3.1.12

Torta de banana rápida


Fiz esta torta duas vezes, na primeira vez, esqueci de cobri-la com as claras em neve e quando a retirei forno, olhei para o refratário e a torta parecia um crumble, só que a farinha continuava visível por cima das bananas. Aí lembrei das claras. Tive que comer as bananas soprando o excesso de farinha. (Nada estranho para alguém que já fez uma torta de limão sem limão. Fiz a massa, cobri com o creme, o merengue, coloquei no forno e, depois de uns vinte minutos, olhei para a pia e vi os dois limões olhando para mim).

Na segunda vez, fiz tudo como mandava o figurino. Ou quase, pois substituí parte da farinha por flocos de aveia. Uma quantidade pequena, mas o suficiente para dar uma certa resistência de que gosto na hora de mastigar. Conhecia a receita como torta de preguiçosa, pois ela é bem fácil de fazer, não é necessário preparar uma massa, só empilhar os ingredientes. A mistura de farinha acaba se combinando com o líquido da banana e forma uma massinha enquanto assa.

Minhas bananas eram pequenas e foram fatiadas apenas uma vez ao meio no sentido do comprimento. Usei uma quantidade bem menor da mistura de farinha, dei apenas um polvilhada leve entre as camadas.

Definitivamente gosto de receitas de piquenique.



Torta de banana rápida

1 dúzia de bananas
10 colheres (sopa) de açúcar
10 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento químico em pó
canela em pó para polvinhar
manteiga
2 claras de ovos


Numa tigela, misture a farinha, o açúcar e o fermento. Corte as bananas no sentido do comprimento, fazendo três ou quatro fatias. Numa forma de cerâmica (ou pirex de vidro) untada, faça uma camada de bananas, polvinhando com a mistura de farinha/açúcar/fermento. Em seguida, polvilhe também canela e espalhe pequenas (cerca de meia colher de chá) lascas de manteiga pela camada. Faça outra camada de bananas e o mesmo procedimento.

Quando a forma estiver completa, bata as claras em neve com 1 c sopa de açúcar, para fazer um quase-suspiro - e espalhe, delicadamente, por cima das bananas. Leve ao forno por 20 a 30 minutos ou até dourar. Fica mais gostosa ainda gelada.

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2.1.12

Endívias gratinadas com manta de presunto e queijo



Receita adaptada do blog da Petra para quem quiser se apaixonar por endívias.Tão boa! E nem gosto tanto assim de endívia, mas o amarguinho combinou muito bem com o presunto (usei de peru), os queijos e o creme de leite.



Endívias gratinadas com manta de presunto e queijo


4 endívias médias
1-2 c sopa de manteiga
sal
4 fatias de queijo, ou conforme a necessidade, isso depende da quantidade e tamanho das endívias (a mesma observação vale para o presunto)
4 fatias de presunto (usei de peru, elas não devem ser muito finas)
100 ml de caldo de legumes ou carne (usei água)
1 c sopa de vinho branco
200g de creme de leite fresco
25g de gorgonzola (ou roquefort)
25g de gouda (ou outro queijo) ralado
1 gema
2 c chá de amido de milho
sal, pimenta e noz moscada a gosto


Limpe as endívias e remova as folhas externas se elas estiverem murchas ou feias, corte uma fatia da base se ela estiver escura ou com má aparência. Corte cada endívia ao meio no sentido do comprimento.

Derreta a manteiga em uma frigideira antiaderente. Disponha as endívias com o corte voltado para baixo e deixe murchar e dourar um pouco. Vire-as, tempere com sal e deixe dourar mais alguns minutos. Retire da frigideira e deixe esfriar.

Aqueça o caldo e adicione o gorgonzola. Reserve.

Junte as duas metades da endívia e enrole com o presunto e o queijo. (Atenção, o presunto deve ficar na parte externa). Caso as endívias sejam grandes, enrole só uma das metades. Coloque sobre um refratário. Preaqueça o forno 200°C.

Junte o caldo com o gorgonzola ao vinho branco, creme de leite, gema, amido e queijo ralado. Tempere com sal, pimenta e noz moscada. Regue as endívias com essa mistura e leve a forno por cerca de 30 minutos, até dourar.



