes, roupa e coisas do gênero. Cozinho algo diferente para as ceias de natal e ano novo, abrimos uma garrafa de champagne e assistimos a algum DVD antes de irmos para a cama. Deve parecer bem sem graça para muita gente, mas preferimos assim.


*

Este foi um ano sem sobressaltos, portanto, diria que não foi um mau ano. Continuei meu trabalho de formiga, recolhendo uma coisa aqui e outra ali, estudando, meio sem saber para que isso vai servir, mas com prazer. Fez frio, calor e choveu (muito).


*

Enfim, feliz natal para aqueles que festejam a data e que venha 2011!


*

(PS. O blog seguirá com sua programação normal.)


*

23.12.10

Torta de cenoura com parma e tomilho


Receita do Lucullian Delights. Não resisti, achei a ideia da torta muito interessante. Qualquer massa serviria para a base, mas estava particularmente curiosa em experimentar essa massa feita com batatas cozidas.

Fiz metade da receita e a minha torta ficou bem diferente da original. A massa antes de assar lembra aquela de um gnocchi. Ela ficou gostosa, mais leve do que uma massa feita só com farinha.

Substitui a pancetta por presunto de parma. A combinação de sabores é muito boa, mas se preferir usar só cenouras, também ficaria boa.




Torta de cenoura com parma e tomilho

massa:
5 batatas médias
100-150g de manteiga ou azeite (usei este último)
Cerca de 2 x ou 2 1/2 x de farinha
1,5 c chá fermento em pó
sal a gosto

cobertura:
1,5kg de cenouras
100g de pancetta ou bacon picado (ou presunto de parma como eu)
algumas folhas de tomilho
sal
azeite extra-virgem

Descaque e corte as cenouras em fatias bem finas. Refogue-as com um pouco de azeite junto com o tomilho até que fiquem macias. Adicione a pancetta e continue cozinhando até que as cenouras  dourem  ligeiramente e a pancetta fique crocante. Verifique o sal e adicione mais caso necessário, lembre-se de que a pancetta  é salgada.

Cozinhe as batatas até que fiquem macias, descasque (caso as tenha cozinhado inteiras) e passe pelo amassador de batatas (ou use um garfo, o que for mais fácil). Faça isso enquanto elas ainda estiverem quentes. Deixe esfriar um pouco antes de adicionar a manteiga (ou azeite), a farinha e o fermento. Corrija o sal. Adicione mais farinha caso as batatas sejam de uma variedade mais úmida. A massa deve ser elástica e não muito dura. Forre um refratário com essa massa reservando um pouco para decorar a parte de cima com faixas, caso deseje.

Espalhe as cenouras sobre a massa e asse à 175C por cerca de 30 min. (Minha torta levou mais tempo, retirei do forno depois que a massa começou a dourar).


22.12.10

Peras assadas com mel e alecrim



Peras assadas desta forma dão um bom acompanhamento para carnes como carneiro, porco e pato, também podem entrar em saladas de folhas com queijos azuis (gorgonzola ou roquefort). Eu usei 5 peras pequenas,  maduras, mas ainda firmes, lavei, cortei ao meio e retirei as sementes. (Corte em quatro se as peras forem grandes e junte um pouco de suco de limão para evitar que elas escureçam, eu me esqueci).  Coloquei em uma panela junto com folhas de um ramo de alecrim, 1 colher de sopa de azeite e 1 coher de sopa de mel. Levei ao fogo e aqueci apenas o suficiente para que o mel ficasse mais líquido e envolvesse bem as frutas junto com o azeite. Coloquei em um refratário e levei ao forno. Assei em fogo baixo até que as peras ficassem macias, cerca de 20-30 min. Se preferir pular a etapa da panela, aqueça o mel por alguns segundos no micro-ondas e misture as frutas com as mãos junto com os demais ingredientes.

(E sim, eu adoro usar mel na cozinha...)


21.12.10

Aquiles e a tartaruga


Não sei muito bem o que dizer deste filme do Takeshi Kitano. Para ser honesta, minhas opiniões sobre o diretor são conflitantes. Assisti a vários filmes dele e gostei de muito poucos.

Li que este é o último filme de uma trilogia sobre a arte e o artista. Os dois primeiros parecem ter sido mais autobiográficos. Aqui, a história começa com um garoto, Machisu, que nasce em berço de ouro e acaba em um orfanato quando o banco do pai vai à falência e este se suicida com a sua amante. O garoto gosta muito de pintar e passa o tempo todo desenhando em seu caderno.

Já adulto, Machisu trabalha em empregos sem futuro durante o dia e pinta no tempo que lhe resta. Tornar-se famoso por meio da pintura é sua ideia fixa, tanto que ele parece se distanciar da realidade e do contato com as pessoas para atingir sua meta. Assim mesmo, ele conhece uma mulher que o compreende e o apoia totalmente. Eles se casam e ele chega à maturidade sem obter sucesso. Entretanto, ele não desiste, sua esposa trabalha para sustentar a família. A filha tem vergonha dos pais e ganha dinheiro como prostituta.

Os quadros de Machisu são sempre rejeitados, ele não encontra um estilo próprio e está sempre fazendo experiências, chegando a extremos para dar "alma" e originalidade às suas obras. As atitudes do personagem e  as situações que ele cria e nas quais se envolve vão ficando cada vez mais patéticas e constrangedoras. 

O filme é deprê, apesar de ser chamado de "comédia". Há sempre pessoas morrendo ao redor de Machisu, mas sua cabeça está tão focada na pintura que ele parece não se importar com mais nada. Nem todo mundo tem talento, originalidade e sorte suficientes para deslanchar. Machisu é um caso que ilustra isso. Se ele se desse por satisfeito apenas em pintar sem perseguir o sucesso, sua vida seria bem mais simples.

O título do filme é inspirado no paradoxo de Zeno sobre Aquiles e a tartaruga, segundo Zeno, se Aquiles, o herói grego, apostasse uma corrida com uma tartaruga que estivesse alguns metros à sua frente, sempre que ele chegasse ao ponto em que a tartaruga estava no começo, ela estaria em um ponto mais  adiante, seguindo esse raciocínio, Aquiles nunca alcançaria a tartaruga. No filme, Machisu seria Aquiles e o sucesso seria a tartaruga. (Ao menos foi o que li em algum lugar, mas o final me fez questionar essa interpretação).


Esquecimento sobre o pão da receita anterior

>

Tinha esquecido de escrever que as nozes, amêndoas, etc. da receita anterior devem ser trituradas antes de serem juntadas ao pão e que uma pequena quantidade dos frutos secos deve ser reservada para a finalização. Já corrigi.

>

20.12.10

Pão com centeio e frutas secas


 Receita da Neide Rigo. Ótimo pão, fiz na máquina, mas a massa é muito boa para trabalhar à mão e as frutas secas podem ser subsituidas à vontade. Usei passas brancas ao invés das escuras e pretendo repetir com figos secos e damascos.

(Fiz 1/3 da receita e rendeu um pão enorme. Como não me pareceu muito razoável dividir 1 ovo por três, ele acabou de fora, não usei.)




Pão com centeio e frutas secas 
 
1 colher (sopa) de fermento biológico seco - ou 1 envelopinho
3 xícaras de água morna (720 ml)
3 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de sal
1 xícara de farinha de centeio
1/2 xícara de óleo
1 ovo
1 quilo de farinha de trigo
100 g de nozes
100 g de amêndoas cruas
100 g de castanha-do-pará
100 g de uvas passas pretas sem sementes

Triture as nozes, amêndoas e castanhas no processador até que fiquem mais ou menos do tamanho de ervilhas, junte as passas (se utilizar outras frutas, como damascos ou figos secos, pique-os em pequenos pedaços). Separe 1/2 xícara dessa mistura para finalizar o pão.

Coloque os ingredientes na cuba da máquina de pão conforme a ordem recomendada pelo fabricante e selecione a função "amassar". Ao seu fim, molde 4 pães, umedeça-os um pouco e role-os sobre a mistura de nozes previamente separada. Coloque-os em formas untadas ou enfarinhadas e deixe dobrar de volume. Asse em forno pré-aquecido em temperatura bem alta nos 10 primeiros minutos e depois abaixe a temperatura para 180C. Asse até que os pães estejam bem dourados.

(Como escrevi, fiz 1/3 da receita na máquina. A Neide prepara a receita toda na máquina de pão dela, mas o faz, como escreveu, por sua própria conta e risco, pois é uma quantidade grande de massa.)



18.12.10

Kabocha cozida com açúcar e shoyu


Mais uma receita com kabocha. Andei numa "fase aboborenta".