28.12.11

Shiruko / Zenzai (sopa doce de feijão azuki)


"Shiruko" ou "zenzai"? Há uma grande controvérsia sobre qual o nome dessa sopa doce de feijão azuki. Isso ocorre mesmo entre os japoneses. Alguns dizem que um conserva os grãos ainda inteiros enquanto o outro é feito com a pasta do feijão, algumas pessoas afirmam que a diferença está em se há caldo ou não, por fim, há aqueles que dizem que o nome varia dependendo da região. Meu pai é da província de Chiba e eu cresci comendo "zenzai", descobri que algumas pessoas conheciam o prato como "shiruko" mais tarde.

"Doces feitos com feijão japonês" não são muito apreciados pelos ocidentais, conheço pouca gente que goste. Eu também não gostava muito, mas minha mãe sempre fazia zenzai quando preparava sekihan e eu comia. Isso criou um hábito.

Novamente, não vou passar uma receita com medidas exatas. Basta lavar, escorrer e deixar o azuki de molho de um dia para o outro. Escorrer, colocar em uma panela com água fervente e cozinhar por 5-6 minutos, escorrer outra vez, (li  recentemente que isso diminui o amargor do feijão e adotei o procedimento), colocar água outra vez, adoçar a gosto e deixar cozinhar até que os grãos fiquem macios e o caldo espesso. Adicione água conforme a necessidade.

O zenzai tradicional é servido com mochi. Ele é adicionado à sopa quente e amolece. Na versão mais comum entre os nipo-brasileiros, e aquela que fiz, no entanto, são adicionadas colheradas de uma massa feita com farinha, água e sal quase no final do cozimento do zenzai. Essa massa endurece e forma bolinhos. Os chamados "dangos". Pode parecer estranho, mas acho a combinação dessa massa ligeiramente salgada com o doce de feijão muito mais gostosa do que com o mochi. Sempre "caçava" todos os dangos da panela.


Massa feita com farinha, água e sal para os bolinhos

Meu zenzai demorou bastante tempo para cozinhar, e olha que o azuki costuma ser rápido, talvez seja porque interrompi o cozimento dos grãos no dia anterior para fazer o sekihan, mas não tenho certeza. Se quiser que ele fique mais espesso ou com um caldo mais ralo, basta controlar a quantidade de água. Se preferir sem os grãos, você pode bater o zenzai no liquidificador antes de adicionar o mochi ou a massa para os dangos.

Este é um doce com bastante "sustância", provavelmente mais apropriado para dias frios, mas eu não ligo para o calor. No filme Óculos, cuja história se passa em Okinawa, aparece uma versão que é colocada em uma cumbuca, coberta com gelo raspado e depois com uma calda doce, como uma rapasdinha. Deve ser interessante...

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27.12.11

Sekihan (mochigome cozido com feijão azuki)


Resolvi fazer sekihan este ano. "Sekihan" significa "arroz vermelho" (a foto é autoexplicativa), a coloração é do feijão azuki que é cozido junto com o mochigome (arroz glutinoso japonês). É um prato bem simples e tradicional servido em celebrações para dar sorte e afastar as más energias. Ele pode ser consumido quente ou frio polvilhado com gomashio, uma mistura de grãos de gergelim com sal vendido já pronto nas lojas de produtos orientais ou feito em casa, e castanhas portuguesas cozidas. Ou mesmo puro.




Vi muitas receitas na internet, mas queria uma receita mais tradicional, na qual o sekihan fosse cozido no vapor, mesmo em sites japoneses, as pessoas usavam a máquina de cozinhar arroz. A mais próxima daquela que minha mãe costuma fazer foi a do Wagashi Maniac, blog ótimo de receitas japonesas, especialmente doces (maior parte escrita em alemão). O arroz é cozido no vapor como na receita da minha mãe, mas há algumas diferenças, como no cozimento do azuki e no fato de o arroz ser deixado de molho na água de cozimento do feijão para que a cor avermelhada fique mais intensa. Achei isso muito interessante, pude comprovar a diferença ao visualizar a foto que tirei do sekihan que minha mãe fez no ano passado.

Meus pais chamam o prato de "okowa" de vez em quando, pesquisei um pouco e descobri que qualquer prato feito com mochigome cozido no estilo "risoto" recebe esse nome. "Sekihan" é mais específico e serve para designar esse prato em que o mochigome é "tingido" pelo feijão. E vale lembrar que "mochigome" não é o mesmo arroz usado na culinária japonesa para se fazer sushi. Ele é mais glutinoso (grudento) e usado para se fazer mochi.

Não recorri a medidas exatas, a ideia é cozinhar uma grande quantidade de arroz com uma pequena quantidade de azuki. Como geralmente os japoneses cozinham muito mais azuki para usar em outros pratos, como shiruko/zenzai ou outro doce, raramente alguém cozinhará apenas uma xícara dele. Eu fiz uma porção ridiculamente pequena de sekihan (é tudo isso que está no prato acima) porque só eu como. Usei uma xícara de arroz e algumas colheradas do azuki que cozinhei. (Fiz zenzai com o resto).

Minha mãe costuma deixar o mochigome e o azuki de molho no dia anterior depois de lavá-los. No dia seguinte, ela cozinha o azuki com água na panela de pressão, separa uma porção de grãos que junta ao arroz escorrido e já colocado em um recipiente próprio para cozimento no vapor forrado com um pano de prato limpo, mistura um pouco, tempera com sal, cobre com a porção do pano de prato que ficou sobrando dos lados e deixa no fogo, tampado, até que tudo fique macio. (O cozimento todo é feito no vapor).

A versão do Wagashi Maniac que segui é um pouco mais trabalhosa. O feijão é deixado de molho por cerca de 3-4 horas no dia anterior, escorrido e cozido rapidamente em água fervente por 5-6 minutos, escorrido outra vez e cozido novamente em fogo médio em nova água por 10 minutos, ao final dos quais o "caldo" deve estar vermelho e os grãos devem estar "al dente", começando a ficar macios, mas ainda firmes. O primeiro cozimento rápido, segundo as fontes da autora do blog, serve para retirar o amargor do azuki.  O resto do cozimento é feito no vapor, junto com o mochigome no dia seguinte. O azuki é então escorrido, o caldo desse último cozimento é consevado e, depois de frio, usado para deixar o mochigome de molho.

O mochigome é lavado, escorrido, colocado em uma tigela e deixado de molho no caldo em que o azuki foi cozido (se faltar líquido para cobrir o arroz, adicione um pouco de água) de um dia para o outro para que os grãos sejam "tingidos" pelo caldo do azuki. Enquanto isso, os grãos de azuki cozidos podem ser conservado na geladeira.


Mochigome deixado de molho no caldo de cozimento do azuki


No dia seguinte, coloca-se água para ferver em uma panela própria para cozinhar a vapor. Forra-se a parte superior da panela (a "peneira" que vai por cima) com um pano de prato grande e limpo. O mochigome é escorrido e colocado sobre o pano de prato junto com a quantidade desejada de grãos de azuki, mistura-se um pouco para que os grãos fiquem bem distribuídos e cobre-se tudo com as sobras do pano de prato. Tudo é cozido no vapor, tampado, por cerca de 20 minutos. Depois desse tempo, borrifa-se um pouco de água com sal para temperar. Cozinha-se mais 15-20 minutos. O sekihan estará pronto quando o arroz estiver transparente e macio. O azuki ainda ficará um pouco firme.


Mochigome e azuki antes do cozimento


Sekihan logo após cozinhar no vapor


Gostei desta versão, achei que ficou melhor do que a da minha mãe em relação à aparência (nada contra, o sabor do sekihan materno é ótimo), o uso do caldo do azuki para colorir o mochigome é genial e como os grãos são cozidos por pouco tempo na primeira etapa, eles se consevam inteiros até o fnal do processo. Já  na receita da minha mãe, como o azuki é cozido na pressão, os grãos ficam bem moles e eles quase se desfazem depois de cozidos com o mochigome.

O sekihan resseca rápido e o ideal é que não fique muito tempo ao ar livre. Mantê-lo coberto pelo pano de prato úmido ajuda a conservá-lo mais gostoso. (E por falar em pano de prato, saiba que ele ficará manchado).

Se guardar o sekihan e achar que ele ficou muito ressecado, coloque em um recipiente que possa ir ao micro-ondas, adicione um pouquinho de água, cubra com filme plástico e aqueça por 2-3 minutos. Este não é um prato para todo mundo, mas para quem gosta (como meu pai), ele é indispensável em ocasiões festivas.