Kabocha cozida bem simples, dá para fazer de várias maneiras, desta vez, preparei da seguinte forma: limpei e cortei um pedaço de kabocha em cubos médios, coloquei em uma panela de fundo grosso, polvilhei com açúcar (a gosto, os japoneses fazem mais adocicada), misturei com as mãos, como se estivesse fazendo um "peeling" nos pedaços de abóbora (vi na tv, parece que dá mais sabor), adicionei algumas colheradas de shoyu e outras de saquê (também a gosto e dependendo da quantidade de abóbora), tampei a panela e cozinhei em fogo baixo até que a abóbora ficasse macia sem se desfazer. Dei algumas chacoalhadas na panela de vez em quando para misturar. Não adicionei mais líquido para o cozimento, mas se houver necessidade, adicione algumas colheradas de água. A própria abóbora solta um pouco de líquido enquanto cozinha.

16.12.10

Minha ficha

Copiei da Tatiane. Por alguma razão inexplicável, não consigo resistir a questionários deste tipo. Para quem não me conhece aqui vai:

Sobre você
Nome: Karen
Idade: 33 anos
Aniversário: 9 de novembro
Emprego: dona de casa realmente é considerado emprego?
Estado Civil: casada
Onde vive, casa ou apartamento: casa
Irmãos: dois irmãos mais novos
Animais: há muitos sapos, lagartixas e pássaros nos arredores, além de um lagarto que mora na tubulação da calha e vive me dando sustos
Fuma: nunca
Bebe: moderadamente

Aparência
Piercings: não
Tatuagens: não, de vez em quando tenho vontade de fazer uma, mas acho que não gostaria de vê-la sobre meu corpo aos 80 anos.
Aparelho nos dentes: nunca
Roupas: confortáveis sempre
Cor dos olhos: castanho escuro
Cor do Cabelo: escuro, mas não preto como a asa da graúna

Favoritos
Cor: azul, preto, branco, alguns tons de vermelho
Número: não tenho número da sorte
Animal: gosto dos cães, mas acho qualquer filhote muito fofo
Flor: todas, não tenho preferência
Comida: pão com manteiga e sopa
Sabor de Sorvete: qualquer um que tenha pedaços de algo
Doce: não é essencial
Bebida Alcoólica: com bolhas (não vale cerveja)
Tipo de música: não tenho uma preferência definida
Banda/artista: Eleni Mandell, Louis Armstrong, Ella Fitzgerald
Música: Qualquer uma do Cole Porter
Livro: Em busca do tempo perdido, muita gente acha um saco, mas eu adoro abrir uma página  qualquer e ler as descrições de uma paisagem ou de uma cena
Filme:A fúria dos titãs (a primeira versão que passava na Sessão da tarde)
Programa de TV: Thalassa (TV5)
Melhor amigo: marido
Dia da semana: sexta-feira
Esporte: cuidar da casa não é exercício?

Vida amorosa
Nome da Pessoa Amada: O.
Estão juntos há quanto tempo: quase 13 anos
E de casados, há quanto tempo: 10 anos e 5 meses
Local em que se conheceram: faculdade
Foi amor à primeira vista? cresceu aos poucos
Quem deu o primeiro passo? foi um movimento conjunto
Já te deu flores: sim
A coisa mais doce que ele te deu: ele me introduziu aos livros do Yasunari Kawabata
Um sonho de vocês dois: nenhum em particular, seguir juntos é o suficiente
Uma curiosidade do casal: somos muito diferentes em vários aspectos, assim mesmo, chegamos até aqui
Quem tem mais ciúme? Sou ciumenta. Quando criança já tinha ciúmes dos meus brinquedos e amigos
Ele se dá bem com a sua família? Sim
E vc com a dele? Sim

Outros
Sabe dirigir? Em teoria, mas preciso de mais prática.
Tem carro/ moto? não
Fala outro idioma? "Falar" mesmo eu não diria, pois nunca tive oportunidade de colocar em prática para  valer, mas leio em inglês e francês com fluência e procuro melhorar a leitura em alemão e japonês.
Coleciona algo? Garrafas vazias, mas sempre acabo jogando fora pela falta de espaço.
Fala sozinha? Praguejo sozinha.
Se arrepende de alguma coisa? Sim, de coisas que poderia ter feito de outra forma.
Religião: não pratico
Confia nas pessoas facilmente? Não, confiança se ganha com o tempo.
Perdoa facilmente: Depende. Mau-caratismo, nunca.
Se dá bem com os teus pais? sim
Desejo antes de morrer: sentir que fiz o que deveria ter feito
Maior medo: ter alguma doença debilitante que me impeça de fazer as coisas sozinha
Maior fraqueza: não funciono muito bem sob pressão, gosto de ter tempo para planejar
Toca algum instrumento? Não.