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26.12.11

Salpicão de tender e frutas


Este foi o fim de um tender que, apesar de pequeno, parecia infinito. Triturei no processador para que ele ficasse irreconhecível (você pode picá-lo com uma faca, mas preferi assim). Juntei aipo, passas, maçãs, manga e castanha do Pará picados, temperei com maionese, suco de limão (só um pouco, para evitar que as frutas escurecessem) e creme de leite fresco. Nem adicionei sal, o sal do tender já deu conta. Rápido de fazer e bem fresquinho para dias quentes. (E os dias têm sido quentes!).


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23.12.11

Batatas e kabu assados com mostarda dijon


Encontrei algumas receitas do primeiro volume de Tender do Nigel Slater e resolvi testar esta receita. Originalmente ela levava "rutabaga", um tipo de raiz que nunca vi por aqui, lembra uma beterraba por fora, mas é amarela por dentro, eu a substituí por kabu (parece um nabo só que é redondo, "turnip" em inglês). A combinação ficou gostosa. Ao menos eu achei, o O. notou que havia algo diferente, mas nem se deu conta de que havia outro vegetal ali além das batatas. Esses homens!

O Nigel pede para que os vegetais sejam cortados em fatias bem fininhas, quase transparentes, com o uso de um daqueles cortadores apropriados para isso, mas fatiei tudo com uma faca e o tempo de cozimento ainda foi menor do que o pedido na receita. Apesar de as fatias não ficarem tão fininhas, depois de uns 40 minutos de forno, testei com um garfo e estavam todas macias.

Não segui medidas exatas e usei azeite no lugar da manteiga e água no lugar do caldo. A mostarda não se misturou muito bem com o azeite, mas não sei se isso ocorreria se tivesse usado manteiga. De qualquer forma, tudo saiu muito bem no final. Se não gostar de kabu, ou tiver lá as suas hesitações, use só batatas, dá um belo acompanhamento.





Batatas e kabu assados com mostarda dijon


500g de batatas
500g de kabu
4 dentes de alhos picados
85g de manteiga (usei azeite em quantidade menor, acho que você pode usar menos manteiga/azeite, mas se gostar de recuperar a gordura e o caldinho que sobram no fundo do refratário com um pedaço de pão, fique à vontade!)
2 c chá bem cheias de mostarda tipo dijon
1 c chá de folhas de tomilho  (usei secas e em quantidade muito maior porque não medi)
55ml de caldo de legumes (usei água)


Descasque as batatas e corte em fatias bem finas. Faça o mesmo com o kabu (não costumo descascar este último). Deixe as fatias dos dois vegetais em um recipiente com água para que não escureçam caso demore um pouco para usá-los.

Preaqueça o forno à 190°C. Derreta a manteiga em uma frigideira, quando começar a ferver, adicione o alho e diminua a temperatura. Deixe que ele refogue um pouco sem dourar. Retire a frigideira do fogo e adicione a mostarda. Unte uma forma de cerca de 25 cm com um pouco dessa mistura e reserve o resto.

Escorra os vegetais fatiados e retire o excesso de água com papel toalha ou um pano de prato. Distribua 1/3 dos vegetais na forma, regue com um pouco da mistura de azeite e mostarda. Tempere com sal e pimenta. Polvilhe um pouco do tomilho. Repita esse processo mais duas vezes. Finalize regando com o caldo de legumes.

Cubra tudo com um pedaço de papel alumínio pressionando os legumes com a palma das mãos. Asse por cerca de 1h10, até que os vegetais estejam macios quando espetados com uma faca/garfo (no meu caso, eles já estavam bons depois de 40-45 minutos de forno). Retire o papel alumínio, aumente a temperatura para 220°C e asse mais 10 min para que a superfície doure.



21.12.11

Salada de bacalhau com risoni


Eu e minha obsessão por receitas com bacalhau.

O que me atraiu nesta foi o risoni, essa massa com formato de arroz que sempre tive vontade de experimentar, mas não sabia como usar além de adicionar às sopas. 

Gostei muito da combinação de sabores, infelizmente esqueci de comprar o limão siciliano, acho que ele teria deixado a salada ainda mais perfumada, mas ficou muito saborosa assim mesmo. Você come uma colherada após a outra e nem percebe.

Não usei medidas exatas, a receita original é muito grande para duas pessoas. Comprei uma daquelas bandejas pequenas de bacalhau em lascas e dessalguei no mesmo dia. Elas são muito práticas e bem mais baratas do que as postas. Quando as receitas pedem bacalhau desfiado, não penso duas vezes e vou direto para as lascas, acho comprar postas para desfiar um desperdício.

Receita de uma amiga da Lylia.




Salada de bacalhau com risoni


1kg de filé de bacalhau em lascas, dessalgado e refogado em azeite extra virgem (adicionei cebola e alho picados na hora de refogar)
100g de azeitonas pretas picadas (portuguesas pequenas)
400g de risoni
8 tomates maduros sem pele e sem sementes, cortados em cubinhos pequenos
Folhas de manjericão rasgadas
Raspas de 5 limões siciliano (cuidado para não raspar a parte branca), não usei
Sal e pimenta a gosto


Em uma panela com água fervente, salgada e abundante, cozinhe o risoni. Cuidado para não cozinhar demais, nem deixar duro. Escorra. Adicione azeite e deixe esfriar.

Junte o bacalhau em lascas refogado. Misture bem e deixe esfriar.

Adicione os tomates em cubos, o manjericão, as raspas de limão e por último as tirinhas de azeitonas pretas.
Acerte o tempero e finalize com mais azeite.

Sirva frio, mas não gelado.



20.12.11

Beringelas com tarê


Uma de minhas novas formas prefereridas de comer beringela ao estilo japonês.

Sempre comi algo parecido em restaurantes, mas nunca consegui repetir em casa. Acho que cheguei bem perto desta vez. Fiz a receita de um tarê (molho adocicado à base de shoyu) que vi em um programa da NHK outro dia e usei para temperar as beringelas. No programa, esse tarê era apresentado como um tempero curinga para o preparo de vários pratos e é verdade!

A receita do tarê é muito simples, basta cozinhar uma mistura de mirim (saquê licoroso usado na culinária japonesa) e shoyu em fogo baixo até que o volume se reduza à metade. A regra é usar sempre a proporção de 2:1 (duas medidas de mirim para uma de shoyu). Pronto. O tarê está feito. Ele pode ser conservado por um bom tempo (não lembro exatamente quanto, mas uma semana com certeza) e usado para finalizar e temperar legumes refogados, carnes, etc.

No caso das beringelas, basta descascá-las (usei três médias), cortar em fatias não muito grossas (cerca de 2 cm), deixar de molho em água por algum tempo, escorrer, enxugar com papel absorvente e grelhar em uma frigideira antiaderente com um pouco de óleo, deixar dourar de um lado e depois do outro adicionando óleo conforme a necessidade. (Usar óleo é importante, ele torna as beringelas mais saborosas, mas não é necessário empapá-las. Se quiser ter mais controle sobre a sua quantidade, pincele o óleo sobre a superfície das beringelas antes de colocá-las na frigideira). Quando as fatias estiverem douradas e macias, finalize com algumas colheradas do tarê (coloquei três). Vire-as para que o tarê as envolva, retire do fogo. Fim.


19.12.11

Bolo de aveia, coco e castanha do Pará


Outro bolo de aveia. Gostoso, mas achei que o sabor do coco e das castanhas sumiu um pouco. Talvez a receita deva ser repensada, mas ruim não ficou. Adaptada de uma embalagem de açúcar mascavo (ou será que era de aveia?).



Bolo de aveia, coco e castanha do Pará


1 x de farinha
1x de aveia em flocos
2 ovos
1 x bem cheia de açúcar mascavo
3 c sopa de óleo
1 garrafinha de leite de coco (200ml)
1/2 x de castanha do Pará picada
1/2 x de coco ralado
1 c rasa de chá de fermento
1 c rasa de chá de bicarbonato de sódio


Bata todos os ingredientes no liquidificador exceto o fermento, o bicarbonato e o coco ralado. (Coloque os ingredientes líquidos primeiro). Junte o coco ralado, o bicarbonato e o fermento e misture com uma colher. Coloque a massa em uma forma untada e asse até dourar.

17.12.11

Dentro do ônibus xvi

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Vi um rapaz lendo "A insustentável leveza do ser" ontem. Ele apertou o botão para descer, mas continuou sentado até que ônibus parasse completamente para terminar de ler um parágrafo. 

Vocês não se interessam por pessoas que leem determinados autores? Eu seria capaz de me apaixonar por alguém apenas olhando para a capa de seu livro. 



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