Alguma vez
Escreveu alguma poesia: sim, e deveria ter escondido
Cantou em público? Sim, mas com outras pessoas em um tipo de karaokê
Fez alguma performance em palco? Toquei um sino em uma peça da escola
Andou de Patins?
Já, mas durou pouco, levei vários tombos
Teve alguma experiência que quase morreu? por sorte, não
Sorriu sem razão? Sim, faço isso quando me lembro de algo engraçado
Riu tanto que chorou?  Sim, sempre por coisas imbecis e que só eu achei engraçadas.

És
Lutadora: Sou mais "estrategista".
Mandona: O. me chama de "capetã", então, acho que sou
Amigavél: tento ser, mas gosto de manter uma certa distância
Sonhadora: já fui mais
Tímida: diria que sou mais reservada
Energética: enquanto a pilha dura
Feliz: relativamente
Depressiva: relativamente
Engraçada: não
Chata: sim
: à revelia
Confiável: sim
Esperta: nem tanto
Dependente: a contragosto
Quieta: muito
Estranha: quando era adolescente eu me achava estranha sim.
Modesta: acho que sim
Indecisa: um pouco, peso demais os prós e os contras e isso leva tempo
Educada: sim
Criativa: mais "arteira" do que criativa
Preguiçosa: moderadamente
Assustadora: raramente
Otimista: não
Curiosa: sempre
Determinada: se o fim valer a pena...
Honesta:
sim
Teimosa: como uma mula
Romântica: não, acho bobagem, gosto de coisas mais práticas
Ciumenta: vide resposta acima
Sincera: não a ponto de dizer coisas que possam magoar outras pessoas
Tolerante: tento ser, mas burrice, por exemplo, me tira do sério
Racional: Penso, logo, existo.
Pontual: sim, daquelas que chegam cedo, o que é frustrante porque ninguém chega na hora

Mais
Como vc está se sentindo hoje:  ok
O que te faz feliz: não ter que cozinhar :)
Com que roupa está agora? camiseta, calça jeans e chinelo
Cabelo: preso
Brincos? Coloco, tiro, esqueço
Algo que você faça muito: reclamar
Conhece alguém que faça aniversário no mesmo dia que você? Meu gerente de banco.
Está confortável com o teu peso: Com o peso sim, mas a distribuição poderia ser melhor...

Complete a frase
Gostaria de ser...totalmente idiota ou um gênio.
Eu desejo...que todos os que amo tenham saúde.
Muitas pessoas não sabem... apreciar o silêncio.
Eu sou... quem sou.
O meu coração é... um órgão.


15.12.10

Cookies de aveia, tâmaras e nozes


Receita adaptada do blog da Clotilde. São cookies saborosos e cheios de coisas que adoro: tâmaras, nozes, aveia, sementes de linhaça. Eles são mais crocantes logo após retirados do forno, mas continuam firmes mesmo após alguns dias. 


Cookies de aveia, tâmaras e nozes

(cerca de 15 cookies)

2 c sopa de sementes de linhaça
140g de farinha integral 
80g (3/4x) de aveia ou quinoa em flocos
1/2 c chá de fermento em pó
1 c chá de grânulos de café instantâneo (nescafé)
50g de açúcar demerara
30g açúcar mascavo
90g nozes picadas
60g tâmaras picadas
60ml de óleo
80ml leite

Coloque as sementes de linhaça em uma pequena tigela e adicione cerca de 2 c sopa de água. Deixe descansar por 30 min até que a mistura "gelifique".
Preaqueça o forno à 180°C, forre uma forma com papel manteiga, alumínio ou unte-a muito bem.
Misture a farinha, a aveia, o fermento, o café, o açúcar demerara e mascavo, as nozes e as tâmaras. Adicione as sementes de linhaça, o óleo e o leite e mexa até que massa fique homogênea. Ela deve ser úmida o suficiente para que você possa moldar os cookies, mas não mole demais. Adicione mais leite ou farinha para ajustar a consistência caso seja necessário.
Retire pequenas porções da massa, molde bolas e achate-as um pouco. Coloque os cookies sobre a assadeira deixando algum espaço para que cresçam. (Minha massa ficou mais mole, mas eu preferi não adicionar mais farinha. Apenas fui derrubando porções sobre a forma com uma colher).
Asse por cerca de 20 minutos, até que dourem. Deixe esfriar antes de retirar da assadeira.


Throwing away the alarm clock

Conhecia vagamente Charles Bukowski como um escritor americano "porra-louca" e também vi alguns trechos de um filme baseado na vida dele há muito tempo. Este é o primeiro poema  "bukowiskiano" que leio, gostei muito.



Throwing away the alarm clock

my father always said, "early to bed and
early to rise makes a man healthy, wealthy
and wise."

it was lights out at 8 p.m. in our house
and we were up at dawn to the smell of
coffee, frying bacon and scrambled
eggs.

my father followed this general routine
for a lifetime and died young, broke,
and, I think, not too
wise.

taking note, I rejected his advice and it
became, for me, late to bed and late
to rise.

now, I'm not saying that I've conquered
the world but I've avoided
numberless early traffic jams, bypassed some
common pitfalls
and have met some strange, wonderful
people

one of whom
was
myself—someone my father
never
knew.

"Throwing Away the Alarm Clock" by Charles Bukowski, from The Flash of Lighting Behind the Mountain. © Harper Collins, 2004.

.

14.12.10

Da pedra no vidro e de seu conserto

Estávamos calmamente seguindo pela Anhanguera quando de repente uma pedra surgiu do nada e acertou o nosso para-brisa. O barulho me deu um baita susto, parecia um tiro vindo na minha direção. A pedra deixou um trincado que cobrimos com o adesivo que a seguradora recomenda que seja aplicado para evitar o acúmulo de poeira. Não sabia, mas é possível esconder os "trincados" pequenos que não estejam na linha de visão do motorista com uma resina. Protegê-los imediatamente impede o acúmulo de sujeira e facilita ação do produto. O seguro cobria esse procedimento e fomos até a oficina ontem. É um troço  um pouco demorado (levou umas duas horas) e o resultado não é perfeito, parece que sobrou uma "sujeirinha" no vidro, mas é bem mais tranquilo do que trocar o para-brisa todo. Que acharam?


(antes)


(depois)

12.12.10

Lombo recheado com nozes, maçã e linguiça acompanhado de molho de frutas vermelhas



 Receita da revista Taste of home. O recheio é ótimo (apesar de eu ter me esquecido do ovo) e o molho também fica muito bom. Acho que a géleia pode ser de outras frutas, pensei em laranja ou abacaxi. 




Lombo recheado com molho de frutas vermelhas


3/4 x de nozes 
340g de linguiça de porco (usei um pouco menos, procure uma linguiça sem muita gordura)
1 maçã média descascada e picada 
1 dente de alho picado
1 c sopa de salsinha picada
1 ovo batido (esqueci, mas não senti falta)
1 lombo de cerca de 1,5-2 kgs
sal e pimenta do reino
manteiga derretida para pincelar


molho:
1 x de geléia de alguma fruta vermelha (ou outra de sua preferência)
2 c sopa de mel
1 c sopa de passas
2 c chá de vinagre
1/4 c chá de molho de pimenta

Bata as nozes no processador até obter uma "farofa". Reserve.

Refogue a linguiça desfeita com as maçãs e o alho até que a carne cozinhe. Escorra o excesso de gordura e líquido. Deixe esfriar um pouco e junte as nozes moídas, a salsinha e o ovo. Acerte o tempero adicionando sal e pimenta. Lembre-se de que a linguiça já contém sal.

Faça um corte no meio do lombo, no sentido do comprimento até mais ou menos a sua metade. Pense nele como um livro aberto. Agora, faça um corte em cada uma das "abas" começando de dentro para fora para formar mais uma "aba". Você terá um retângulo aberto. Cubra a carne com filme plástico e bata com um martelo apropriado para diminuir a espessura da carne. (A minha não ficou assim tão fina, tinha cerca de 1,5cm). Se quiser/achar necessário, tempere o lombo com um pouquinho de sal, isso depende da quantidade de sal da linguiça que usar.

Pincele a superfície da carne com a manteiga derretida, espalhe o recheio sobre o lombo aberto e enrole como um rocambole começando pela parte mais comprida (ou como achar que ficará melhor). Amarre com um barbante. Coloque em um refratário, pincele com mais manteiga e asse por cerca de 1h30. Espere uns 15 min antes de fatiar e sirva com o molho.

Molho: Aqueça rapidamente os ingredientes em uma pequena panela até que a mistura fique uniforme.

10.12.10

Armadillo


Armadillo é um documentário de Janus Metz que acompanha um grupo de soldados dinamarqueses enviados para uma base chamada "Armadillo" no Afeganistão. Eles integram o Isaf, o exército da Otan. Ele começa ainda na Dinamarca com os rapazes se despedindo das famílias e participando de uma "festa" com bebidas e strippers antes de passarem seis meses em missão. Vários dentre eles ainda têm espinhas nos rostos e suas mães não conseguem esconder sua apreensão diante do que aguarda os filhos.

Em seguida, vemos os rapazes assistindo videos pornôs no computador ou jogando videogame para se distraírem na base. O lugar é praticamente um forte com muros, cercas de arame farpado e torres de vigia. As patrulhas que eles fazem são sempre tensas porque qualquer pessoa é um inimigo em potencial e eles são alvos fáceis de tiros e de minas terrestres, basta que se afastem cerca de um quilômetro da base para que entrem em território controlado pelo taliban.

Pelo documentário, vê-se claramente que a ideia de "conquistar mentes e corações" é risível. Os morteiros lançados pela base caem sobre casas, campos e matam civis. As patrulhas passam por cima das plantações dos camponeses causando estragos. Sempre há gente indo até a base para reclamar a perda de animais e outros pertences.

Um dos momentos mais dramáticos ocorre quase no final dos seis meses de serviço da tropa. Ocorre um tiroteio e os soldados matam três talibans em uma vala, na verdade, eles vão lá e descarregam os cartuchos nos três homens já mortos e depois há uma sugestão de que tiraram fotos ao lado dos cadáveres. Algo que causou muita comoção na Dinamarca. Isso não foi mostrado, mas pelas imagens de como um dos soldados revista os corpos para encontrar armas, você percebe que os rapazes passam a considerar algumas coisas com indiferença. O sentimento é o de caçar ou ser caçado e há euforia quando o resultado é favorável.

A justificativa de todos diante das câmeras é a de que apenas quem esteve lá pode dizer algo sobre o que aconteceu. As filmagens se focam em um grupo de uns cinco soldados que vão ao Afeganistão pela primeira vez. É possível ver como eles mudam com o tempo, endurecem. Há os "natural born killers", enquanto outros preferem se distanciar de tudo aquilo de vez em quando. Ao final, dos cinco, apenas um deixou o exército e tornou-se eletricista, os demais retornam (ou pretendem retornar) ao Afeganistão em 2011.

Guerra produz os efeitos de uma droga? Os soldados sentem falta da adrenalina?  Do companheirismo? Talvez. Ou talvez seja como ir à Lua. Voltar para a "Terra" e viver no meio de pessoas que nunca estiveram no "espaço" acaba fazendo com que eles se sintam estranhos. Mas essas são meras suposições.

9.12.10

Kabocha cake


Do programa da NHK. Resolvi dar uma "fuçada" no site e estou satisfeita com os resultados até o momento. Este não é exatamente um bolo, a consistência é mais parecida com a de um pudim, fica com um sabor de abóbora kabocha (abóbora japonesa) bastante agradável, é leve, doce na medida certa (para mim). Sem falar que fica pronto em um segundo...

Alguém escreveu que você pode adicionar uma pitada de canela para um perfume extra, eu esqueci, mas gostei assim mesmo. A superfície do "bolo" incha, mas isso não significa que ele cresça, é só a "casquinha" mesmo.



Kabocha cake

300g de abóbora kabocha
100g de açúcar
3 ovos
200ml de creme de leite
4 c sopa de farinha
50 g de manteiga derretida

Descasque e corte a abóbora em cubos, leve ao micro-ondas até que fique macia (cerca de 4-5 min dependendo do tamanho dos pedaços que cortar).
 
Coloque a abóbora no liquidificador junto com todos os outros ingredientes. Bata bem e derrame sobre uma forma forrada com papel manteiga ou muito bem untada para que não grude no fundo. 

Asse à 170C por cerca de 45min.

7.12.10

Herta Müller - Herztier


Herta Müller ganhou o Nobel de Literatura de 2009, antes disso, nunca tinha ouvido falar nessa autora romena que escreve em alemão. Fiquei curiosa em ler algo dela, lembrava que seus temas eram relacionados à época em que a Romênia estava sob a ditadura de Ceaucescu, mas era tudo. Leio poucos livros escritos por mulheres, o panteão literário ainda é bastante masculino. E, para falar a verdade, eu cresci com um certo preconceito em relação à "escrita feminina". São raras as escritoras que se salvam em minha lista. Acho que isso é algo que devo repensar.

O livro contém alguns elementos autobiográficos e é narrado por uma estudante universitária na casa dos vinte anos que compartilha um dormitório com outras garotas. Uma de suas colegas, Lola, é encontrada morta um dia em circunstâncias estranhas. A narradora conhece três garotos, aparentemente conhecidos de Lola, que procuram entender o que aconteceu. A narradora e esses três rapazes - Kurt, Edgar e Georg - compartilham o mesmo sentimento de impotência e revolta em relação ao regime e tornam-se amigos. Os quatro lêem livros proibidos, escrevem textos críticos e, por isso, acabam sendo investigados pela polícia. Eles são interrogados e ameaçados constantemente.

Depois de terminarem a faculdade, cada um deles é empregado em lugares diferentes, mas  permanecem em contato e continuam sendo vigiados. Os amigos apoiam-se um nos outros para suportar o estado de tensão em que vivem. Eles escrevem cartas nas quais determinadas palavras têm significados que apenas eles podem compreender e servem para alertar uns aos outros sobre quando estão em perigo.

Além da tensão constante dos personagens principais, há a preocupação de suas mães,  elas escrevem cartas comentando as visitas de "agentes" do governo e, por meio delas, temos uma visão do cotidiano das pessoas comuns nos vilarejos. É um mundo onde os sonhos são reprimidos e cada um precisa se concentrar nas necessidades do dia a dia. Em suma, uma vida insuportável para os quatro jovens.

É um livro de imagens estranhas e belas, composto de textos curtos e metafóricos. Como é o primeiro livro da autora que leio, não sei se essas são características de seu estilo. Gostei, é diferente de tudo o que já li e não sei muito bem como classificar.

O título foi traduzido para o português (de Portugal) e para o inglês como "A terra das ameixas verdes". "Herztier" é uma expressão difícil de traduzir. A autora a usa para descrever algo frágil e inquieto dentro dos personagens. ("Herz" = coração, "Tier" = animal).


Traduzi um trecho:

"Eu conhecia a anã do Praça Trajano. Ela tinha mais pele do que cabelos sobre a cabeça, era surda-muda e carregava um tapete de fibras como as cadeiras descartadas sob as amoreiras dos moradores antigos.  Ela comia o resto das bancas de legumes e engravidava todos os anos dos homens de Lola. Eles vinham à meia-noite depois do último turno das fábricas. A praça estava escura. A anã não conseguia fugir a tempo porque não ouvia quando alguém se aproximava. E não podia gritar.

Na estação, perambulava o Filósofo. Ele tomava os postes telefônicos e as árvores por homens. Discorria sobre  Kant e o universo dos carneiros que comiam a grama para o aço e a madeira. Ia de mesa em mesa nos bares, bebia os restos e enxugava os copos com sua barba longa e branca.

Na frente da praça do mercado, sentava-se o velho com o chapéu feito de alfinetes e jornal. Ele arrastava um trenó com sacos ao longo das ruas no inverno e no verão. Em um deles, havia jornais dobrados. O velho fazia um chapéu novo todos os dias. No outro, estavam os chapéus usados. 

Apenas os loucos não teriam mais levantado  a mão no auditório. Eles trocaram o medo pela loucura.

No entanto, eu podia contar pessoas na rua, contar a mim mesma, como se fosse encontrar-me casualmente. Podia dizer a mim mesma: "Hei, você, Ninguém!". Ou: "Hei, você, Legião!". Mas eu não conseguia enlouquecer. Ainda estava lúcida."

6.12.10

Gratinado de salmão, legumes e batatas



Receita de um site japonês.  Prato leve e honesto.


Gratinado de salmão, legumes e batatas

200g de filé de salmão sem pele e sem espinhas cortado em cubos de cerca de 2 cm
1/2 cebola picada
1/3 talo de salsão picado (não usei)
1/2 cenoura em cubinhos
1 punhado de champignons cortados em quatro

2 x de água
1/4 x de vinho branco
sal a gosto
1 folha de louro
*
1/4 x de creme de leite
*
2 batatas cozidas
2 c sopa de manteiga
1/3 x de leite morno
sal e pimenta a gosto


Coloque os legumes picados em uma panela com a água, o vinho branco, o louro e o sal. Espere ferver, diminua a temperatura e deixe cozinhar por cerca de 15 min. Retire do fogo. Deixe esfriar até que fique morno e adicione o salmão. Retorne ao fogo e cozinhe em fogo baixo por cerca de 5 min. Separe cuidadosamente o caldo da mistura de legumes e salmão. Coloque essa parte sólida em um refratário. Reserve.

Adicione o creme de leite ao caldo que você separou e cozinhe até que a mistura se reduza à cerca de 1/2 x. Derrame este molho sobre o salmão e legumes colocados no refratário.

Descasque as batatas cozidas, amasse-as e misture com a manteiga, o leite e tempere com sal e pimenta a gosto. Espalhe esse purê sobre os legumes e o salmão e leve ao forno para gratinar por cerca de 12-13 min. (Se quiser, polvilhe um pouco de parmesão ralado).


4.12.10

Prova e trilha sonora de domingo

Amanhã faço um teste de proficiência de japonês em SP. O Noryoku Shiken. Presto para o nível avançado, o N1 (antigo 1-Kyu). A prova mudou um pouco este ano e, para minha alegria, o manual diz que a prova do  N1 ficou um pouco mais difícil. Acho que a forma de dar notas e, consequentemente, de aprovação, também mudou. Antes, era pela porcentagem geral de acertos (70% de acertos no nível avançado), agora, me parece que o grau de acertos em cada parte da prova é considerado. Há exercícios de vocabulário, escuta, compreensão de texto e gramática.

Fiz a prova em 2008 e não passei, acertei só 59% das questões, mas tinha ficado um bom tempo sem estudar e, formalmente, segui um curso até o nível intermediário. Estou no meio do nível avançado agora, mas não sei se será suficiente. (Você pode fazer a prova no nível em que desejar, são cinco,  não é necessário seguir a ordem de dificuldade. N1 é a mais díficíl, N5 é a mais fácil). Meu vocabulário melhorou bastante, acho que não vou ter problemas nas partes de compreensão de texto e na de escuta, no entanto, os exercícios que dependam do conhecimento de ideogramas e formas gramaticais específicos vão ser pauleira.

De qualquer modo, não tenho pressa e a idade não é problema. Da última vez, a senhora sentada na minha frente tinha nascido em meados dos anos trinta. (Não, eu não estava colando. Acabei vendo quando todos se levantaram para deixar a sala).

Vamos ver como me saio. Boa sorte para os que estarão lá também!

A trilha sonora é para levantar a moral ;)




.

3.12.10

Castellane com grão-de-bico e molho de tomate


Uma boa opção de molho com "sustância" para massas. Fiz metade para duas pessoas. Adaptado daqui.


Castellane com grão-de-bico e molho de tomate

2 c sopa de azeite extra-virgem
3 x de cogumelos de paris fatiados
2 dentes de alho picados
1 cebola picada
1 lata (398ml) de grão-de-bico escorrido
2 latas (796ml) de tomates pelados desfeitos com um garfo
sal e pimenta calabresa a gosto
1/2 chá de orégano
cerca de 400 g de massa de sua preferência
2 c sopa de salsinha picada
1/4 x de parmesão ralado

Aqueça o azeite, refogue os cogumelos, o alho e a cebola mexendo de vez em quando até que o líquido evapore e os cogumelos dourem, 10-15 min. Adicione o grão-de-bico, tomates, sal, pimenta, orégano e deixe ferver. Reduza a temperatura e deixe cozinhar até que o molho fique mais espesso, cerca de 5 min.

Enquanto isso, cozinhe a massa conforme as instruções da embalagem, escorra, devolva à panela e adicione o molho junto com a salsinha picada. Misture e sirva polvilhado com parmesão.

1.12.10

Kabocha com óleo de gergelim à moda coreana


Receita fácil para valorizar o sabor da abóbora kabocha (ou japonesa). Fatie a abóbora em palitos finos sem descascar e coloque em uma panela com água fervente para cozinhar por uns 2 minutos, a ideia é dar "um susto" mesmo. (Não deve ser cozida demais para que não perca a forma, prove para ver quando está a seu gosto). Escorra e reserve. Aqueça algumas colheres de óleo de gergelim  em uma panela ou frigideira pequena e derrame esse óleo quente sobre a abóbora (cuidado para não se queimar). Tempere com sal e sirva.